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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"O amor é saber compartilhar a vida sabendo de antemão que essas vidas não se resumem ao restrito casulo dos amantes, aliás, casulo este que deve ser desfeito, ou corre-se o risco de não estar diante da abertura do mundo e das coisas; tão ausentes do mundo os amantes costumam ficar, reclusos em suas cavernas de idealizações, que quando a ruptura chega eles costumam ficar sem rumo. (...) Nessas situações, de processo lento, difícil e entediante, quando se consegue quebrar os ídolos do amor romântico, tem-se a alegria de estar diante de alguém que consegue sair de um mundo suprassensível para entrar no mundo do aqui-e-agora, e ainda assustado diante do imenso e inaudito mundo que até então não se percebia, se vê extasiado pelas amplas possibilidades que agora se tornam potenciais, possibilidades estas muito mais prazerosas pois eram tidas como algo impensáveis até então. Parte do processo de ajudar pessoas a superar uma perspectiva de amor romântico que lhes engessa a vida através de valores tidos como naturais e inquestionáveis, é possibilitar que essas pessoas sejam capazes de praticar a iconoclastia contra seus próprios ídolos que até então os acorrentava (às vezes até alguns ídolos da ideologia psicanalítica), talvez esse seja o trabalho mais fundamental para que essas pessoas possam, pouco a pouco, novamente se inserir no mundo de beleza e terror que é este e não outro." (Adriel)

2 comentários:

Angela Francisca disse...

Amar em claustro é a morte do proprio amor. Amor so existe em contato com o outro e com o mundo - em liberdade pra ser e deixar de ser amor. Mas geralmente, nesses casos, me parece que ele permenece amor - mesmo que o relacionamento acabe.

Improviso disse...

é tão difícil sair desse mundo suprassensível... é tão duro às vezes o aqui-e-agora, mas, de fato, as idealizações matam a possibilidade dos momentos únicos. há o medo do amanhã, nesse mundo que tudo acontece right now. estou me inserindo "nesse mundo" - tentando muito. ou talvez esteja criando outro, não porque me satisfaz, mas porque me parece mais livre e leve.