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sexta-feira, 31 de outubro de 2003

A INCRÍVEL SENSAÇÃO DE SE SER O QUE NÃO SE É
Há pessoas que se julgam coisas que não são. São só coisas. (...)
(Thiane)
"Silenzio. No hay banda." (Andréia Vigo, antes do's' show's')
"Silenzio. No hay banda." (Charles Pilger, depois do não-show)

COLAPSO

Devo exatamente R$ 17,90 ao bar Básttidores (sim, com acento e dois "t", mesmo). E eles me devem um show da Blanched inteiro.

Fontes não muito confiáveis dizem que o show foi interrompido pelo dono do bar ao constatar, na casa, a presença dos 4 membros fundadores do SMFU. Como diz a regra número um dessa associação, caso toda a equipe esteja presente num mesmo recinto, a possibilidade de abalos no UNIVERSO é bastante grande. Baseado nisso, a atitude do Ravengar* teria sido justificável em prol da continuidade da existência da raça humana. (...)

(Bruno Galera)

* And Teodoro is his name, o.
Fender Jaguar
Good Music
R$ 8.000,00

Boss Digital Delay DD-6
Mil Sons
R$ 550,00
"Se volume não fosse um elemento fundamental para a nossa música, nós não teríamos parado. Não, pensando bem, mesmo assim aconteceria, afinal somos frescos - gostamos de educação. Não me admira os teus cabelos brancos, velho senhor, admira-me é não teres enfartado ainda." (Leonardo Fleck)

quinta-feira, 30 de outubro de 2003

Eraserhead (David Lynch)
Santander Cultural
7 de dezembro
19h
Tivemos que parar o show de ontem depois da terceira música, porque o dono dos BasTTidores não quer trocar o nome do bar para Palco, sem letras dobradas. Ele chegou na frente do Leonardo/Galera/Muriel e parecia querer esmurrá-los. Perguntou se eles eram homens. Dizia que o volume estava alto. Todo mundo disse que o nosso volume estava igual ao da Deus E O Diabo. Mas o nosso som era mais distorcido e varrido, talvez isso tenha desagradado o velho, que é artista há mais tempo que nós, faz teatro há 30 anos e tudo, e ele interpretou o desagrado como volume alto. E não existe Blanched Unplugged. Obrigado Antônio, Aline, Muriel e Andréia. E Pilla. E Manuela, que eu amo muito.
"Não se preocupa, que as coisas que estão fora do lugar voltam para o lugar sem ninguém fazer nada. É a Harmonia." (Pilla, ontem)

quarta-feira, 29 de outubro de 2003

24 de setembro de 1977: data do meu nascimento.
24 de setembro de 1991: lançamento do Nevermind.
Só para saber: alguém leu aquele post sobre o Sri Benvindo até o fim?
:: minhas influências musicais ::
pra que não me perguntem mais adiante

- radiohead
- sonicyouth
- joydivision
- thedoors
- nirvana

* não necessariamente nessa ordem.

postado por FELIPE DREHER
Too Many Humans era o título original do Bleach.
"O som deles pegava você. Você pensava 'Eu já ouvi isso antes', mas não tinha ouvido." (Gilly Hanner, músico)

Foi sobre o Nirvana, mas poderia ter sido também sobre os Beatles ou os Strokes. Não?
"Minhas letras são uma pilha de contradições. Elas são cindidas ao meio entre opiniões e sentimentos muito sinceros que tenho e refutações sarcásticas, promissoras e bem-humoradas em relação ao clichê, aos ideais boêmoios que têm se exaurido durante anos. Eu pretendo ser apaixonado e sincero, mas também gosto de me divertir e agir como um idiota." (Kurt Cobain)
"Suas camisas Izod e os pulôveres de rugby foram deixados de lado; agora vestia camisetas feitas em casa com nomes de bandas punk. Uma que Kurt usava freqüentemente dizia Bagunça Organizada, um slogan que ele fantasiava que seria o nome de sua primeira banda." (Cross)

Na aula de Diagramação do Jornalismo da Unisinos, o professor Zé Hofmeister pediu aos alunos que fizessem recortes de revistas e os colassem da forma que bem entendessem em uma cartolina preta tamanho A4. Depois, que dessem nome ao trabalho. Eu chamei o meu de Caos Organizado.
"No verão de 1983 . . . com mais energia do que meus discos do Iron Maiden podiam oferecer. Era isto que eu estava procurando. Ah, punk rock . . . descobri meu objetivo especial." (Kurt Cobain)

"Verão de 96. Eu botei na minha cabeça que queria encontrar uma banda realmente pesada. Amigos da praia de Jardim Atlântico me mostravam Iron Maiden e Sepultura, mas nada de eu ficar satisfeito. Continuava achando que minha recente paixão, Pink Floyd, era mais "pesada" que as bandas ditas pesadas. Semanas depois, em Porto Alegre, eu e meu amigo Caco escolhíamos álbuns para alugar na CD Express e passar a madrugada gravando fitas. Então a atendente sintonizou a minha vontade e me indicou um do Sonic Youth: Experimental jet set, trash and no star. O nervosismo das guitarras dissonantes e zumbidoras e a angústia dos vocais ora sussurrados, ora gritados e desafinados desceu como a água gelada na sede. Se perguntarem qual o disco que mudou minha vida, foi esse. Ele abriu minha percepção para outras bandas nervosas e experimentais. Afinal, cada descoberta diferente abre um leque de novas possibilidades. O peso que eu procurava não era o das guitarras trash ou heavy, com toneladas de distorção e microgramas de sentimento. Mas era a densidade de emoção contida no som de uma banda como o Sonic Youth. Tenho que voltar na CD Express e, se a moça ainda estiver trabalhando lá, dar meus agradecimentos." (Douglas Dickel, MusicZine de setembro de 2000)

"Também num verão eu andava atrás de algo realmente pesado. (Essa história eu já contei muitas vezes.) Mostraram Sepultura, Faith No More, Iron Maiden etc. Não, não, não etc. Quem me apresentou Sonic Youth (que é punk) foi a então atendente da CD Express, não sem antes surgir um interesse ao ler um comentário na Showbizz de que 1979 dos Smashing Pumpkins era sonicyouthiana." (Douglas Dickel, 15/10/2003)

terça-feira, 28 de outubro de 2003

"Acho que cheguei ao fim do que eu tinha a fazer . . . Cheguei ao máximo nesse lance. Depois que você passa da experiência de aprendizado, entra no declive. Nunca tomei drogas como fuga, sempre tomei drogas para aprender." (Kurt Cobain, 1990/1991)

"Eles já me ensinaram uma tonelada de coisas, eu já aprendi. Agora sinto que posso caminhar sozinho. Agora eu quero os benefícios da lucidez com o bônus do aprendizado." (Douglas Dickel, 02/04/2003)
"Por volta da mesma época [da gravação de Nevermind], ele escreveu ainda outra biografia falsa da banda, uma biografia que se mostraria curiosamente profética, ainda que estivesse recheada das suas brincadeiras de adolescente. Ele descrevia a banda como três vezes ganhadora do Grammy, número 1 das 100 Mais da parada da Billbored por 36 semanas consecutivas. Duas vezes capa da Bowling Stoned, saudade pelas revistas Thyme e Newsweak como a banda mais original, provocadora e importante de nossa década." (Cross)


A forma mais baixa de briga é a provocação, é o nível mais alto da covardia.
A melhor frase que eu já ouvi sobre Belle And Sebastian: "Tem gente que paga caro pra ouvir o Odayr José da Escócia."
Pesquisa: alguém nunca teve cázio/piruaco - aquela bolinha que sai da amígdala, parece uma ambrosia e tem cheiro de carniça?

sexta-feira, 24 de outubro de 2003

From: "a nave nouveau" guipilla

Inscrição para a Infinita Copa Universalista de Yoga Cósmico (Copa Du Yoga).

.

Humildemente, pedimos a imediata inserção de Sri Benvindo - Le Liberaliste,
à grande Copa du Yoga Cósmico. Sabemos que seu passado rebelde e contestador
já foi de resultados karmico-sensíveis pouco apreciados, mas swamiji está muito mudado. É importante relatar que, recentemente, logo após o desdobramento do último beta-magmo de Ursa Majora, Sri Benvindo foi abrilhantado pelo des-velar de uma nova consciência, o que lhe permitiu desenvolver a ciência conhecida por Kroma Yoga. Swamiji requer sua imediata participação, pois afirma ser de grande importância a revelação desta ciência, há tanto tempo esquecida/ignorada.



Nome: Sri Benvindo - A.K.A. "Le Liberaliste"
Corpo físico atual: Nayrobe Ananda Chasserdin
Idade Aparente: 85 anos
Idade Real: desconhecida
Sexo: Masculino
Mantra favorito: Ohm, jaya jaya, ohm, jaya sivaya

Justificativa para inclusão:
Sri Benvindo - Le Liberaliste, vem, através da Kroma Yoga, para reestabelecer a ordem caótico-necessária do preâmbulo iluminativo. Com um simples olhar, ou um amoroso sorriso, swamiji é capaz de provocar a expansão de consciência de animais das mais variadas raças. Há inclusive o relato de algumas mesas, barbantes, vasos, entre outros seres inanimados, que afirmam ter recebido sua graça. Por favor, aceitem Sri Benvindo. Sarvesham swatiir bavathu!
- Bieux Bonfleur



Foto colorida, onde Sri Benvindo (de blusa vermelha) aparece junto de Bieux Bonfleur e Din Din Ferdinand, seus dois inseparáveis amico-entidades.

por: joão paulo cavalcanti mognon (mognon@terra.com.br)




a imaginação é mais densa
do que a realidade
Eu nunca posso esquecer que, se acontece alguma coisa que não era o esperado por mim, é porque há outras coisas querendo ser encontradas por mim nesse outro triz. Ontem eu jantei no Rú com o Punk, da Amorfo, e eu e ele descobrimos que temos um conhecido em comum: simplesmente o mais folcórico de todos: Garibaldi Armelenti (Anthrax levou a Volkana, que levou a Cássio, que levou a Megalon, que levou a Gariba). Eu fui colega dele no segundo grau e o Punk é colega de aula dele na Geologia da Unisinos. E pude conhecer, assim, o melhor imitador do Garibaldi em todo o planeta. De quebra, ainda, apertei a mão do Júlio Das Fitas, que agora está com o cabelo raspado. No ônibus, mais uma vez o encontro insólito com o Aurélio, da Estação Das Brumas. Agora vou lá procurar a carta que é do Nick Cave, e não do Blixa.
O recalque é o maior autoalimentador do universo.
A sua vida é você quem faz.

quinta-feira, 23 de outubro de 2003

No meu trabalho há um Gerenciador de Mensagens, usado geralmente para a Assessoria de Informática avisar de problemas em sistemas e de posteriores normalizações. Hoje, aconteceu um troço inédito (cada linha foi escrita por um funcionário diferente):

- O CPJ está com algum problema?
- Acho q o problema do CPJ já passou....
- PROCERGS está verificando problemas de acesso ao CPJ!
- o cpj esta com problema? esta lento,não abre a tela para consultas.
- SIM ESTÁ COM PROBLEMAS.
- SERÍSSIMOSSSSS!!!
- Aí o gerenciador de mensagens virou CHAT!!!
- ?
- o que?
- o que mesmo?
- onde?
- O QUE MESMO O QUE?
- voces viram onde estacionei meu gol????
- Informamos aos usuarios que o sistema CPJ esta fora do ar, sem previsao de retorno. Assessoria de Informatica
- ã ã ã
- Pedimos novamente a gentileza de nao usarem o gerenciador de mensagens sem necessidade. Assessoria Informatica


Mas, afinal, por onde andará Frances Bean Cobain? Ela está com 11 anos. Fotos mais recentes:

Produzida | Parecendo o pai | Parecendo a mãe | Parecendo a Madonna
"Viver é persistir. Entender é persistir. Sentir é persistir também. Muita gente passa batido pela boa música porque não se esforça para entender e para sentir, não têm persistência. Por isso elas também deixam de viver." (Muriel Paraboni)
D> A gente teve muita sorte. Imagina se tivesse acontecido uma coisinha diferente... Foi por um triz.

M> Isso que é o mais legal da vida. É sempre por um triz.


quarta-feira, 22 de outubro de 2003

Sabe quando você pensa "Só agora que eu fui entender esta banda"?

"Elas [as pessoas] escutam e isso faz com que se sintam... você mesmo pode preencher este espaço. A música é recebida de forma intuitiva, uma forma que contém rica variedade de conhecimento e sentimento sem o processo do pensamento lógico que acompanha o que nós chamamos de entendimento." (Paul Friedlander, da monografia da Manu)
Uma filha da puta (que dá seqüência ao punk rock) com um filho da puta (de alguma forma idem), e os dois lançam um disco juntos.


Catei um CD do Hefner hoje de manhã na estante, deve ser da Jordana. Coloquei no aparelho, provavelmente achando que ouviria o som do Helmet. Mas o que eu ouvi foi o que o AMG conseguiu traduzir para british urban-folk. Melodias que me agradaram bastante, com certa influência de Roger Waters notada na voz do vocalista Darren Hayman, que também é o guitarrista do trio. Tal disco é o We Love The City (2000), e eles também têm Breaking God's Heart (1998), The Fidelity Wars (1999) e Dead Media (2001). O AMG aponta como artistas similares Pavement, The Beta Band, Supergrass, Pulp, The Divine Comedy, Cat Power e Death Cab for Cutie, entre outros.
O show da Blanched com a Deus E O Diabo na quarta da semana que vem (29) vai ser às 21h e o endereço dos Bastidores é Av. Independência, 1010, em Porto Alegre. O ingresso vai custar R$ 6,00.

terça-feira, 21 de outubro de 2003

Existem fotologs públicos temáticos, em que você pode postar a sua foto de acordo com o tema daquele fotolog. Eu postei uma minha hoje no Vert, só de imagens em que a cor verde predomine. E uma no Hands. No Amore, já foram nove, todas registradas no LIAA.
Próximas aquisições, em ordem de possibilidade/necessidade:



Um amplificador Crate valvulado.


Blanched em novembro. Toca no Putzel (Av. Pedro Adams F.º, NH), com aparelhos televisores no chuvisco e tudo, também com a Deus E O Diabo e também no dia 29. E a sonhada ida para Brasília está novamente correndo o risco de ser concretizada, para um festival do selo Abismado; vamos ver.
O Wilco é uma banda sem igual: compõe indo para o lado de três tipos diferentes de música: rock alternativo, rock'n'roll e country. As do primeiro tipo eu acho perfeitas e amo - como Misunderstood, Red-Eyed And Blue, Hotel Arizona, Outtasite (Outta Mind), Sunken Treasure, Ashes Of American Flag e I Am Trying To Break Your Heart; as do segundo me são indiferentes; e as do terceiro eu rejeito. Eu poderia dizer que o Jeff Tweedy é um filho da puta, mas na verdade não posso, por essa inconstância - que deve ser uma vantagem para quem curte os três tipos. Dessa forma, estou organizando uma coletânea de Wilco. Já selecionei minhas preferidas do Being There e do Yankee Foxtrot Hotel. O Summerteeth eu já baixei quase todo, só falta uma música e queimar.
Ontem eu fiz um cocôti em forma de golfinho.
"Kurt havia descoberto que o punk rock, apesar de ser anunciado como um gênero de música libertador, era acompanhado de seus próprios costumes e estilos sociais, e que esses muitas vezes eram mais restritivos que as convenções contra as quais supostamente se rebelavam. Havia um código de vestuário." (Cross)

segunda-feira, 20 de outubro de 2003

And now for something completely different: o pai de alguém tem algum CD dos Serranos e/ou dos Monarcas?

Ambos os grupos têm 20 discos lançados desde 1969. Era dos dois que eu gostava quando eu comecei a ouvir música "gaudéria", lá em 1989.

Abaixo, o primeiro amplificador dos Serranos, com potência de 30 watts, comprado de Honeyde Bertussi - o pioneiro em grupos de bailes tradicionalistas. "Apelidamos o dito cujo de Gelatina, pela espuma colocada em sua base, para enfrentar as estradas de chão."



Quatorze anos mais tarde, seis depois de eu ter partido para o rock, eu volto a considerá-los os melhores, ao lembrar das letras e das melodias, dos timbres de voz (Kivo e Ivan, respectivamente) e dos solos de gaita (Edson Dutra e Gildinho & Varguinha). Deu vontade de fazer coletâneas dessas bandas, por isso o meu interesse por empréstimos. Não há MP3 desse estilo e as coletâneas à venda na Multisom não satisfazem a minha memória afetiva.


> ps. o muriel e a andréia estão lindos no jornal de sábado! já roubei
> pra colocar na parede do quarto!
1. Qual é a sua alternativa?

a. ( ) "Quem não escreve por dinheiro não é digno da profissão." (Ivan Lessa, crítico literário da BBC)

b. ( ) Numa reunião dum veículo de comunicação tido como alternativo, as pessoas não entenderam uma pauta minha sobre a independência como forma de produzir arte. Sobre a pureza estética, a separação total e vital da criação e do comércio. Primeiro, não entenderam NADA do que eu estava falando. Parecia hebraico. Então tive que continuar minha explicação, como se estivesse falando com um jardim de infância (e olha que as crianças poderiam ser mais espertas, pois os adultos é que as contaminam). "No fundo, o que as bandas querem é ganhar dinheiro", disse o chefe da reunião. E não adiantava eu dizer que não. (...) "Quando se é jovem até dá para sustentar esse romantismo, mas até quando?", questionou um famoso crítico de música. Como se a vontade de realizar a verdadeira arte fosse atitude infantilóide, ingênua, rebelde. "Quem não quer se adaptar aos sistemas do mercado, como as gravadoras, é anarquista - isso é anarquia", disse o mesmo homem. Quer dizer, então, que sustentar as próprias criações artísticas é um ato contra o poder político, em defesa da ausência de poder, da anarquia? (...) "Ah, existem médicos, por exemplo, que têm banda, mas como hobby..." (Qui Jul 03, 09:54:37 AM)

sexta-feira, 17 de outubro de 2003


Existe o YMDb (Your Movie Database).
"O amor de um ser humano por outro é talvez a experiência mais difícil para um de nós, o mais alto testemunho de nós próprios, a obra suprema em face da qual todas as outras são apenas preparações." (Rainer Maria Rilke)
Considerações sobre a carta do Rainer Maria Rilke que figura abaixo.

1. Chama-se Cartas a um jovem poeta (Primeira carta).
2. É portanto, sobre escrever e sobre versos, não sobre pintar e sobre pintura. (Se é que isso faz real diferença.)
3. Começa com Paris, 17 de fevereiro de 1903.
"No mundo, a coisa é determinada; na arte, ela o deve ser mais ainda: subtraída a todo o acidente, libertada de toda a penumbra, arrebatada ao tempo e entregue ao espaço, ela se torna permanência, ela atinge a eternidade." (Rainer Maria Rilke)
TERRORISMO POÉTICO
de Hakim Bey

Estranhas danças nos saguões de Bancos 24 Horas. Shows pirotécnicos não autorizados. Arte terrestre, trabalhos-telúricos como bizarros artefatos alienígenas espalhados em Parques Nacionais. Arrombe casas mas, ao invés de roubar, deixe objetos Poético-Terroristas. Rapte alguém e faça-o feliz. Escolha alguém aleatoriamente e convença-o de que ele é herdeiro de uma enorme, fantástica e inútil fortuna: digamos 8.000 quilômetros quadrados da Antártida, ou um velho elefante de circo, ou um orfanato em Bombaim, ou uma coleção de manuscritos alquímicos. Mais tarde, ele irá dar-se conta de que acreditou por alguns poucos momentos em algo extraordinário, & talvez, como resultado, seja levado a buscar uma forma mais intensa de viver.

Pregue placas comemorativas de latão em locais (públicos ou privados) onde experimentaste uma revelação ou tiveste uma experiência sexual particularmente especial, etc.

Ande nu por aí.

Organize uma greve em sua escola ou local de trabalho, com a justificativa de que não estão sendo satisfeitas suas necessidades de indolência & beleza espiritual.

A Arte do grafitti emprestou alguma graça à metrôs horrendos & rígidos monumentos públicos. A arte Poético-Terrorista também pode ser criada para locais públicos: poemas rabiscados em banheiros de tribunais, pequenos fetiches abandonados em parques e restaurantes, arte xerocada distribuída sob limpadores de pára-brisa de carros estacionados, Slogans em Letras Grandes grudados em muros de playgrounds, cartas anônimas enviadas a destinatários aleatórios ou escolhidos (fraude postal), transmissões piratas de rádio, cimento fresco...

A reação da audiência ou o choque estético produzidopelo Terrorismo Poético deve ser pelo menos tão forte quanto a emoção do terror: nojo poderoso, excitação sexual, admiração supersticiosa, inspiração intuitiva repentina, angústia dadaísta — não importa se o Terrorismo Poético é direcionado a uma ou a várias pessoas, não importa se é "assinado" ou anônimo; se ele não muda a vida de alguém (além da do artista), ele falhou.

O Terrorismo Poético é um ato em um Teatro de Crueldade que não tem palco, nem assentos, ingressos ou paredes. Para funcionar, o TP deve ser categoricamente divorciado de todas as estruturas convencionais de consumo de arte (galerias, publicações, mídia). Mesmo as táticas guerrilheiras Situacionistas de teatro de rua já estão muito bem conhecidas e esperadas, atualmente.

Uma requintada sedução levada adiante não apenas pela satisfação mútua, mas também como um ato consciente por uma vida deliberademente mais bela: este pode ser o Terrorismo Poético definitivo. O Terrorista Poético comporta-se como um aproveitador barato cuja meta não é dinheiro, mas MUDANÇA.

Não faça TP para outros artistas, faça-o para pessoas que não perceberão (pelo menos por alguns momentos) que o que acabaste de fazer é arte. Evite categorias artísticas reconhecidas, evite a política, não fique por perto para discutir, não seja sentimental; seja impiedoso, corra riscos, vandalize apenas o que precisa ser desfigurado, faça algo que as crianças lembrarão pelo resto da vida — mas só seja espontâneo quando a Musa do TP tenha te possuído.

Fantasia-te. Deixa um nome falso. Seja lendário. O melhor TP é contra a lei, mas não seja pego. Arte como crime; crime como arte.
O Muriel Paraboni ganhou ontem um prêmio para financiar a realização do seu primeiro longa metragem! Foi o II Prêmio Santander Para Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem. O projeto dele foi escolhido com unanimidade pelos jurados, entre eles José Wilker e Beto Brant; todos elogiaram muito a idéia do meu amigo. A história é de um cara que vai trabalhar numa loja de brinquedos vestido de são bernardo. Ele e eu faremos a trilha sonora. Deve ter uma música do Frank Poole.
Blog é blog e moda é moda.
E nada é necessariamente algo.
o

quinta-feira, 16 de outubro de 2003

Elefant. É comparada a Strokes e Interpol, também por ser de Nova York, e o primeiro disco da banda, Sunlight Makes Me Paranoid (2003), dizem que tem influência de Smiths, Velvet, Cure, Bowie e, principalmente, Television. O frontman é o argentino Diego Garcia.
Eu ia dormir às 22:30 e acordar às 5:30. Chegou o Marcos, e ele me mostrou arquivos de vídeo com

1. os Ramones no CBGB's,
2. o Nirvana no Live! Tonite! Sold Out!
3. e todos os clipes dos Smashing Pumpkins.

Eu ia dormir às 23:30 e acordar às 5:45. Não conseguia dormir porque os vizinhos do andar de cima estavam na sacada falando alto, uns três. Nem ouviam os meus shhs.

Tentei

1. cutucar o teto,
2. abrir a persiana várias vezes e olhar para cima,
3. abrir a porta da sacada e fechá-la batendo,
4. ir até a porta deles (mas não tinha campainha e estavam ouvindo Jota Quest alto).

Pensei ainda em

1. tocar o interfone
2. ou ligar para o 102 e pedir o telefone.

Mas o caso é que eu não tinha vontade de me comunicar com eles, pelo constrangimento de ter que reclamar, era meia-noite, e para evitar qualquer reação psicótica, nunca se sabe.

Decidi.

1. Tirei o cabo que conectava o computador ao aparelho de som.
2. Tirei os cabos que ligavam o aparelho de som e o CD-player na tomada.
3. Desconectei as caixas de som do aparelho de som.
4. Levei o rack com os vinis, o aparelho de som e o CD-player até o meu quarto.
5. Voltei para a sala e peguei um T que estava sobrando na tomada de televisão e vídeo-cassete.
6. Levei ele e uma caixa de som para o quarto.
7. Voltei para a sala e levei a outra caixa de som para o quarto.
8. Conectei tudo.
9. Fui até a sala e escolhi os CDs Portishead, NYC Ghosts & Flowers e Mogwai coletânea feita por mim.
10. Toquei o do Sonic Youth.
11. Arrastei o abajur do bidê até perto do som, com o fio passando pela cabeceira da cama, de modo que fosse possível controlar o interruptor com a minha cabeça deitada no travesseiro.

E foi o fim da tortura, e foi a construção de um sistema poderoso e agradável de audição de música inédito nos quartos da minha vida. Devo ter pegado no sono em Renegade Princess ou na faixa seguinte. Eu fui dormir às 00:xx e acordei às 6:18.
(...)

acho que vou me expulsar de casa
construí pra mim uma espécie de casulo
que não me quer parado
nem me permite vôos

guipilla & glermsoares
organismo casulo

quarta-feira, 15 de outubro de 2003

Subject: longo. mas vale muito.
Date: Wed, 15 Oct 2003 11:10:14 -0300
From: "Manuela Martini Colla"
To: "Douglas Dickel"

Meu estimado senhor:

Recebi sua carta há poucos dias. Quero lhe agradecer a grande e amável confiança que esta representa. Mas pouco mais posso fazer. Não examinarei suas obras, pois sempre fui alheio a qualquer intenção crítica.

Para penetrar uma obra de arte, nada pior do que as palavras da crítica, que somente levam a mal-entendidos mais ou menos felizes. Nem tudo se pode saber ou dizer, como nos querem fazer acreditar. Quase tudo o que sucede é inexprimível e decorre num espaço que a palavra jamais alcançou. E nada mais díficil de definir do que as obras de arte, seres misteriosos cuja vida imperecível acompanha nossa vida efêmera.

Após isto, apenas acrescento que as suas obras não revelam uma maneira própria. Possuem, é certo sinais de personalidade, porém ainda tímidos e ocultos. Indaga-me se as suas obras são boas. Pergunta a mim, depois de ter perguntado a várias pessoas. Manda-as para galerias, compara-as a outras obras e alarma-se quando certos críticos repelem as suas pinturas. Doravante (já que me permite aconselhá-lo) peço-lhe que renuncie a tudo isto. O seu olhar está voltado para o exterior. Eis o que não deve tornar a acontecer. Ninguém pode dar-lhe conselhos nem ajudá-lo, ninguém! Só existe um caminho: penetre em si mesmo e procure a necessidade que o faz pintar. Observe se esta necessidade tem raízes nas profundezas do seu coração. Confesse à sua alma: "Morreria, se não me fosse permitido pintar?". Isto, principalmente. Na hora mais tranqüila da noite, faça a si mesmo esta pergunta: "Sou de fato obrigado a pintar?". Examine-se a fundo, até achar a mais profunda resposta. Se ela for afirmativa, se puder fazer face a tão grave interrogação com um forte e simples "sou", então construa a sua vida em harmonia com esta necessidade. A sua existência, mesmo na hora mais indiferente e vazia, deve tornar-se sinal
e testemunho de tal impulso.

Aproxime-se então da natureza. Depois procure como se fosse o primeiro homem, transpôr o que vê, vive, ama e perde. Evite, de início, os temas demasiados comuns: são os mais difíceis. Nos assuntos em que tradições seguras, às vezes brilhantes, se mostram em grande número, o pintor só pode realizar obra pessoal na plena maturidade da sua força. Fuja dos grandes assuntos e aproveita aqueles que o dia-a-dia lhe oferece. Pinte as suas tristezas e os seus desejos, os pensamentos que o tocam, sua fé na beleza. Pinte tudo com sinceridade, calma e humildade. Utilize, para se exprimir, os objetos que o rodeiam, as imagens dos seus sonhos, as suas lembranças. Se o quotidiano lhe parece pobre, não o acuse: acuse-se
a si próprio de não ser muito pintor para extrair as suas riquezas. Para o criador nada é pobre, não há lugares mesquinhos e indiferentes. Mesmo num cárcere cujas paredes abafassem todos os ruídos do universo, não lhe ficaria sempre a sua infância, essa preciosa, essa esplêndida riqueza, esse tesouro de recordações? Volte, para esta direção, o seu espírito. Procure fazer regressar à superfície as impressões submersas desse longínquo passado.

A sua personalidade fortificar-se-á, a sua solidão povoar-se-á, tornando-se, nas horas mais incertas do dia, uma espécie de moradia fechada aos sons exteriores. E se lhe vierem pinturas feitas deste regresso a si próprio, deste mergulho no seu cosmo, não pensará em indagar se são boas ou não, não tentará conseguir que galerias se interessem pelos seus trabalhos, porque desfrutará deles como de uma posse natural, como de uma de suas formas de vida e expressão. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade: é a natureza da sua origem que a julga. Por isto, meu prezado senhor, apenas me é possível dar-lhe este conselho: mergulhe em si próprio e sonde as profundidades de onde jorra a sua vida. Só
desta maneira encontrará resposta à pergunta: "Devo criar?" De tal resposta recolha o som, sem desvirtuar o sentido. Talvez chegue à conclusão de que a Arte o chama. Neste caso, aceite o seu destino e siga-o, com o seu peso e a sua glória, sem jamais exigir uma recompensa que possa vir de fora. O criador deve ser um mundo para si próprio, tudo encontrar em si e nesse pedaço de natureza com que se identificou.

Pode suceder que, depois desta descida em si mesmo, ao âmago solitário de si mesmo, tenha de renunciar a ser pintor. Mesmo assim, a instrospecção que lhe peço não terá sido inútil. A sua vida, desde aí, encontrará caminhos próprios. Que estes sejam bons, ricos e largos, é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir.

Que poderei acrescentar? Acredito ter abordado o essencial. No fundo, apenas fiz questão de aconselhá-lo a progredir segundo a sua lei, de modo grave e sereno. Não lhe seria possível perturbar mais violentamente a sua evolução do que dirigindo o seu olhar para fora, do que esperando de fora as respostas que apenas o seu sentimento mais secreto, na hora mais silenciosa, poderá talvez proporcionar-lhe.

Restituo-lhe as obras que me confiou tão amigavelmente e mais uma vez lhe agradeço a cordialidade e a amplitude da sua confiança.

Procurei, nesta resposta sincera, feita o melhor que pude, tornar-me um pouco mais digno dela do que realmente sou, na minha qualidade de estranho. Com toda a dedicação e toda a simpatia,

Rainer-Maria Rilke
Burt Bacharach & Elvis Costello - Painted from memory
Elton John - Tumbleweed connection
Elton John - Honky Chateau
Elton John - Captain Fantastic and the brown dirt cowboy
Jason Falkner - Presents author unknown
Jonathan Fire*Eater - Wolf songs for lambs
Matthew Sweet - Girlfriend
Neil Young - Harvest
Neil Young - After the gold rush
Nick Cave And the Bad Seeds - Nocturama
Simon & Garfunkel - Bookends
Simon & Garfunkel - Bridge over troubled water
Sonic Youth - Demonlover
Sparklehorse - Good morning spider
The Essex Green - Everything is green
The Strokes - novo
Vanilla Sky - trilha sonora
mais um dia rumo à espera -

::numerozero::
cao$ - micro fonia - sur/r&alismo
postado por FELIPE DREHER
fui até a rádio da unisinos e pedi pra apresentador tocar um som.

- toca um slayer ou um papas da língua.
- ah...?
- tu escolhe.

adivinha o que tocou?

::numerozero::
cao$ - micro fonia - sur/r&alismo
postado por FELIPE DREHER
discos que carregarei para todos os cantos :: p o r e n q u a n t o ::

amnesiac
experimental jet set - trash and no star
in utero
closer

::numerozero::
cao$ - micro fonia - sur/r&alismo
postado por FELIPE DREHER

Quais os únicos quatro que vocês escolheriam agora para carregar?
Reclamações:

1. Não há nada mais retardado do que as manifestações verbais advindas da rivalidade no futebol-de-clubes.
2. Café não é bom se não está na temperatura máxima, e para sair dela bastam apenas alguns segundos.
O começo de tudo: "Cleese conheceu Chapman na Universidade de Cambridge. Eles começaram a atuar e escrever juntos na Footlights Society em 1962. Eles juntaram-se a Idle em 1963. Cleese conheceu Gilliam em New York em 1964, enquanto atuava na Broadway. Em 1966, ele colaborou com Palin, Jones e Idle no The Frost Report da BBC." (Zatapatique's Flying Sheep)

" . . . um programa cômico que não era baseado em frases-clímax ou piadas, mas sim em situações e atitudes inusitadas, o Monty Python Flying Circus. Foi exibido na BBC 1 de Londres e teve três temporadas - eram 13 episódios dominicais em cada temporada - e durou de outubro de 1969 à janeiro de 1973. Depois houveram mais seis episódios na BBC 2 de outubro à dezembro de 1974 que tinha o nome de Monty Python, sem o Flying Circus em deferência à não participação de John Cleese."


Escócia, 09/10/2003 - Lloyd Scott, 41 anos, sai do Lago Ness, na Escócia, após passar dez dias caminhando por baixo da água para arrecadar dinheiro para uma campanha que ajuda pacientes com leucemia. Antigo portador da doença, Scott percorreu 42km por baixo d'água, maratona que demorou 12 dias para ser concluída. Sua roupa, um velho traje de mergulho, pesava cerca de 60 kg. Ao chegar à terra firme, o mergulhador declarou que achou o lago "muito frio e muito solitário". (Terra, indicação do Bruno Galera)
A música e o rock alternativo dentro de Douglas Dickel em 20 revoluções:

1. Ganhei um violão no ano que está marcado naquela foto no meu fotolog.

2. Comecei a ter aulas de violão "popular".

3. O Wilson Knevitz, colega de trabalho do meu pai, emprestou vários discos, iniciando o meu processo de gravação de fitas e de busca por músicas. Foram Hits Explosion (Atlântida FM), Help, Please Please Me, A Hard Day's Night, Genesis e Bonnie Tyler.

4. Passei a ouvir as rádios Atlântida, Cidade e Sinos (de Igrejinha ou Três Coroas) e o maior sucesso era o Erasure. Todas aquelas bandas da minha coletânea Adolescências são dessa época. Havia os Mega Hits, as trilhas de novela, os discos do Oscar e as gravações de coletâneas nas lojas de vinil.

5. Minhas fitas mais ouvidas eram Guns N' Roses (Appetite For Destruction no lado A e Lies no lado B, gravados do Cássio Eduardo Grovermann), O Papa É Pop (dos Engenheiros Do Hawaii, gravado do Fábio Freitas Colorio) e Batman (trilha sonora do Prince, gravado do Rodrigo Bühler).

6. Eu vi um filme sobre os Beatles na Sessão da Tarde e fiquei fanático por eles. Mesmo assim, eu ouvia pop, sertanejo e pagode.

7. Meus pais "me colocaram" no CTG, comecei a gostar de música tradicionalista gaúcha e aprendi a tocar gaita-ponto. Toquei em vários grupos desde os 15 anos e tive os primeiros contatos com guitarra, baixo e bateria.

8. Meu primo Carlos Cristiano Dietrich gravou para mim Nirvana, Raimundos e Kenny G.

9. Em 1996, o Jeferson Luís Oss da Silva, colega de jornalismo, emprestou tudo o que ele tinha do Pink Floyd. Fiz uma coletânea dos vinis.

10. Vi o show The Delicate Sound Of Thunder num xis, na praia. Pedi todo aquele material novamente emprestado e fiquei fanático. Larguei o tradicionalismo. Comprei um teclado do Pingüim para tocar numa banda cover de Pink Floyd com o Fabiano Almeida e o Álvaro Maciel.

11. Comprei uma Showbizz porque tinha uma matéria de capa sobre o Pink Floyd, com uma vaca verde e amarela. Comecei a comprar a Showbizz e a ler sobre várias bandas e discos. Eu decorava as notícias e repassava oralmente para os amigos.

12. As primeiras gravações de fitas de rock alternativo foram conjuntas com o amigo Caco Rocha, de CDs locados na CD Express e CDs emprestados pela Pölla, de cujo fanzine, Abu, editado pelo Diego Medina e pelo Drégus, eu tirei uma wishlist boa, longa e duradoura. Foram gravados Beck (Odelay), Garbage (G), Blur (Leisure), Spacehog (Resident Alien), Mr. Bungle, Whale e Sonic Youth (Experimental Jet Set Trash And No Star). O primeiro CD de rock alternativo que eu comprei foi o Mellon Collie And The Infinite Sadness.

13. Meu primeiro show de rock em que eu senti o nervosismo dele foi um do Rappa, em Gravataí.

14. "No verão de 1983 . . . com mais energia do que meus discos do Iron Maiden podiam oferecer. Era isto que eu estava procurando. Ah, punk rock . . . descobri meu objetivo especial." (Kurt Cobain) Também num verão eu andava atrás de algo realmente pesado. (Essa história eu já contei muitas vezes.) Mostraram Sepultura, Faith No More, Iron Maiden etc. Não, não, não etc. Quem me apresentou Sonic Youth (que é punk) foi a então atendente da CD Express, não sem antes surgir um interesse ao ler um comentário na Showbizz de que 1979 dos Smashing Pumpkins era "sonicyouthiana".

15. Trabalhei oito meses na 103.3 FM, quando surgiu a internet na Unisinos, redigindo notinhas sobre música e cinema, pesquisadas de sites como o NME e o Altmusic, e ajudando eventualmente o Porsche e o José Fernando na produção do Freak Show. Passei a ouvir a rádio e o Freak Show e uma nova e longuíssima wishlist surgiu.

16. Em 1998, entrei para o MusicZine e comecei a escrever sobre música - e a pesquisar mais. Vi os shows de Ira!, Yes e Planet Hemp.

17. Em Brasília, em 1999, comprei muitos CDs numa loja de usados e, como tive pela primeira vez internet em casa, pesquisei bastante sobre o rock alternativo no Brasil. Toquei teclado numa banda cover de Radiohead, a Injektilo.

18. Comecei a tocar guitarra, com o Porsche, na Poliéster. Descobri o pós-rock. Entrei para a Blanched.

19. ADSL, Soulseek, All Music Guide, milhares de downloads. Manuela emprestou o Mate-me Por Favor e mostrou o punk.

20. ?
Um balão. Tinha um aniversário no segundo andar daquela casa, na esquina, e ele veio de lá. Juntei e dei para a Manu, que saltitou entre mim e a mãe dela. Viramos à esquerda, depois à direita, e então a calçada era em aclive. Na nossa direita, a certa altura, havia uma escola. Algumas crianças saltitavam na cancha poliesportiva cercada por tela. Bonito, feliz. Um menino de uns 8 anos era carinhoso com as meninas, e ajudou uma a amarrar os cadarços. Tivemos a idéia de dar o balão, e o jogamos por cima da tela. Ele parou bem no escanteio. Uma menininha viu e foi correndo buscá-lo. Abraçou-o e saiu voando. Levou o balão para mostrar aos amiguinhos. Um menininho, futuro homem, estourou o balão.
(...)

o albatroz é ave
que se mantém no piloto automático
e voa por quilômetros e quilômetros
dormindo
mantendo sua rota
e seu lugar

observe o vôo do albatroz
chegue mais rápido ao lugar
não importa o que você não faz
importa a qualidade do que você faz
a energia que você põe naquilo que faz
a energia para fazer a gota cair
para elogiar a grávida
para catalisar a energia

guigui_pilla

terça-feira, 14 de outubro de 2003

Melhor banda sonora: Sonic Youth, por «Demonlover»
35º Festival Internacional de Cinema de Catalunya



O Sonic Youth compôs a trilha sonora do filme Demonlover, do diretor francês Olivier Assayas (de Alice et Martin, com a Juliette Binoche). Atuam a Chloë Sevigny e a dinamarquesa Connie Nielsen, que foi a sedutora do Russel Crowe no Gladiador e a do Keanu Reeves no Advogado Do Diabo. O filme, que tem a ver com hentais (animações pornográficas japonesas em 3D), foi lançado em 19 de setembro nos Estados Unidos.


O Arlen disse que no Coquetel Molotov tem MP3 da banda Captador, "de ex-integrantes do Astromato".
Apelidos através dos tempos (e quem usou, ou usa):

1. Nêni (pais)
2. Dôga (pais)
3. Girino (Garibaldi e Suzin, colegas de 2º grau, porque eu era 2 anos mais novo e, portanto, era menor; por sorte, não pegou)
4. Dickel (colegas de trabalho, em Brasília)
5. Doug (Manuela, Gabriela, Jordana, Carol Beal e Jamile)
6. Dag (Sapo, Iuri e Pedro, na Tom Bloch) - foi a Manu quem lembrou :*

Por sorte, como zineiro, músico, blogueiro e internauta eu sou conhecido por Douglas Dickel. Não só por sorte, já que eu sempre assinei assim, nunca quis ter apelidos, pseudônimos ou nicknames e uso douglasdickel em endereços eletrônicos e usernames.
Mais Blanched em Curitiba, no fotolog. E stay tuned para um provável show Blanched & Deus E O Diabo, quarta dia 29, nos Bastidores - Av. Independência, em Porto Alegre. Vai ter aquela música nova (Casa De Descanso) que só tocamos no Paraná, até agora.
O carro só tinha toca-fitas. Levamos alguns CDs, pinçados rapidamente na última hora. Levamos algumas fitas regraváveis. Então, lá, gravamos duas coletâneas para a viagem de volta! A brincandeira era: cada um grava uma música, escolhendo a partir de uma relação com a música anterior ou como um desafio. Na Fita 1, eu usei a técnica de discotecagem da Relação Mínima Com Contraste (RMCC). Na Fita 2, o tema predominante foi o sol. (Como as fitas ficaram em Nova Prata, a ordem das músicas é um palpite, baseado na nossa memória. A ordem correta vem outta day.)


FITA 1

LADO A

1. Seven Nation Army / White Stripes (M)
2. Artificial heart / Yo La Tengo (D)
3. Love come in spurts / Richard Hell & The Voidoids (M)
4. It's no game, pt. 1 / David Bowie (D)
5. Reuters / Wire (M)
6. Bones / Radiohead (D)
7. We're not supposed to / Supergrass (M)
8. You know you're right / Nirvana (D)
9. Smashing Pumpkins / Bullet with butterfly wings (M)
10. There's a place / The Beatles (D)

LADO B

1. I don't want you / Blonde Redhead (M)
2. Beat on the brat / The Ramones (D)
3. Blister in the sun / Violent Femmes (M)
4. I'm waiting for the day / Beach Boys (D)
5. Falling / Ben Kweller (M)
6. Search & destroy / The Stooges (D)
7. Where's my mind / Pixies (M)
8. Skip tracer / Sonic Youth (D)
9. Hotel Arizona / Wilco (D)
10. Lola / The Raincoats (M)


FITA 2

LADO A

1. Wouldn't it be nice / Beach Boys (M)
2. Strange ones / Supergrass (D)
3. Wasted and ready / Ben Kweller (M)
4. Tonight, tonight / Smashing Pumpkins (D)
5. Blank generation / Richard Hell & The Voidoids (M)
6. Karen revisited / Sonic Youth (D)
7. About a girl / Nirvana (M)
8. Gouge away / Pixies (D)

LADO B

1. Outtasite (outta mind) / Wilco (M)
2. Prove my love / Violent Femmes (D)
3. The bends / Radiohead (M)
4. Friction / Television (D)
5. I just don't know what to do with myself / White Stripes (M)
6. Let's dance / The Ramones (D)
7. If only / Hanson (M)
8. God! show me magic / Super Furry Animals (D)
9. Ask me why / The Beatles (M)
10. The concept / Teenage Fanclub (D)
11. Internal wrangler / Clinic (D)
12. Ashes to ashes / David Bowie (D)
"O Monster-é mó irregularr." Eu pensei. E foi uma ótima forma de representar o que eu estava querendo dizer sobre What's The Frequency Kenneth?, Crush With Eyliner e Bang And Blame serem tão superiores às outras faixas do CD. O meu preferido do R.E.M. é o Up, e o da Manu é o New Adventures In Hi-Fi. Que saudade da Gabi.

segunda-feira, 13 de outubro de 2003

Segue o baile.
um projeto fotográfico de róque
Bruno Galera. Porto Alegre, RS, Brasil.
"Trecho com o Douglas barbudo, tocando de olhos fechados vestindo uma camiseta do Sonic Youth. Ficou bonito, e no fundo nossas paredes roxas." (Leonardo Fleck, sobre as imagens da Blanched no Sonora MTV)
Quando eu já estava achando "I just don't know what to do with myself" a melhor música dos White Stripes, descubro que ela é do Burt Bacharach (não é a primeira banda que tem como melhor música uma que é de outro compositor; agora não me lembro dos exemplos; se alguém lembrar, esteja à vontade). Interessei-me por tal compositor. Tem um disco chamado Painted From Memory (1998), que é ele e o Elvis Costello, juntos. Talvez seja uma boa. E pensei também em ir atrás de algo de Simon & Garfunkel. Ainda estão na nova wishlist um disco antigo do Elton John, mais do Neil Young e material do Ben Kweller em algumas bandas que ele teve antes de lançar o Sha Sha. Num sebo em Camboriú, compramos uma Rolling Stone com o Kurt na capa e os principais discos da década de 90. Entre eles, tem um que a gente quer baixar, também. Temos que ver o nome na revista. Tem aqueles que faltaram na busca por sons felizes, mais o Jason Falkner, indicado pela Manu hoje de manhã, na mesma categoria Ensolarados. Esqueci um, minha senhora?
"It amazes me, the will of instinct. [Me espanta, a vontade do instinto.] Letra de Polly, 1989."
"Ele dá a conhecer seus desejos gritando alto no começo, depois chorando, se a primeira técnica não funcionar. Trecho de um relato feito pela tia de Kurt Cobain quando ele tinha quinze meses de vida."
CROSS, Charles R. Heavier than heaven.

Kurt Cobain é o artista do mês. John Lennon volta depois, na leitura do Anthology.
Ben Kweller aprendeu a tocar piano com 8 anos, ganhou uma guitarra com 12 e, em 2002, com 21 lançou Sha Sha, o meu disco da última semana. O cara é muito feio e muito bom. Referências: Wilco, Evan Dando, Beatles, Pavement.
Ouvimos ontem na rádio Coroados, 103.3 na serra, uma música do Mano Lima cuja letra tem o mesmo espírito do Pequeno Príncipe. É impossível encontrá-la na internet, pois parece que é uma música nova que ele gravou com o filho dele. Se alguém souber de algum parente ou amigo ou empregada que tenha esse disco novo, consegue-nos a letra, por favor :)

"Quanto mais o tempo vai passando, mais o tipo desaprende." (Mano Lima)
"Quase todo mundo nasce gênio e é enterrado imbecil." (Bukowski)
Ela tem o poder de me fazer sentir um novo homem a cada instante. Imagina então eu e ela 120 horas sozinhos, sem telefone e longe do RS. Eu sabia que essa lua-de-mel-de-noivado seria histórica, sagrada. Foi, de fato. O Muriel teve uma experiência semelhante dias antes e já nos antecipava que seria algo muito importante para nós, para a dupla. Fez sol em Camboriú? Não. E daí? É o de menos. Não era esse o objetivo. "O importante é se sentir bem", disse o Hedy, sobre o assunto - ele é um dos colegas mais queridos de trabalho; ele também gosta de acordar cedo nas férias e feriados. Eu e a Manuela continuamos com nosso relógio de sono intocado: alvorada às sete da manhã e crepúsculo às dez da noite. Dias longos, longuíssimos; dias-reais, não de-trabalho. Dias felizes, dias reais, dias livres. Love is free, free is love. Sim. Sim. Sim. Sim a toda a existência. Sim a cada momento. Sim ao Momento. O Momento, que me faz leve. Que me leva vivo, acordado, atento. Sim à pergunta do padre de cada segundo. A cada convivência revelam-se mais encaixes feitos de afinidade e sintonia, micro-encaixes que, no meio dos encaixes menores, vão surgindo aos poucos, um pouco mais tímidos e preguiçosos que os outros, mas não menos convictos. Temos um carinho eterno e confiança e entrega totais. É mágico, e é real. O que mais queremos? O inesperado um do outro a cada novo segundo, um novo homem a cada instante, e uma nova mulher a cada instante, e uma nova dupla a cada instante. Depois do noivado, o casamento.
Me lembrei que o Birdstuff é um filho da puta.
Olha meu ursinho no fotolog da Jordana.
De volta.