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terça-feira, 19 de novembro de 2002

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CHAVE
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A luta é para se liberar do negativo, que, na verdade, é a nossa vontade do nada. E eu tenho dito SIM ao instante, a afirmação é contagiosa. Explode numa cadeia de afirmações sem limites. Dizer SIM a um instante é dizer sim a toda a existência."

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CHAVE
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SOBRE O NIILISMO

§ 12

Queda dos valores cosmológicos

A


O niilismo como estado psicológico terá de ocorrer, primeiramente, quando tivermos procurado em todo acontecer por um "sentido" que não está nele: de modo que afinal aquele que procura perde o ânimo. Niilismo é então o tomar-consciência do longo desperdício de força, o tormento do "em vão", a insegurança, a falta de ocasião para se recrear de algum modo, de ainda repousar sobre algo - a vergonha de si mesmo, como que se tivesse enganado por demasiado tempo . . . Aquele sentido poderia ter sido: o "cumprimento" de um cânone ético supremo em todo acontecer, a ordenação ética do mundo; ou o aumento do amor e da harmonia no trato dos seres; ou a aproximação de um estado de felicidade universal; ou mesmo o livrar-se de um estado universal de nada - um alvo é sempre um sentido ainda. O que há de comum entre todos esses modos de representação é que algo deve, através do processo mesmo, ser alcançado: - e agora se concebe que, com o vir-a-ser, nada é alvejado, nada é alcançado . . .

Dadas essas compreensões, de que com o vir-a-ser nada deve ser alvejado e de que sob todo vir-a-ser não reina nenhuma grande unidade em que o indivíduo pode submergir totalmente como em um elemento de supremo valor: resta como escapatória condenar esse inteiro mundo do vir-a-ser como ilusão e inventar um mundo que esteja para além dele, como verdadeiro mundo . . .

- O que aconteceu, no fundo? O sentimento da ausência de valor foi alvejado, quando se compreendeu que nem com o conceito "fim", nem com o conceito "unidade", nem com o conceito "verdade" se pode interpretar o caráter global da existência. Com isso, nada é alvejado e alcançado; falta a unidade abrangente na pluralidade do acontecer: o caráter da existência não é "verdadeiro", é falso . . . não se tem absolutamente mais nenhuma fundamento para se persuadir de um verdadeiro mundo . . . Em suma: as categorias "fim", "unidade", "ser", com as quais tínhamos imposto ao mundo um valor, foram outra vez retiradas por nós - e agora o mundo parece sem valor . . .

B


Suposto que tenhamos conhecido em que medida o mundo não pode mais ser interpretado com essas três categorias, e que depois dessa compreensão o mundo começa a se tornar sem valor para nós: temos então de perguntar, de onde provém nossa crença nessas três categorias, - ensaiemos se não é possível retirar a elas a crença! Depois que desvalorarmos essas três categorias, a demonstração de sua inaplicabilidade ao todo não é mais nenhum fundamento para desvalorarmos o todo.

Resultado: A crença nas categorias da razão é a causa do niilismo, - medimos o valor do mundo por categorias, que se referem a um mundo puramente fictício.

Resultado final: todos os valores com os quais até agora procuramos tornar o mundo estimável para nós e afinal, justamente com eles, o desvaloramos, quando eles se demonstram inaplicáveis - todos esses valores são, do ponto de vista psicológico, resultados de determinadas perspectivas de utilidade para a manutenção e intensificação de formações humanas de dominação: e apenas falsamente projetados na essência das coisas. É sempre ainda a hiperbólica ingenuidade do homem: colocar a si mesmo como sentido e medida de valor das coisas.

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