(Um pouco de narrativa pura e simples.) Ontem no final da tarde liguei para o Vicente a fim de conseguir o telefone do Vinícius. Liguei para o Vinícius. Falei com a Gabi. Como o Vinícius tinha aula, eu e ela marcamos de nos encontrar. O Vinícius sugeriu o último vagão do metrô, mas seria difícil para eles, que estariam numa estação de Canoas, me enxergarem lá dentro com a rapidez necessária para embarcarem sem erro. Marcamos, então, na roleta da Estação Unisinos, em caso de eles chegarem antes, ou na própria Unisinos, seu eu chegasse lá antes.
Eu saí 20 minutos mais cedo do trabalho pois tinha que chegar na agência do Banco do Brasil da universidade até as sete e meia. Entrei no trem quando ele já estava cheio. Entrei no último vagão, que geralmente é o mais vazio. Mesmo assim tive que sentar no chão. Comecei a ler Nietzsche. Parei. "Olha só", eu ouço. Eram a Gabi e o Vinícius, na minha frente. Acabaram pegando o trem na hora exata, o vagão exato, a porta exata. E eu sentei no lugar exato. (Sem combinarmos.) Pensei que o meio do último vagão seria bom para uma coincidência, que de fato aconteceu - e palavras nunca são suficientes para exprimir tamanha maravilha da Sorte.
Depois de eu ir no banco, procuramos a Samantha na sala onde, segundo o catálogo do posto de atendimento, ela estaria. Não a encontramos. Falei com o Zé Hofmeister, sempre querido. Ele elogiou a beleza da Gabriela. Depois levei minha amiga para conhecer a rádio. Na volta, encontramos o Charles. Passamos no DA da Comunicação para deixar o CD da Blanched. O Charles mostrou para a Gabriela, na sala dele, o clipe da Tatu. Ele ficou lá. Mostrei ainda a biblioteca e o laguinho. De quebra, os patos e as corujas. Fomos até o Centro e comemos no McDonald´s, convite/cortesia dela. Passamos no meu apartamento e ela logo pegou o último trem de volta a Canoas.
(And for something not completely different.) Foram vários segundos momentâneos felizes. Foi a primeira vez em que eu e ela nos encontramos individualmente eu e ela: foi um marco na nossa amizade. Fui com a cara dela na aula do Sérgio em Brasília e estamos Assim até hoje, depois de duas separações. Fomos os dois únicos sobreviventes de um yahoogroup, o Lenhador. Para ver como funciona o funil. A conversa flui sempre; nos sentimos bem, à vontade; temos sintonia num nível raro. Se listarmos as cinco melhores coisas da vida, uma relação como esta certamente está entre elas. Espero que um dia voltemos a morar na mesma cidade, para que o agora não seja menor do que a lembrança, que é apenas vácuo.
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