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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Emoção à flor da pele
por Pedro Bruno/Trama Virtual


Banda gaúcha Blanched se inspira no post-rock para compor canções repletas de beleza e sentimentos


29/01/2008

Após uma pausa de três anos sem atividades, os gaúchos do Blanched se reuniram em 2006 para gravar seu terceiro EP, Avalanched, que saiu ano passado pelo selo Open Field. Formado em 2001 como a primeira banda de um grupo de amigos, o quinteto encontra no post-rock a base para suas canções que, instrumentais ou não, são carregadas de emoções que podem explodir a qualquer segundo. Com influências que vão de Mogwai, Explosions In The Sky e Godspeed You! Black Emperor a Neil Young e Pink Floyd, a banda ainda não conseguiu concretizar uma rotina de trabalho, mas espera por oportunidades para mais reuniões nesse ano. Em entrevista a TramaVirtual, Leonardo Fleck e Douglas Dickel contaram um pouco da trajetória do grupo.

As mudanças na formação acabaram direcionando o som do Blanched através de interesses comuns com os novos integrantes, como conta Leonardo. "No final de 2002 e no começo de 2003, houve duas trocas que foram cruciais para a definição do estilo atual da banda (o guitarrista Israel Monteiro e o baixista Carlos Bergold foram substituídos, em circunstâncias diversas, pelo Douglas e pelo Daniel Galera), porque tínhamos uma forte veia post-rock que veio a calhar com a vontade da banda de direcionar ainda mais o som para essa linha".

Oriundo do início dos anos 90, o post-rock acabou por estagnar-se em uma fórmula comum, com bandas que, abraçadas ao rótulo, lançam discos com releituras do mesmo princípio. Douglas acredita que esse rótulo não precisa ser aberto, mas sim abandonado no momento de criação. "Eu acho que existem dois post-rocks. Um é aquele da linhagem do Mogwai e outro que abarca bandas muito diferentes entre si. No Brasil, eu não saberia apontar quais são as bandas do ‘post-rock’. Posso apontar uma, de que eu gosto muito, que é o Ahlev De Bossa, de Recife", diz. "Quem precisa expandir, principalmente neste país, são os artistas, as bandas. Ousar mais. E se dedicar", conclui.

A pausa nas atividades veio em decorrência da mudança de cidade e país de dois integrantes. Daniel Galera mudou-se para São Paulo e Leonardo para Londres e depois Buenos Aires. Então, aproveitando um final de ano em que todos estavam presentes, o Blanched se reuniu para a gravação do Avalanched. "Havia essas músicas compostas que ainda não tinham sido gravadas, então reunimo-nos num fim de ano, quando todos estavam aqui, para registrá-las, gravando ao vivo, em cinco horas de estúdio", conta Douglas. O EP chegou a aparecer em três listas individuais nas seletivas dos melhores álbuns independentes do ano passado, organizada pela TramaVirtual, mas a repercussão do novo trabalho ainda é desconhecida pelo quinteto. "Fora essas aparições em listas, nós não temos conhecimento ainda da repercussão. Até porque é mais difícil divulgar e acompanhar a coisa com a banda hibernando", explica Douglas.

O grupo já passou por cidades como São Leopoldo, Porto Alegre e Curitiba, e traz boas histórias dessas performances. "O primeiro show de 2003 foi o mais inesquecível, pois duas garotas choraram na platéia e nós ficamos arrepiados. Usamos uma iluminação com tevês fora do ar, o que contribuiu para que o público entrasse emocionalmente na música, e nós também", conta Douglas. "Teve um show em que algumas garotas gritaram em frente ao palco, como se fossem fãs dos Beatles. Depois eu soube que a namorada de um de nós estava entre elas, mas mesmo assim foi divertido. Na mesma noite, um fã de Sonic Youth ficou gritando na minha frente e fazendo sinal de metal com as mãos. Algo que costuma acontecer nos nossos shows é algumas pessoas sentarem bem em frente ao palco", emenda.

Ainda sem shows marcados para esse ano e com o pesar da falta de rotina de trabalho da banda, Leonardo traça o planejamento para 2008: "responder a muitas entrevistas e, se possível, estarmos os cinco juntos em estúdio para um ensaiozinho. Pelo menos isso".

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