É um dos pontos de vista que se pode ter. Há outros. Somos restringidos por nós mesmos. A começar pela vontade de obter a perfeição, que não é natural e não existe a não ser como uma idéia em nossa razão ou na forma da harmonia da natureza, da perfeição das belezas imperfeitas. O egoísmo é inseparável e inegável no ser humano. Faz parte da sua natureza, e o máximo que a gente pode fazer é bombardeá-lo, mas nunca destruí-lo. O egoísmo existe porque somos egos, somos indivíduos imiscíveis, a não ser em ilusões. Se o egoísmo é inevitável, o sofrimento é inevitável. A vontade nunca passa. O Bukoskwi não quis desperdiçar energia com ilusão, com a criação de um sentido para a vida. Na verdade o sentido dele era escrever, mas ele tinha consciência de que no fundo não há sentido para a vida, senão o nada, o não preocupar-se com sentido, o viver apenas, o aprendizado da insatisfação. Ele sabia que o topo da montanha era maior, mas sabia também que a queda era fácil e muito mais dolorosa que o rastejo. O amor pode ser o Sentido, mas ele é ambivalente. Ele constrói maravilhosamente e destrói absurdamente. O amor é uma das coisas (das ilusões) que vale a pena toda. O ser humano é um ser social com objetivos egoístas. E isso não é necessariamente ruim. Fala-se em egoísmo e pessimismo e as pessoas já se descabelam. Apenas é. É assim, e não é tão ruim. A gente sabe lidar e sobreviver e criar ilusões mesmo tendo consciência do egoísmo e do pessimismo. A filosofia é uma ferramenta para o auto-conhecimento e para o conhecimento do Mundo. É, sim, ao mesmo tempo, uma ferramenta do egoísmo, assim como TUDO.
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

Nenhum comentário:
Postar um comentário