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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

"Nietzsche disse que 'a arte existe pra que a verdade não nos destrua'. O artista é uma criança que age por impulso e que ajuda a encantar o mundo, que é uma construção racional, real, séria, adulta. Visão ingênua, romântica? O que pode ser mais sério do que a idéia da verdade? Qual é a verdade da criança? Só as verdades relativas, que se montam e se desmontam fugazmente como jogos, ludicidade pura, a capacidade primordial dos homens de não dar solidez a nada, de esculpir o mundo e a vida o tempo todo, agindo por impulso, que não é outra coisa que não a forma da energia. E o que ocorre quando o artista não brinca e não brinca porque não pode brincar? E por quê ele não pode brincar? Talvez porque não haja por que brincar, por quem ou com quem brincar. Num curso de cosmologia e complexidade que fiz no início desse ano com o físico Carlos Alberto, da UFRJ - figura alucinante, diga-se de passagem - teve uma afirmação dele que ficou ecoando nos meus ouvidos: 'Uma sociedade que não tolera a arte só pode estar sofrendo de alguma enfermidade muito séria.' Isso me fez pensar imediatamente nas pessoas que esnobam, criticam e se irritam com o aparente hermetismo de certas obras, sejam filmes, música ou instalações. Discussão antiga, eu sei. Ora, alguma outra dúvida de que o fazem por melancólica ignorância? (...)" (Muriel Paraboni)

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