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domingo, 10 de julho de 2016

A psiquiatra Kátia Mecler escreveu o livro “Psicopatas do Cotidiano”, sobre pessoas aparentemente normais que estão no trabalho, em casa ou na escola e têm algum transtorno de personalidade.

A principal motivação para escrever o livro foi perceber o sofrimento dos pacientes que lidam com indivíduos que têm transtornos de personalidade. Muitos chegam com a autoestima arrasada, num grau de estresse emocional inimaginável. Procuraram ajuda especializada por considerarem que têm algum problema, quando, na verdade, o problema está no outro.

Os casos são muitos. Os psicopatas do cotidiano injetam sentimento de culpa, impotência e inadequação naqueles que estão no seu entorno. Pais que sufocam os filhos com uma vigilância sem limites, homens e mulheres envolvidos em relações amorosas excessivamente dependentes, pessoas que sofrem com parceiros manipuladores e transgressores, funcionários sufocados por chefes abusivos, enfim, um universo de situações que podem se repetir na sua casa, na sua escola, no seu trabalho.

Os psicopatas do cotidiano são pessoas com transtorno de personalidade, que é um jeito de ser inflexível, rígido, que envolve sentimentos ou sensações, pensamentos ou comportamentos repetitivos que acarretam disfunção em alguma área da vida.

Imagine que você tenha se casado com uma pessoa muito dependente, desse tipo que popularmente chamamos de “chiclete”. Ela está sempre exigindo a sua atenção, sofre por achar que não tem o cuidado que merece (mesmo que você nada faça além de tentar agradá-la) e acredita que é questão de tempo ser abandonada. Em algum tempo, você estará exausto emocionalmente. Outra situação comum: a mãe que faz cenas dramáticas cada vez que é contestada ou criticada pelos filhos, que chega a ter sintomas físicos de algum mal-estar para chamar a atenção. Pense ainda naquele vizinho que está sempre arrumando encrenca no prédio. Desconfia de tudo e de todos e não perde uma chance de comprar briga com quem quer que seja. São tipos com que todos nós convivemos, que exibem traços patológicos de transtorno de personalidade. Ou seja: sempre agem da mesma maneira, não admitem ser confrontados, não enxergam problemas em si.

Tanto a OMS quanto a Associação Americana de Psiquiatria estimam que cerca de 10% da população têm um ou mais traços patológicos de transtornos de personalidade.

No trabalho, em família ou na sociedade, há alguns caminhos para conviver de maneira menos traumática com um psicopata do cotidiano. O primeiro passo é entender que você não é a única vítima. Pessoas com esses traços agem da mesma forma com todos. Saiba também que confrontá-lo não vai adiantar. Dificilmente uma pessoa com essas características compreende que tem um problema – ela acredita que o problema são os outros. Quando você compreende que seu chefe é daquele jeito e que não vai mudar, você aprende a se defender e a reagir melhor.

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