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quarta-feira, 24 de maio de 2017

"Críticos ao projeto afirmam que o Brasil não está preparado para retirar proteções que a lei dá ao trabalhador. O país, dizem, não tem um Estado capaz de garantir o bem estar social dos desempregados, evitando que eles caiam na miséria em momentos de dificuldade. Outro argumento é que os sindicatos no Brasil não teriam força suficiente para fazer negociações equilibradas com empresas, o que criaria uma assimetria na relação. A situação poderia ser agravada pelo fim da contribuição sindical obrigatória, outro item da reforma aprovada na Câmara." (José Roberto Castro/Nexo Jornal)

JOÃO GUILHERME VARGAS NETTO:
<< Até mesmo na teoria das relações do trabalho, esse tema é recorrente ao longo de um século e meio. Há um grande líder francês do século 19 chamado Henri Lacordaire que disse: “Entre o forte e o fraco, a lei liberta e a liberdade escraviza”. Partindo das relações assimétricas do trabalho, porque os empregadores são as classes dominantes. >>

JOÃO GUILHERME VARGAS NETTO:

"A disputa entre patrão e empregado é um jogo de futebol em um campo inclinado, um time joga sempre contra a lei da gravidade. O avanço da legislação [mais leis trabalhistas] sobre o despotismo da correlação de forças é positivo para o lado fraco da equação."

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