"A única bomba atômica que eu quero é uma que quando explodir saiam flores."
"Por mim, a arma mais perigosa que existiria é o estilingue."
(Lula)
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segunda-feira, 30 de setembro de 2002
Ascensorista versus Usuário de Elevador, na luta pelo título mundial dos pesos pesados.
Ela, diz "Disponha" a cada e todo "Obrigado" recebido! Diz o número do andar quando tem só uma pessoa dentro do elevador e ele chega no único andar marcado! Diz "Térreo" quando o elevador está descendo, cheio de gente para chegar no térreo e ele chega no térreo! Responde "Sobe" ou "Desce" quando alguém pergunta "Desce?" ou "Sobe?" e nunca responde "Não" ou "Sim".
Ele, diz "Obrigado" à Ascensorista cada e toda vez que ela abre a porta do elevador para ele descer! Aperta todos os botões de sobe e desce, mesmo quando quer fazer apenas uma das ações! Fica no fundo do elevador quando é um dos primeiros a descer! Grita "Sobe" (ou "Desce") quando o elevador chega e a Ascensorista grita "Sobe" (ou "Desce") e ele não está no campo de visão dela, ao invés de gritar coisas como "Espera"!
Não perrcamm.
Ela, diz "Disponha" a cada e todo "Obrigado" recebido! Diz o número do andar quando tem só uma pessoa dentro do elevador e ele chega no único andar marcado! Diz "Térreo" quando o elevador está descendo, cheio de gente para chegar no térreo e ele chega no térreo! Responde "Sobe" ou "Desce" quando alguém pergunta "Desce?" ou "Sobe?" e nunca responde "Não" ou "Sim".
Ele, diz "Obrigado" à Ascensorista cada e toda vez que ela abre a porta do elevador para ele descer! Aperta todos os botões de sobe e desce, mesmo quando quer fazer apenas uma das ações! Fica no fundo do elevador quando é um dos primeiros a descer! Grita "Sobe" (ou "Desce") quando o elevador chega e a Ascensorista grita "Sobe" (ou "Desce") e ele não está no campo de visão dela, ao invés de gritar coisas como "Espera"!
Não perrcamm.
O grifo é meu.
"O Douglas insistiu, eu demorei, mas finalmente fui ao site da Blanched e baixei os mp3 do novo EP deles, 'Ter estado aqui'. Que troço bom pra cacete. O som das guitarras é de dar vergonha na maioria das outras bandas independentes do RS. Definitivamente irei ao próximo show. É sério, é muito bom. Baixem os mp3 lá no site deles." (Galera)
"O Douglas insistiu, eu demorei, mas finalmente fui ao site da Blanched e baixei os mp3 do novo EP deles, 'Ter estado aqui'. Que troço bom pra cacete. O som das guitarras é de dar vergonha na maioria das outras bandas independentes do RS. Definitivamente irei ao próximo show. É sério, é muito bom. Baixem os mp3 lá no site deles." (Galera)
Eu não sei por que o David Lynch fez The Straight Story (História Real). E tem a Walt Disney por trás. O velho que faz o Alvin Straight é um ótimo ator (concorreu a ator coadjuvante mas não ganhou o Oscar); a Sissy Spacek (que fez Carrie, A Estranha), uma boa atriz; os enquadramentos, perfeitos; e o meio de transporte, surreal. Ponto.
Nos últimos meses semanas dias (em ordem cronológica inversa):
1- SÁBADO PASSADO. O chuveiro estragou (parou de sair água por ele) e os consertadores cujos números de telefone eu tinha só podiam atender na segunda-feira.
2- SEXTA PASSADA. Encontrei estilhaçado o vidro da porta esquerda do meu carro dentro do estacionamento pelo qual eu pago 60 reais por mês. Roubaram um urso polar de pelúcia, que era a alma do carro, e um macaco-leão que a minha mãe deu de presente. Roubaram ainda dois óculos de sol. De vandalismo, só arrancaram os botões do rádio-toca-fitas velho, provavelmente tentando arrancá-lo do painel. Não levaram um estojo com 15 fitas nem quatro folhas de cheque. Eu vi isso na sexta à noite. Até a manhã de sábado, tive que deixar o carro numa garagem com porteiro-vigia, o que custou 8 reais. O vidro novo custou 65 reais e a sua instalação, 40.
3- SEXTA PASSADA. Meu salário entrou numa conta do Banrisul que eu já fechei duas vezes.
4- SEGUNDA PASSADA. O cheque com que eu paguei o computador voltou porque a conta nova do Banrisul, onde era para estar meu salário, estava vazia.
5- QUINTA RETRASADA. Foi-me entregue o computador novo que eu comprei. Fiz uma lista de NOVE erros. Entre eles, o drive de disquete, o modem e o gravador de CD, que não estavam funcionando.
6- TERÇA RETRASADA. Um carro forte bateu na minha traseira na esquina da Pará com a São Pedro, por causa do alagamento que sempre acontece em dia de chuva em Porto Alegre que molhou a lona do freio.
7- Bateram na traseira do meu carro na BR-116 em Canoas.
8- Furtaram a minha carteira de dentro da minha mochila que estava nas minhas costas num ônibus da linha Santana do Mercado até a Cauduro. Só percebi quando fui pegar o ônibus de volta ao Centro, aí o ladrão já tinha sacado todo o dinheiro da minha conta do Santander, onde eu recebia do Jornal NH. Não só isso, fizeram um empréstimo, totalizando 1.000 reais de prejuízo. Meus documentos não apareceram até hoje.
9- O Detran de Brasília não responde e-mail e seu telefone está sempre ocupado, impossibilitando que eu retire a segunda via dos documentos do carro e perigando uma multa.
10- No alagamento mais feio deste ano, eu estava indo para o ensaio da Tom Bloch quando o carro estragou na Farrapos. Com dois teclados no porta-malas e o carro sem seguro. Não tinha como empurrar porque o trânsito estava trancado. Fiquei duas horas ali até que um cara aceitou ajudar, empurrar para uma "oficina" numa rua transversal escura. Quando o carro pegou, eu fui embora. Notei no caminho que a maleta de ferramentas dele tinha ficado no chão do banco do caroneiro. Abri a tampa e o que havia era uma adaga-faca-espada feita em casa com cabo de fita isolante.
O Azar é infinito e os traumas vão se acumulando, sem volta.
1- SÁBADO PASSADO. O chuveiro estragou (parou de sair água por ele) e os consertadores cujos números de telefone eu tinha só podiam atender na segunda-feira.
2- SEXTA PASSADA. Encontrei estilhaçado o vidro da porta esquerda do meu carro dentro do estacionamento pelo qual eu pago 60 reais por mês. Roubaram um urso polar de pelúcia, que era a alma do carro, e um macaco-leão que a minha mãe deu de presente. Roubaram ainda dois óculos de sol. De vandalismo, só arrancaram os botões do rádio-toca-fitas velho, provavelmente tentando arrancá-lo do painel. Não levaram um estojo com 15 fitas nem quatro folhas de cheque. Eu vi isso na sexta à noite. Até a manhã de sábado, tive que deixar o carro numa garagem com porteiro-vigia, o que custou 8 reais. O vidro novo custou 65 reais e a sua instalação, 40.
3- SEXTA PASSADA. Meu salário entrou numa conta do Banrisul que eu já fechei duas vezes.
4- SEGUNDA PASSADA. O cheque com que eu paguei o computador voltou porque a conta nova do Banrisul, onde era para estar meu salário, estava vazia.
5- QUINTA RETRASADA. Foi-me entregue o computador novo que eu comprei. Fiz uma lista de NOVE erros. Entre eles, o drive de disquete, o modem e o gravador de CD, que não estavam funcionando.
6- TERÇA RETRASADA. Um carro forte bateu na minha traseira na esquina da Pará com a São Pedro, por causa do alagamento que sempre acontece em dia de chuva em Porto Alegre que molhou a lona do freio.
7- Bateram na traseira do meu carro na BR-116 em Canoas.
8- Furtaram a minha carteira de dentro da minha mochila que estava nas minhas costas num ônibus da linha Santana do Mercado até a Cauduro. Só percebi quando fui pegar o ônibus de volta ao Centro, aí o ladrão já tinha sacado todo o dinheiro da minha conta do Santander, onde eu recebia do Jornal NH. Não só isso, fizeram um empréstimo, totalizando 1.000 reais de prejuízo. Meus documentos não apareceram até hoje.
9- O Detran de Brasília não responde e-mail e seu telefone está sempre ocupado, impossibilitando que eu retire a segunda via dos documentos do carro e perigando uma multa.
10- No alagamento mais feio deste ano, eu estava indo para o ensaio da Tom Bloch quando o carro estragou na Farrapos. Com dois teclados no porta-malas e o carro sem seguro. Não tinha como empurrar porque o trânsito estava trancado. Fiquei duas horas ali até que um cara aceitou ajudar, empurrar para uma "oficina" numa rua transversal escura. Quando o carro pegou, eu fui embora. Notei no caminho que a maleta de ferramentas dele tinha ficado no chão do banco do caroneiro. Abri a tampa e o que havia era uma adaga-faca-espada feita em casa com cabo de fita isolante.
O Azar é infinito e os traumas vão se acumulando, sem volta.
sexta-feira, 27 de setembro de 2002
Ninfetas ou lolitas são tão provocantes porque oscilam confusamente entre a ingenuidade e o sexo.
Tinha uma menina ontem no metrô com rosto e seios aparentando de 12 anos mexendo na camisa de um homem que aparentava no máximo 40. Achei bizarro. Fiquei confuso. Estavam de pé. Ele mexeu no olho dela. Ela tinha quadril e movimentos aparentando de 15 anos. Pendurou-se na barra horizontal e ficou impulsionando as pernas e por tabela o corpo para frente e para trás. Sua blusinha amarela subiu e sua barriga provocava vontade de mastigar, ainda mais mexendo e tomando infinitas formas diferentes, uma mais bonita que a outra. Foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi em termos de barriga.
Fiquei com medo de ficar olhando aquilo, medo de me considerarem pedófilo ou de o cara ser o pai dela e não gostar da minha atitude. Medo besta, não devia ter. (Ou devia?) Lá pelas tantas, ouvi ela chamá-lo de pai. Ela era a cara dele. Antes de descer, ela ainda ficou mexendo na barriga na calça jeans na calcinha de bichinhos, passando o dedão por baixo duma e por baixo doutra, arrumando. Se as adultas fossem infantis assim seriam mais provocantes. (Ou não?)
Tinha uma menina ontem no metrô com rosto e seios aparentando de 12 anos mexendo na camisa de um homem que aparentava no máximo 40. Achei bizarro. Fiquei confuso. Estavam de pé. Ele mexeu no olho dela. Ela tinha quadril e movimentos aparentando de 15 anos. Pendurou-se na barra horizontal e ficou impulsionando as pernas e por tabela o corpo para frente e para trás. Sua blusinha amarela subiu e sua barriga provocava vontade de mastigar, ainda mais mexendo e tomando infinitas formas diferentes, uma mais bonita que a outra. Foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi em termos de barriga.
Fiquei com medo de ficar olhando aquilo, medo de me considerarem pedófilo ou de o cara ser o pai dela e não gostar da minha atitude. Medo besta, não devia ter. (Ou devia?) Lá pelas tantas, ouvi ela chamá-lo de pai. Ela era a cara dele. Antes de descer, ela ainda ficou mexendo na barriga na calça jeans na calcinha de bichinhos, passando o dedão por baixo duma e por baixo doutra, arrumando. Se as adultas fossem infantis assim seriam mais provocantes. (Ou não?)
INCONTINÊNCIA foi o Velvet Underground usar um conto como letra de música - ou escrever uma letra que é um conto. The Gift (Lou Reed/John Cale/Sterling Morrison/Maureen Tucker) está no segundo álbum da banda, White Light/White Heat, o primeiro sem o Andy Warhol dando palpite, sem a Nico e a exigência de compor coisas para ela cantar. Provavelmente quem escreveu a - óptima - história de Waldo Jeffers e Marsha Bronson foi o Lou Reed, e quem recita, com sotaque meio britânico, é o John Cale.
quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Depois de vários experimentos com bocejos cheguei à conclusão de que eles não são transmissíveis pela visão. O tato e o paladar estão descartados. Então as hipóteses são duas. Pode haver um som emitido no bocejo que nosso ouvido e nossa mente não percebem através da consciência, mas esse som é que provocaria inconscientemente a vontade de imitar o bocejador-transmissor. Uma segunda possibilidade, mais improvável, é um cheiro que sai do organismo na hora de esgaçar a boca que, da mesma forma que o som da teoria anterior, só atinge o lado escuro do cérebro.
quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Eu não entendo esses literais sem-vergonha que assinam Luís Fernando Veríssimo e ficam espalhando textos pela internet. Ou talvez entenda! Pode ser uma coincidência, alguém com o nome foneticamente idêntico ao do Luis Fernando Verissimo, só que com dois acentos agudos a mais. Assim como há um tal de Érico Veríssimo, cujo nome foi dado a ruas e auditórios, como o do Centro de Ciências da Comunicação da Unisinos, que teve a sorte de ser batizado com o mesmo nome, foneticamente, do autor de O Tempo E O Vento.
Deixando a ironia de lado, o próprio LFV famoso encorajou o seu falsificador a assinar com o verdadeiro nome, pois considerou bom o texto do rapaz e não haveria por que ele deixar de ter a fama endereçada a si mesmo. Isso na época do texto falando mal do FHC, se não me engano. Em duas semanas, recebi duas dessas, muito provavelmente, falsificações. Uma era dita como verídica, na qual um homem narrava sua experiência de se cagar todo, e a outra era uma oração dos estressados, ambas sem a sutileza do pai do Pedro, coisa que já se nota nesse meu relato sintético.
Deixando a ironia de lado, o próprio LFV famoso encorajou o seu falsificador a assinar com o verdadeiro nome, pois considerou bom o texto do rapaz e não haveria por que ele deixar de ter a fama endereçada a si mesmo. Isso na época do texto falando mal do FHC, se não me engano. Em duas semanas, recebi duas dessas, muito provavelmente, falsificações. Uma era dita como verídica, na qual um homem narrava sua experiência de se cagar todo, e a outra era uma oração dos estressados, ambas sem a sutileza do pai do Pedro, coisa que já se nota nesse meu relato sintético.
domingo, 15 de setembro de 2002
Duas frases boas tiradas dum blog:
Nossa. Dormi como um cocô essa noite. Que delícia!
- Tu mudou a história do meu pau pra sempre.
Nossa. Dormi como um cocô essa noite. Que delícia!
- Tu mudou a história do meu pau pra sempre.
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