
"O objetivo de qualquer artista, mais do que ser original, é atingir uma espécie de perfeição. Não interessa tanto que um trabalho seja espantosamente novo, mas sim que ele seja espantosamente perfeito. Hoje me parece que o meu objetivo maior é realizar coisas que sejam emocionalmente fortes." (Laurie Anderson a João Lisboa)

6 comentários:
discordo um tanto. acho que a perfeição é apenas mais um elemento que você pode escolher arriscar ou não. já a originalidade eu penso de deva ser minha obsessão à gol. veja as novelas, por exemplo, dentro de suas porcas-pretensões, são obras perfeitas e nem um pouco originais, e estão aí... servindo pra nada.
Estamos falando de obra (arte). Novela sequer é obra. E não é uma perfeição estilo Peter Jackson ou Jim Cameron. É uma perfeição que pode não ser original. David Bowie, Laurie Anderson e Lee Ranaldo sentiram a mesma coisa.
Outra:
“Daltrey, Townshend, McCartney, the Beach Boys, Elton, Billy Joel. They made perfect records, so they have to play them perfectly … exactly the way people remember them. My records were never perfect. So there is no point in trying to duplicate them. Anyway, I’m no mainstream artist.”
- Bob Dylan
Boa! Porém: Bob Dylan FEZ perfect records; é um artista mainstream, de alguma forma. Quanto a ao vivo fazer diferente do disco eu concordo que é fundamental. Porém: ouvi dizer que o Bob Dylan exagera, que as músicas ficam realmente irreconhecíveis.
O que acontece com o Dylan é um acontecimento comum. Ele não aguenta mais tocar as velhas músicas. Portanto as transforma, em melodia e harmonia, para que seja mais prazeroso de se repetir. É naquilo que ele é famoso: se reinventar. Pra mim é mais uma vez a consciêcia de que o mestre Dylan é um poeta, e que a base instrumental [violão, gaita...] é apenas um acompanhante para sua jóia/arma: as palavras.
Nesse sentido, mestre (monge) Cohen também é poeta (ganhou prêmio de literatura) e não é revoltado com suas próprias melodias. Dylan sempre teve problemas de aceitação.
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