De uns tempos para cá, o BOL não está incluindo a mensagem original nas respostas, e para isso está sendo preciso copiar a mensagem antes de apertar no responder e colá-la depois de apertar. (Foi praga da Carol, que é contra esse tipo de resposta?) Pelo menos é isso que está acontecendo na minha conta de e-mail. Não é questão de configuração disponível para o usuário, porque eu fui em todos os configurar e preferências e ajudas e não encontrei nenhuma opção que resolvesse a situação. Em vez de acontecer o que acontecia, agora a mensagem original transforma-se automaticamente num anexo de nome complicado. Então mandei um e-mail para o suporte técnico do BOL, e eles me responderam:
Prezado Douglas,
Neste caso, siga os procedimentos abaixo:
- Acesse a sua caixa postal;
- Clique em "Configurar" e "Preferências";
- Em "Ao encaminhar uma mensagem" marque a opção "Incluir mensagem original no corpo do e-mail" e clique em "Salvar".
Ficamos à disposição.
Atenciosamente,
Fabiano Nalin
Atendimento Eletrônico BOL
Note que o negrito é meu e eu não preciso falar mais nada. Respondi que eu não sou um imbecil. Será que eles vão ser capazes de entender o problema e de me ajudar?
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:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sexta-feira, 23 de agosto de 2002
quarta-feira, 21 de agosto de 2002
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL S/A - EDITAL Nº 01/2001 DE CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESCRITURÁRIO - RESULTADO FINAL - ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO - SUPERINTENDÊNCIA: Pelotas
800933-0 MÔNICA ZANOL REMDE 9071665724 61,25 329º 4119º
Isso foi o que eu encontrei digitando o nome dela no Google, o site que rastreia qualquer rastro de uma pessoa em toda a internet do mundo. Ela eu peguei no colo quando nasceu, no mesmo ano em que nasceu a Madi. O dia foi 14 de setembro. Ela e eu morávamos em Pelotas, na Vila Artur Lange, que servia como base para o curtume Artur Lange, tão distante de Pelotas quanto de São Lourenço do Sul. Ela eu sempre continuei vendo, depois que saí de Pelotas, nos dias de férias que íamos passar em São Lourenço, por causa da Lagoa dos Patos. Mas a última vez acho que foi em 1995. Queria vê-la, ver como ela está. Deve estar bem diferente, assim como eu devo estar. Sonhei com ela essa noite.
800933-0 MÔNICA ZANOL REMDE 9071665724 61,25 329º 4119º
Isso foi o que eu encontrei digitando o nome dela no Google, o site que rastreia qualquer rastro de uma pessoa em toda a internet do mundo. Ela eu peguei no colo quando nasceu, no mesmo ano em que nasceu a Madi. O dia foi 14 de setembro. Ela e eu morávamos em Pelotas, na Vila Artur Lange, que servia como base para o curtume Artur Lange, tão distante de Pelotas quanto de São Lourenço do Sul. Ela eu sempre continuei vendo, depois que saí de Pelotas, nos dias de férias que íamos passar em São Lourenço, por causa da Lagoa dos Patos. Mas a última vez acho que foi em 1995. Queria vê-la, ver como ela está. Deve estar bem diferente, assim como eu devo estar. Sonhei com ela essa noite.
segunda-feira, 19 de agosto de 2002
Os traumas do banheiro
(Estou testando a utilização de títulos nas blogagens. Será que é melhor?)
Toda vez que eu entro numa cabine de vaso sanitário, em banheiros coletivos, para simplesmente mijar ao invés de cagar, eu temo a chegada de alguém reclamando para mijar no mictórios. É que essa pessoa apareceu, uma vez, acho que num shopping center. Toda vez eu me lembro disso. E também toda vez eu me lembro do dia em que fui num banheiro, acho que no supermercado Guanabara, em Pelotas, numa exposição de cães, e vários adolescentes ou jovens me impediram de sair por alguns instantes. Obstruíram a porta e me cercaram. Nem me lembro do desfecho também. Mas os traumas ficam.
(Estou testando a utilização de títulos nas blogagens. Será que é melhor?)
Toda vez que eu entro numa cabine de vaso sanitário, em banheiros coletivos, para simplesmente mijar ao invés de cagar, eu temo a chegada de alguém reclamando para mijar no mictórios. É que essa pessoa apareceu, uma vez, acho que num shopping center. Toda vez eu me lembro disso. E também toda vez eu me lembro do dia em que fui num banheiro, acho que no supermercado Guanabara, em Pelotas, numa exposição de cães, e vários adolescentes ou jovens me impediram de sair por alguns instantes. Obstruíram a porta e me cercaram. Nem me lembro do desfecho também. Mas os traumas ficam.
terça-feira, 13 de agosto de 2002
"FUGA # Lucas acorda num apartamento na periferia de Recife que não reconhece como seu. No quarto, uma mulher morta e uma criança que o chama por pai. O que estaria acontecendo? Seria um sonho? Lucas acorda a cada dia, com uma nova realidade, numa nova cidade. Suas experiências vão somando-se, cruzando-se, completando-se. E ele já não sabe mais o que é sonho, o que é seu passado e o que é realidade.
FUGA # é um projeto de filme de longa-metragem em 35mm (100 minutos), dirigido por cinco realizadores de diferentes partes do país: Camilo Cavalcante (Recife-PE), Eduardo Nunes (Niterói-RJ), Flávio Frederico (São Paulo-SP), Gustavo Spolidoro (Porto Alegre-RS) e José Eduardo Belmonte (Brasília-DF) e produzido por Moema Müller (Rio de Janeiro-RJ) através da Olhos de Cão Produções Cinematográficas.
FUGA # não é um filme de episódios, que pretende juntar esses cinco diretores em cinco produções independentes. FUGA # tem uma história única, onde o mesmo personagem, Lucas, acorda a cada dia, com uma nova realidade, numa nova cidade. Tudo se passa em seis dias e em cinco cidades diferentes. As seqüências de cada uma destas cidades será dirigida pelo cineasta correspondente. Cada cineasta desenvolveu a história da sua cidade e, a partir delas, foi feito um único roteiro.
FUGA # pretende somar experiências, unindo esses cineastas - que apesar de jovens, já conquistaram muitos prêmios nacionais e internacionais em suas carreiras - e técnicos de diversas regiões do Brasil, num projeto diferente que pesquise novas linguagens e busque novas formas de produção."
FUGA # é um projeto de filme de longa-metragem em 35mm (100 minutos), dirigido por cinco realizadores de diferentes partes do país: Camilo Cavalcante (Recife-PE), Eduardo Nunes (Niterói-RJ), Flávio Frederico (São Paulo-SP), Gustavo Spolidoro (Porto Alegre-RS) e José Eduardo Belmonte (Brasília-DF) e produzido por Moema Müller (Rio de Janeiro-RJ) através da Olhos de Cão Produções Cinematográficas.
FUGA # não é um filme de episódios, que pretende juntar esses cinco diretores em cinco produções independentes. FUGA # tem uma história única, onde o mesmo personagem, Lucas, acorda a cada dia, com uma nova realidade, numa nova cidade. Tudo se passa em seis dias e em cinco cidades diferentes. As seqüências de cada uma destas cidades será dirigida pelo cineasta correspondente. Cada cineasta desenvolveu a história da sua cidade e, a partir delas, foi feito um único roteiro.
FUGA # pretende somar experiências, unindo esses cineastas - que apesar de jovens, já conquistaram muitos prêmios nacionais e internacionais em suas carreiras - e técnicos de diversas regiões do Brasil, num projeto diferente que pesquise novas linguagens e busque novas formas de produção."
domingo, 4 de agosto de 2002
Dois acontecimentos importantes para a minha vida no mesmo dia. Dia 15. O próximo, de agosto. Tem exibição na mostra competitiva do Festival de Cinema de Gramado do filme de 16 mm Miopia, dirigido pelo meu amigo Muriel Paraboni e cuja trilha foi feita por mim e por ele e gravada pelo Fruet. E tem minha discotecagem e show do O Restaurante Do Fim Do Universo no Dr. Jekkyl, em Porto Alegre. Banda de interpretações de sons alternativos. Só eu e a Madi, cantando e tocando guitarra, baixo e teclado. A bateria é eletrônica lo-fi de um tecladinho Casio SK-8, aqueles que vinham com sampler. É a estréia relâmpago de um projeto que pela primeira vez é idéia nossa, é nosso. Dois acontecimentos importantes para a minha história da arte. Não poder presenciar um deles é a parte chata.
Já sou um agente administrativo da Procuradoria Geral do Estado. Desde quinta-feira passada. A posse foi no Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), com presença e discurso do governador Olívio Dutra. Não sei se ele é bom ou é ruim, mas que é uma das maiores figuras carismáticas e folclóricas é. "A vida não é um grande supermercado, em que as pessoas estão à venda nas prateleiras.'' Esse é o Olívio.
Fiquei feliz e lágrimas caíram ao ler uma das coisas mais demonstradoras de sentimentos e reconfortantes e valorizadoras de sentimentos ditas por alguém. Ela sentiu direitinho o que ela sente e se sentiu direitinho como eu me sinto, como a gente se sente com relação a ela.
Ela lembrou um monte de coisas e ficou com saudade de pessoas queridas e que ouvem a voz desastrada e envergonhada dela nos primeiros minutos sem assunto e conversam coisas à toa e falam nonsense com ela e jogam adedonha de tinta guache e berram refrões legais. Escutam na secretária eletrônica os risos engraçados dela que ela larga por aí com qualquer bobagem. Assistem a fitas passadas e lembram dela. Dançam e pulam sem se sentirem bobas. Lhe dão vontade de sorrir bem alto. E de fazer coisas legais pra compartilhar. Felizmente as pessoas que ela ama sabem disso. E dizer como são importantes pra ela lhe dá a sensação gostosa, aquela mesma de sair do banho quente, ou quando terminamos uma tarefa importante. Achou até que aquele dia ela iria caminhar pra casa se sentindo bem por ter escrito aquelas coisas :)
Ela lembrou um monte de coisas e ficou com saudade de pessoas queridas e que ouvem a voz desastrada e envergonhada dela nos primeiros minutos sem assunto e conversam coisas à toa e falam nonsense com ela e jogam adedonha de tinta guache e berram refrões legais. Escutam na secretária eletrônica os risos engraçados dela que ela larga por aí com qualquer bobagem. Assistem a fitas passadas e lembram dela. Dançam e pulam sem se sentirem bobas. Lhe dão vontade de sorrir bem alto. E de fazer coisas legais pra compartilhar. Felizmente as pessoas que ela ama sabem disso. E dizer como são importantes pra ela lhe dá a sensação gostosa, aquela mesma de sair do banho quente, ou quando terminamos uma tarefa importante. Achou até que aquele dia ela iria caminhar pra casa se sentindo bem por ter escrito aquelas coisas :)
terça-feira, 18 de junho de 2002
Fiquei em 33º no concurso de agente administrativo da Procuradoria Geral do Estado, que tinha 77 vagas.
terça-feira, 11 de junho de 2002
Marcos> Recebi uma mensagem via web por engano agora há pouco no celular. Dizia:
"Sei que nao devo mandar mens. por causa da sua esposa, mas ontem vc me fez gozar como nunca, adorei sua ideia! bjo molhado."
"Sei que nao devo mandar mens. por causa da sua esposa, mas ontem vc me fez gozar como nunca, adorei sua ideia! bjo molhado."
Uma amiga relatou suas viagens após a ingestão de space cake e elas não poderiam deixar de serem registradas.
"foi muito engracado, comecou no banheiro, eu achava que estava mijando para cima! a gravidade nao existia mais naquele momento. depois de passar um tempo sentada no vaso pensando se eu realmente tinha feito xixi para cima, voltei para a sala. ai estava passando o clip do pulp, tinha umas luzes coloridas e brilhantes. elas foram se expandindo cada vez mais alem dos limites da tela da tv, até que tomaram conta de aproximadamente metade da sala. depois, durante o filme, os olhos dos atores pareciam pequenas espirais, girando o tempo inteiro, e ao mesmo tempo se movimentando para dentro e fora da tv, como pequenas ondas. ai morfeus deu seu golpe de misericordia e eu dormi profundamente no sofá da sala. domingo eu parecia estar normal, ate que comecei a ouvir a shirley manson cantando dentro da minha bolsa no trem. umas duas musicas, eu acho. até conferi se o discman estava desligado mesmo."
(Deixo anônimo a não ser que ela se manifeste favorável a sua identificação.)
"foi muito engracado, comecou no banheiro, eu achava que estava mijando para cima! a gravidade nao existia mais naquele momento. depois de passar um tempo sentada no vaso pensando se eu realmente tinha feito xixi para cima, voltei para a sala. ai estava passando o clip do pulp, tinha umas luzes coloridas e brilhantes. elas foram se expandindo cada vez mais alem dos limites da tela da tv, até que tomaram conta de aproximadamente metade da sala. depois, durante o filme, os olhos dos atores pareciam pequenas espirais, girando o tempo inteiro, e ao mesmo tempo se movimentando para dentro e fora da tv, como pequenas ondas. ai morfeus deu seu golpe de misericordia e eu dormi profundamente no sofá da sala. domingo eu parecia estar normal, ate que comecei a ouvir a shirley manson cantando dentro da minha bolsa no trem. umas duas musicas, eu acho. até conferi se o discman estava desligado mesmo."
(Deixo anônimo a não ser que ela se manifeste favorável a sua identificação.)
segunda-feira, 10 de junho de 2002
Foto da jam que rolou comigo, com o Rafael vocalista da Estação Das Brumas e um baterista que até hoje não sei quem é. Tocamos Every You Every Me (Placebo) e Sweet Dreams (Marilyn Manson). Foi no dia do show da Biônica, banda punk de São Paulo, no BR-3, dia 7 de março deste ano.
sexta-feira, 7 de junho de 2002
Não dá pra acreditar que uma pessoa pára de existir. Simplesmente não tem mais como encontrar essa pessoa. Mas o nosso sentimentalismo (sem pejoração, nessa palavra) é acentuado pela cultura (mais uma vez a cultura). Pois a morte é inevitável, um dia ela chega. Se chega antes, choca mais. Mas se chega depois, choca também. A não ser que a pessoa fique doente por anos ou muito velha por anos, que a gente fica sentindo a dor aos poucos e na hora H a coisa já era esperada. Tem culturas que promovem festas de morte, como eu vi no filme Dreams, do Kurosawa (que morreu esses dias). A pessoa mais querida por mim que morreu até hoje foi o meu vô, e até hoje eu fico triste pensando que ele poderia estar aqui. Ainda mais que a minha vó também não se conforma com o acidente estúpido. Entre pessoas que eu conheci, mais de dez já morreram, de várias idades. Eu tenho medo de morrer e de que os outros morram.
Assim como com o trabalho destruidor, com uma rejeição amorosa, a dor da perda total de uma pessoa só é amenizada mesmo com o tempo passado, pelo menos pra mim. Palavras, nessas horas, são quase inúteis. Por isso eu prefiro nunca precisar ir a velórios e enterros. Por isso que o que eu estou escrevendo aqui pode estar atrapalhando. Mas o único conselho que eu posso dar é: pensem nas coisas boas, tanto nas que ficaram quanto nas que se foram. Mesmo porque, essa é infalível, ele não iria gostar que a gente ficasse tão triste. Eu ainda não chorei, talvez chore na próxima vez que eu fumar. Mas é isso aí, a nossa vida continua e uma morte não pode ser responsável por outras semi-mortes.
Assim como com o trabalho destruidor, com uma rejeição amorosa, a dor da perda total de uma pessoa só é amenizada mesmo com o tempo passado, pelo menos pra mim. Palavras, nessas horas, são quase inúteis. Por isso eu prefiro nunca precisar ir a velórios e enterros. Por isso que o que eu estou escrevendo aqui pode estar atrapalhando. Mas o único conselho que eu posso dar é: pensem nas coisas boas, tanto nas que ficaram quanto nas que se foram. Mesmo porque, essa é infalível, ele não iria gostar que a gente ficasse tão triste. Eu ainda não chorei, talvez chore na próxima vez que eu fumar. Mas é isso aí, a nossa vida continua e uma morte não pode ser responsável por outras semi-mortes.
quinta-feira, 6 de junho de 2002
Bruno Medina (Los Hermanos) escreveu:
(...) Nunca duvide da força que tem o bom e velho rock ‘n roll. Um caso particular me fez testemunha de que esse fenômeno ainda possui muitos adeptos e inacreditável poder de mobilização: em meados de 2000 meu colega Marcelo Camelo ousou dizer que não gostava de Ramones no "Gordo Pop Show", programa exibido na época pela MTV com apresentação de João Gordo.
Além de sermos expulsos do programa pelo cínico apresentador ainda tivemos que ouvir muito em nossos shows por todo Brasil o coro de "Ramones, Ramones" ou "Hey-ho, let’s go!" e acredite que eu não me espantaria em constatar que isso acontece até hoje, dois anos depois do que foi dito num programa a tarde num canal UHF!
A história é muito engraçada mas denota que a maioria dos roqueiros não sabe o que o rock significa, não percebem que o rock era um movimento de contracultura e de contestação. O rock se perdeu quando virou bom e velho e deixou de ser a voz da revolução para se tornar uma entidade careta e preconceituosa.
Me deixa triste perceber que muitos que se dizem roqueiros esqueceram da principal característica do movimento que é a ruptura do que está estabelecido. Para mim o rock se mescla com outros estilos, se veste de branco, acorda cedo e usa óculos para ler jornal. É velho mas está à par das novidades e se esforça para buscar novos caminhos para expressar o mesmo sentimento que havia há 30 anos atrás. Apesar de não me identificar nem de me sentir influenciado pelos grandes nomes do rock sou capaz de respeitá-los, não respeito gente burra e preconceituosa.
Sou a favor de experiências sonoras que acrescentem atributos e qualidade ao estilo, sou contra prateleiras sectárias de lojas de cd. (...)
(...) Nunca duvide da força que tem o bom e velho rock ‘n roll. Um caso particular me fez testemunha de que esse fenômeno ainda possui muitos adeptos e inacreditável poder de mobilização: em meados de 2000 meu colega Marcelo Camelo ousou dizer que não gostava de Ramones no "Gordo Pop Show", programa exibido na época pela MTV com apresentação de João Gordo.
Além de sermos expulsos do programa pelo cínico apresentador ainda tivemos que ouvir muito em nossos shows por todo Brasil o coro de "Ramones, Ramones" ou "Hey-ho, let’s go!" e acredite que eu não me espantaria em constatar que isso acontece até hoje, dois anos depois do que foi dito num programa a tarde num canal UHF!
A história é muito engraçada mas denota que a maioria dos roqueiros não sabe o que o rock significa, não percebem que o rock era um movimento de contracultura e de contestação. O rock se perdeu quando virou bom e velho e deixou de ser a voz da revolução para se tornar uma entidade careta e preconceituosa.
Me deixa triste perceber que muitos que se dizem roqueiros esqueceram da principal característica do movimento que é a ruptura do que está estabelecido. Para mim o rock se mescla com outros estilos, se veste de branco, acorda cedo e usa óculos para ler jornal. É velho mas está à par das novidades e se esforça para buscar novos caminhos para expressar o mesmo sentimento que havia há 30 anos atrás. Apesar de não me identificar nem de me sentir influenciado pelos grandes nomes do rock sou capaz de respeitá-los, não respeito gente burra e preconceituosa.
Sou a favor de experiências sonoras que acrescentem atributos e qualidade ao estilo, sou contra prateleiras sectárias de lojas de cd. (...)
Meu amigo Tácito morreu quarta-feira de manhã. Parte da família dele é gaúcha, mas ele morava em Brasília, onde eu morei por um ano. Ele foi o responsável por eu ter amigos naquela cidade, depois de um semestre solitário. Eu deixei um cartaz procurando gente para formar uma banda, e uma noite, na saída da minha aula, ele me convidou para participar da banda de Radiohead cover dele e de uns amigos. Um dos amigos era o Tiago, que junto com a namorada Gabriela vieram a ser os melhores amigos meus e da Madi em Brasília. A banda chamava-se Injektilo e era muito parecida com Radiohead, principalmente pela guitarra impecável do Tiago e pela voz parecidíssima do Tácito com a do Thom Yorke. Isso sem contar o baixo, que não é muito fácil de tirar, mas o Tácito fazia com facilidade. Ele foi responsável por momentos hilários com algumas mentiras que ele gostava de contar, como a de que havia tomado LSD líquido, quando na verdade nunca nem fumou maconha. Havia também a casa em Sapucaia ou Esteio que perguntava "Como vai?". Fiquei com o pedal overdrive da Yamaha, dele, que agora vai ser tratado com carinho. Atualmente ele estava com a Gabriela e o Tiago e sua irmã Joana, mais os também ex-colegas de UniCeub Diogo, Cláudio e Márcio, na banda Os Pioneiros Da Borracha, com grande potencial pop-rock para dar certo e show de lançamento do CD-demo no dia 8 de maio. Tomara que o resto dê tudo certo, já que a morte é inevitável e irreversível.
quinta-feira, 16 de maio de 2002
Minha banda Poliéster toca sábado dia 25 no BR-3 em São Leopoldo.
"Eu passei manteiguinha no pão.
Comi, comi, comi.
Eu vi uma minúscula formiga na mesa.
Cortei sua cabecinha com uma faca.
Ela ainda agonizava...
Cortei uma patinha.
Ainda agonizava....
Parti a desgraçada ao meio
Ainda se mexia.
Comi seus restos mortais.
VAI PORRA! MEXE AGORA QUE EU QUERO VER!!!"
"O telefone toca...
Eu atendo e pergunto quem é.
O cara quer falar com o Anastácio.
Eu digo que é número errado.
O cara desliga.
O telefone toca...
Eu atendo e digo alô.
O cara pergunta pelo Anastácio.
Eu digo mais uma vez que é engano.
O retardado desliga.
O telefone toca...
Eu o tiro do gancho e atendo.
Uma voz conhecida pergunta por Anastácio.
Eu digo: Ô IMBECIL É ENGANO. VÁ LIGAR PRA VACA DA TUA AVÓ"
(Márcio Leite)
Comi, comi, comi.
Eu vi uma minúscula formiga na mesa.
Cortei sua cabecinha com uma faca.
Ela ainda agonizava...
Cortei uma patinha.
Ainda agonizava....
Parti a desgraçada ao meio
Ainda se mexia.
Comi seus restos mortais.
VAI PORRA! MEXE AGORA QUE EU QUERO VER!!!"
"O telefone toca...
Eu atendo e pergunto quem é.
O cara quer falar com o Anastácio.
Eu digo que é número errado.
O cara desliga.
O telefone toca...
Eu atendo e digo alô.
O cara pergunta pelo Anastácio.
Eu digo mais uma vez que é engano.
O retardado desliga.
O telefone toca...
Eu o tiro do gancho e atendo.
Uma voz conhecida pergunta por Anastácio.
Eu digo: Ô IMBECIL É ENGANO. VÁ LIGAR PRA VACA DA TUA AVÓ"
(Márcio Leite)
"Sexo para mim é sobre-humano e por isso pode ser com qualquer pessoa. É uma forma de trocar energia que pode ser momentânea e isso muitas vezes te surpreende: aí que está a casualidade da coisa. Já fiz várias vezes, com muita gente. Com gente que não conhecia, com quem conhecia mas não estava esperando transar. Sexo casual não é putaria, não é libertinagem. Você está ali para trocar. Grande parte das pessoas não se permite entrar em um relacionamento casual, menos ainda se envolve sexo. Essa história de que não é bom porque é casual é bobagem. Tem pessoas com quem o sexo é horrível e tem outras, igualmente 'casuais', com as quais o sexo transcende. Eu sempre fui uma pessoa sensual. E comecei cedo, sempre gostei, sempre pedi e dei. A pré-seleção é minha: se escolhi mal ou bem, fui eu que escolhi. O que não pode é não fazer, ter um câncer e morrer sem ser feliz."
*Tathiana Mancini, 27 anos, foi apresentadora do MTV Erótica
*Tathiana Mancini, 27 anos, foi apresentadora do MTV Erótica
"Post-Rock was an experimental, avant-garde movement that emerged in the mid-'90s. Most post-rock was droning and hypnotic, drawing from ambient, free-form jazz, avant garde, and electronic music more than rock. The majority of post-rock groups were like {$Tortoise}, a Chicago-based band with a rotating lineup. {$Tortoise} viewed their music not as songs, but as ever-changing compositions that they improvised nightly. Most post-rock groups were defiantly anti-mainstream and anti-indie-rock in the vein of {$Tortoise}. However, there were certain groups -- like {$Stereolab} -- that essentially worked in a pop and indie-rock format, only touching on the experimental and avant-garde tendencies of most post-rockers. {@T... Jockey}'s reissue of albums by European experimental names like {$Mouse on Mars} and {$Oval} led to the birth of a transatlantic scene, of sorts, with Germans more focused on electronic music while most Americans preferred rock-oriented setups." (All Music Guide)
terça-feira, 14 de maio de 2002
O DJ e cronista musical Pedro Bopp (Plastic Cookies) pesquisou a filmografia do gênio.
:: DAVID LYNCH ::
Darkened Room (2002)
Mulholland Drive (2001)
The Straight Story (1999)
Lost Highway (1997)
Lumière et compagnie (1995)
Twin Peaks: Fire Walk with Me (1992)
Wild at Heart (1990)
The Cowboy and the Frenchman (1989)
Blue Velvet (1986)
Dune (1984)
The Elephant Man (1980)
Eraserhead (1977)
The Amputee (1974)
The Grandmother (1970)
:: DAVID LYNCH ::
Darkened Room (2002)
Mulholland Drive (2001)
The Straight Story (1999)
Lost Highway (1997)
Lumière et compagnie (1995)
Twin Peaks: Fire Walk with Me (1992)
Wild at Heart (1990)
The Cowboy and the Frenchman (1989)
Blue Velvet (1986)
Dune (1984)
The Elephant Man (1980)
Eraserhead (1977)
The Amputee (1974)
The Grandmother (1970)
sexta-feira, 10 de maio de 2002
Se você não quer deixar as pessoas em paz, é só continuar comprando jornais. Assim os jornalistas continuam existindo e as pessoas não podem nunca descansar, porque sempre um jornalista vai achá-las em algum telefone, seja qual for o nível de relação entre o dono do telefone e a pessoa procurada. E enquanto eu estou nessa profissão, vou pecando contra a minha ética e sendo inoportuno por aí, me é exigido cada vez mais inoportunismo. Conclusão: dinheiro é Deus e o Diabo.
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