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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Alondra de la Parra: maestrina mexicana derruba estereótipos à frente de orquestras internacionais.
"É acompanhando a vida desses dois personagens, maravilhosamente interpretados, que seguimos durante quatro temporadas excelentes. (...) Produzida pela Amazon, a série foi sucesso de crítica, rendendo à Gael Garcia Bernal uma vitória no Globo de Ouro como Melhor Ator em Comédia ou Musical (no caso de Mozart, os dois). Todas as temporadas têm reviews calorosas, que destacam principalmente a direção, o roteiro e a atuação do elenco. (...) Uma abordagem mais simples, íntima e apaixonada sobre música talvez não seja um imã para grandes audiências, mas com certeza é uma experiência única e (por que não?) divertidíssima de se acompanhar. Além de tudo, perdoem-me se isso soar cafona, uma grande inspiração para quem busca realizar seus sonhos e viver através de sua paixão, seja ela a música clássica, a cozinha, o cinema, independente de qual forma, a arte em si. Viver da arte é um desafio que pode ser doloroso, mas também não há recompensa igual quando faz-se o que se gosta. E em cada episódio peculiar de Mozart in the Jungle é possível ver a paixão que seus criadores deixaram na obra." (Vinícius Barros)
Em Yucatán (México), os morcegos comem 30 toneladas de insetos todas as noites. Eles conseguem comer por dia o mesmo tanto de peso que eles têm.
O vazamento radioativo de Chernobyl correspondia a 48 bombas atômicas de Hiroshima por dia.
Na Copa América de 1989, apenas 8 dos 23 jogadores convocados para a Seleção Brasileira jogavam na Europa. Na deste ano, apenas 3 não jogam lá.

Agnieszka Holland: a mesma mulher que escreveu os roteiros da Trilogia das Cores, do Kieslowski, dirigiu o filme Eclipse de Uma Paixão e episódios das séries The Wire, The Killing e House of Cards.
Ainda refletindo sobre as minhas fotografias abstratas. Sempre querem saber "o que é" naquela foto. O detalhe enquadrado é de que coisa? No coquetel de abertura da exposição que eu fiz, com a quantidade e o tipo de perguntas e curiosidades, eu era tipo um guia científico em pleno evento artístico. As pessoas tendem (pelo menos em fotografias; pelo menos as abstratas) a desejar a prosificação da poesia, querem saber o segredo da mágica (o qual, uma vez sabido, faz com aquela mágica se acabe para sempre dentro daquele que soube). A arte é um enigma-espelho subjetivo, e não uma charada. 

Mas entendo as propensões humanas, sobretudo na sólida cultura ocidental. Talvez eu, do outro lado, tenha a mesma propensão. Já sobre os meus desenhos, ninguém até hoje perguntou "o que é". No máximo afirmam "parece ____".
Mais Ivan Capelatto:

"Hoje a maior parte das propagandas que mantêm as revistas que vão pra dentro dos consultórios são aquelas que falam da estética, clínicas que mexem com o corpo, drenagem, botox... o que marca, segundo Lipovetsky, a Era do Vazio: o medo de envelhecer e o desinteresse pelas gerações futuras. O investimento maior que hoje a sociedade contemporânea faz nas crianças é um investimento intelectual; afetivo não. Nós convivemos pouco com as nossas crianças. O vínculo afetivo vai diminuindo de uma maneira complicada, quando a gente se desinteressa afetivamente pelas gerações que estão precisando sentir o gosto do amor e da perda. Agora nós intensificamos a angústia da morte. Quanto maior a angústia da morte, maior o culto ao narcisismo, maior o medo da morte, maior o medo da ruga, maior o medo da barriga, do culote, e a gente começa a pensar que o envelhecimento é intolerável. Os adultos estão tentando evitar o envelhecimento, morrendo de medo do envelhecimento, e as crianças estão se sentindo fragilizadas por não serem importantes. Elas têm a juventude, então não precisa dar mais nada, elas têm aquilo que eu invejo. Hoje nas faculdades de medicina, de enfermagem, de terapia ocupacional, de psicologia, de fisioterapia, se ensina e se prega alguma coisa a respeito do vínculo. Hoje o cuidador sabe que, quanto mais ele se aproximar do doente, quanto mais ele conversar com o doente, conviver com o doente, só aumenta a autoestima do doente, mesmo terminal, e aumenta sua dignidade. A permissão do luto é a única forma pela qual alguém pode suportar a perda do ente querido: sentindo a perda do ente querido. Quando se tenta curar a dor da perda, nós levamos o sujeito a um estado psicótico. A sociedade se torna saudável para lidar com a morte quando ela permite a dor. Permitir a dor é permitir que se chore, permitir que se lamente, permitir que se grite, permitir que aquela mãe se debruce no caixão daquele filho, que faça um escândalo terrível. Nós temos vergonha da mãe que chora desesperadamente no caixão do filho, nós vamos lá e tiramos ela de lá, damos café pra ela, ou ansiolítico, ou antipsicótico, alguma coisa pra que ela pare com aquele sentimento. Eu conheço uma vozinha que perdeu um filho e dois netos: um neto de acidente de carro e uma netinha de uma doença auto-imune terminal, 6 anos de idade. Perdeu três pessoas. De vez em quando ela vai a alguma festa e se lembra de que aquelas três pessoas não estão ali, e ela começa a chorar. E alguém fala 'isso de novo?!', e aí ela tem que engolir a sua dor. Quando ela engole a sua dor, ela faz uma doença no seu corpo, ela faz dor em sua perna, ela faz aparecer um ponto de câncer em algum lugar, ela deixa de fazer tricô, deixa de fazer o doce, e todo mundo pensa que está ajudando. A dor é talvez o sentimento mais importante pra quem pensa que saúde mental é importante. A permissão da dor é a permissão da vida. Negar ou impedir a dor é impedir a vida. Uma sociedade que não permite a dor não é uma sociedade saudável. É preciso viver um luto. Luto é vida."
O Joaquin Phoenix tinha que ganhar o prêmio de melhor ator de todos os tempos.

every boy
is a snake
is a lily
every pearl
is a lynx
is a girl

- björk
Haddad genialmente tuitou:

Bolsonaro pediu desculpas ao STF
Podia pedir desculpas ao povo argentino
Ao povo brasileiro
A toda humanidade
Aos seres vivos de uma maneira geral
A Deus por invocar seu nome em vão
Shows internacionais e nacionais a que fui (lista atualizada em 08/11/2019).

Animal Collective
Arcade Fire
Arctic Monkeys
Ben Harper
Björk
Built To Spill
Byetone
Charlie Garcia
Courtney Barnett
Daughter
Emerson, Lake & Palmer
Fantomas
Fito Paez
Flaming Lips
High Places
Hot Chip
Iggy & The Stooges
Ilya Kuryaki & The Valderramas
Joanna Newsom
Juana Molina
Krishna Das
KT Tunstall
L7
Land Of Talk
Laurie Anderson
Lee Ranaldo
Lisa Li-Lund
Los Tres
Man... Or Astro-Man?
Marianne Faithfull
Massive Attack
Nine Inch Nails
Owen Pallett
Placebo
R.E.M.
Ray Lema
Roger Waters
Sonic Youth
Strokes
The B-52s
The Killers
Thee Oh Sees
Wendy McNeill
Will Oldham = Bonnie Prince Billy
Yes

Abesta
Acretinice Me Atray
Adriana (Calcanhotto) Partimpim
Alcalóides
Além d'Alma
Andina
Astromato
Autoramas
Barbara Eugenia
Bidê ou Balde
Blanched
Cine Victoria
Colorir
Comunidade Nin-Jitsu
Cowboys Espirituais
Darma Lovers
Dell.tree
Dennis McNulty
Dirty Robots
Divine
Farveste
Fernanda Abreu
Flávio Cavalcanti na Praia
Frank Jorge
Fruet e os Cozinheiros
Gilberto Gil
Graforréia Xilarmônica
Grenade
Hats
Hique Gomes
Huey
Hurtmold
Ira!
Irmãos Rocha!
J. Quest
Juntos
Júpiter Apple
Justine
Kid Abelha
Kleiton & Kledir
Lagarto a Vapor
Lavajato
Leela
Lenine
Letrux
Lobão
Loomer
Los Hermanos
Lulu Santos
Mamonas Assassinas
Maria do Relento
Mundo Livre S.A.
Nação Zumbi
Nei Lisboa
Nenhum de Nós
O Rappa
Otto
Pan&Tone
Paralamas do Sucesso
Planet Hemp
Planondas
Poliéster
Procura-se Quem Fez Isso
Refri
Relógios de Frederico
Replicantes
Rita Lee
Ritalina
Sensifer
Skank
S.O.L.
Sonic Jr.
Space Rave
Supermozart
Superphones
Temperfaktor
Thös Grol
Tim Maia
Tom Bloch
Transmission
Tuyo
Ultramen
Viana Moog
Video Hits
Wander Wildner
Winston
Zeca Baleiro
Estou viciado numa série de vídeos do produtor e professor Rick Beato, no YouTube, chamada "What make this song great?".

Ele disseca grandes músicas do rock. Tem bom gosto, didática, conhecimento, carisma. Ele tem mais de 60 anos e Nirvana e Radiohead estão entre suas bandas preferidas. A série já tem 77 episódios, incluindo o de hoje, sobre Losing My Religion.
"Tudo isso faz parte de nossas contradições diárias. São essas mesmas pessoas que exigem de um caminhoneiro, de um jovem do funk ostentação, de um profissional autônomo uma pureza ideológica que não encontramos nem no campo da esquerda. Não encontramos porque não é real. A coerência política é um processo em permanente construção. (...) A última vez que me lembro de ter sido “cancelada” foi por ter escrito que discordava da postura revanchista do “eu avisei”. Várias pessoas, com argumentos relevantes, argumentavam que eu estava errada, mas a maioria eram comentários depreciadores, misóginos e até criminosos. Uma pessoa começa “essa nunca me enganou rsrs” e alguém vem e dobra a aposta para ser mais engraçada ou demolidora no processo de manada. O ponto a que quero chegar é que muitas pessoas como eu, que têm disposição de rever opinião, acabam por desistir de opinar porque o custo humano é muito alto." (Rosana Pinheiro-Machado)
@laertecoutinho1 tuitou:

aplicativo tipo waze não ajuda a trafegar longe de congestionamento - ele espalha o congestionamento por todos os caminhos.
O que é ser uma pessoa madura?
(Flávio Gikovate)

A maturidade emocional é algo muito parecido com inteligência emocional e tem como principal característica a boa tolerância à frustração. Não é que a pessoa madura gosta de ser contrariada ou gosta de frustração, ela se aborrece com frustração tanto quanto todas as outras pessoas; só que, em vez de reagir, de descarregar essa irritação em cima de qualquer outra pessoa, ela aguenta bem o tranco, arruma um jeito de fazer um fio terra para se livrar desse desconforto, desse amargor - por conta própria, sem onerar a ninguém. Essa boa tolerância à frustração também não significa que a pessoa é mais dócil: significa que ela apenas suporta melhor e não acha necessário prejudicar outras pessoas por causa do desconforto.

Outra característica também é uma boa formação moral, ou seja, uma pessoa que não seja nem exageradamente egoísta, nem exageradamente generosa, ou seja, uma pessoa equilibrada, temperada nesse aspecto, mais perto do ponto de justiça. A pessoa madura tem competência para ser cuidadosa e preocupada em não ferir, respeitosa com a suscetibilidade ou com a vaidade da outra pessoa. É razoavelmente estável e constante e tem variações de humor em função dos fatos. Fica alegre, fica triste, fica aborrecido, mas sempre sob controle. Descontrole fácil é sempre um indício de imaturidade, de pouca tolerância às adversidades da vida.

A pessoa emocionalmente madura é também uma pessoa disciplinada, tem controle razoável sobre as suas emoções. A disciplina significa um controle racional sobre a preguiça, mas também sobre a raiva, sobre a inveja, sobre o ciúme, não é escrava dessas emoções. Ela está em permanente evolução porque aprende com os erros justamente por ser uma criatura mais ou menos ousada. Então ela não tem medo do fracasso, não tem medo de errar. Ela aprende com os erros, aprende com os seus fracassos e por isso está em evolução permanente, consegue atingir níveis cada vez mais sofisticados de autoconhecimento. A pessoa que não tem domínio sobre as emoções não vai conseguir se controlar e por isso não é previsível, nem tão confiável. A pessoa madura em geral é mais serena, mais ponderada, mais razoável e nem por isso chata, nem por isso nerd, nem por isso é uma pessoa que não tem senso de humor, que não tem curiosidade.


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