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segunda-feira, 3 de março de 2008
O "progresso" é uma desgraça para a vida por dois motivos. Primeiro, e disso eu me dei conta acho que ano passado, porque a vida precisa ser desgraçada (sofrer o ato de desgraçar), o mundo precisa morrer para dar lugar a um novo, de acordo com o ciclo da vida, observável em todas as coisas. Segundo, e disso eu me dei conta num momento de inspiração anteontem à noite, porque quem pensou o "progresso" foi o homem, e não a vida. O homem pensou as melhorias a partir de sua visão sobre melhorias. Pensou na facilidade e pensou no curto prazo, comodista que é. Deu no que deu, dará no que dará. A vida é quem sabe quais seriam as melhores melhorias. Morin também escreveu: "Há outro fato que marca este final de século: a destruição, ou melhor, a autodestruição da idéia de salvação terrestre. Acreditou-se que o progresso estava automaticamente garantido pela evolução histórica. Acreditou-se que a ciência seria sempre progressiva, que a indústria traria sempre benefícios, que a técnica só traria melhorias. Acreditou-se que as leis históricas garantiriam o desenvolvimento da humanidade e, tomando por base esse argumento, acreditou-se ser possível atingir a salvação na terra, ou seja, a felicidade que as religiões prometiam no céu. O que se constata hoje é o abandono da idéia de uma salvação na terra, o que não significa ser necessário renunciar à idéia de aperfeiçoar as relações humanas e civilizar a humanidade. O abandono da idéia de salvação encontra-se ligado à compreensão de que não existem leis históricas, que o progresso não é automático e nem se encontra garantido. O progresso deve não apenas ser conquistado, mas, uma vez conquistado, pode regredir, tornando-se sempre necessário regenerá-lo." (MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 1997.)
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