Trechos de ‘Vampiros emocionais’, livro do psicólogo Albert J. Bernstein:
Compreender a imaturidade dos Vampiros Emocionais é sua arma mais importante. Muitos dos atos mais chocantes teriam perfeito sentido se realizados por uma criança de dois anos de idade. Não se deixe enganar pela idade cronológica ou pelos cargos de responsabilidade dos vampiros. São crianças de dois anos de idade, pelo menos quando estão criando problemas. As estratégias mais bem-sucedidas no trato com os Vampiros Emocionais são precisamente as mesmas a que você recorreria com uma criança de dois anos para definir limites, preparar-se para emergências, ser coerente, fazer o mínimo possível de sermões, recompensar o bom comportamento e ignorar o mau e, algumas vezes, deixá-las de castigo.
Os Vampiros Emocionais costumam preferir métodos terapêuticos que pioram a situação, em vez de melhorar. As pessoas que têm acessos de raiva iguais aos de crianças de dois anos de idade precisam de incentivo para expor os sentimentos, ou, Deus me livre, entrar em contato com a criança que têm dentro de si.
"Minhas necessidades são mais importantes que as suas." Os vampiros agem com o egoísmo dos predadores e das criancinhas. Digam o que disserem, a motivação de quase tudo o que fazem são os desejos do momento, e não princípios morais ou filosóficos. Se você entender a necessidade do momento, entenderá o vampiro.
Se suas necessidades coincidirem com as deles, os Vampiros Emocionais sabem ser trabalhadores diligentes, companheiros amorosos e ótima companhia em todos os aspectos. É por isso que a maioria das pessoas incômodas deste livro parece relativamente normal durante a maior parte do tempo. Tudo muda quando suas necessidades entram em conflito com as deles. É aí que eles mostram os dentes.
"As normas se aplicam a outras pessoas, e não a mim." O termo técnico que denomina essa convicção é presunção, e é uma das características mais irritantes dos Vampiros Emocionais. No trabalho, na rua, nos relacionamentos, onde quer que seja, as pessoas obedecem a normas fundamentais de justiça aprendidas no jardim da infância. Revezam-se, esperam na fila, limpam o que sujaram e ouvem enquanto outra pessoa fala. No jardim da infância, os Vampiros Emocionais aprendem como é fácil levar vantagem quando não há compromisso com as normas a que os outros obedecem.
"A culpa não é minha, nunca." Os vampiros não erram nunca, jamais se enganam, e sua motivação é sempre pura. As outras pessoas implicam com eles injustamente. Os vampiros não assumem responsabilidade pelo próprio comportamento, principalmente quando gera consequências negativas.
"Se não conseguir o que quero, tenho um ataque." Os Vampiros Emocionais elevaram o chilique ao nível da arte. Quando não conseguem o que querem, são capazes de gerar uma suntuosa série de desgraças para as pessoas que lhes dizem não. Cada tipo vampírico se especializa numa espécie de explosão emocional manipuladora. Muitas das coisas incômodas e exaustivas que os vampiros fazem têm sentido quando as interpretamos como acessos de raiva.
Os vampiros exploram o fato de que o medo de consequências negativas costuma ser maior do que as próprias consequências. Pensar nisso na hora certa pode salvá-lo de uma chateação enorme.
Esqueça a ideia de tentar convencer os Vampiros Emocionais de que não jogaram limpo com você. Eles vão rir e recitar as conversas, tintim por tintim, para provar que não fizeram promessas ou, caso tenham feito, que não as cumpriram por culpa de outra pessoa. Geralmente não é possível, nem com um bom advogado, reaver o que os vampiros tiraram de você. Nem tente. Só não deixe que tirem mais.
Quando flagrados, os Vampiros Emocionais começam a criar realidades alternativas mais depressa do que o Sci-Fi Channel. De que você deve lembrar-se em uma situação assim? De duas palavras: dados objetivos. Escancare as cortinas e deixe a luz do sol entrar.
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"Dentre os tipos de vampiro, há o Vampiro Desesperado. É o mais comum, mimado, mas impossível de se ajudar, pois nunca faz nada por si. Ele quer que você faça tudo por ele e ainda arma escândalo, faz barulho e se desespera tanto que acaba te deixando aflita. Daí, ele fica aliviado, e você, agitada e ansiosa, com a aura dominada pela energia negativa." (Luiz Gasparetto)
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"Quando um destes 'vampiros' encontra uma vítima não deixará que a pessoa se afaste, mantê-la-á presa. Pois é meus amigos, a verdade é que essas criaturas na realidade não querem nem a nossa ajuda, nem a nossa amizade, na verdade para eles nós somos apenas um alimento emocional que satisfaz a sua necessidade de sugar a nossa energia sem nada dar em troca. Acreditem ou não, eles são exímios em explorar os nossos pontos frágeis. Quem consegue libertar-se fica invariavelmente marcado pela intensidade da experiência, os que não se libertam vão sendo consumidos gradualmente e muitos destroem a sua vida em prol daquela relação doentia, alguns vão mesmo até ao suicídio. Não esperem que um vampiro emocional tenha qualquer espécie de reconhecimento pelo que quer que seja que façam por ele. Por mais doloroso que isso nos possa parecer, tais pessoas não reconhecem nada, não são capazes de o fazer. Para elas o único objetivo é alimentarem-se de nós a qualquer preço, mesmo que tenham que mentir descaradamente, tudo é válido para não nos deixar fugir. Quando tiramos a máscara a um vampiro emocional ele não se verá tal e qual é. Tal como os vampiros mitológicos, a imagem destes vampiros emocionais não aparece no espelho, eles nunca se veem como na realidade são. Quando um vampiro emocional é desmascarado e lhe mostramos através das suas próprias palavras, documentos e demais evidências irrefutáveis, não esperem que ele se arrependa ou altere o seu comportamento. Pelo contrário, o 'vampiro', quando é desmascarado, ficará extremamente exasperado e inconsequente; apenas atrairemos a sua ira. Regra geral o 'vampiro' sentir-se-à injustiçado e, ao sentir que perdeu o controle sobre nós, passará a considerar-nos como mais uma das pessoas que lhe fez mal e que o iludiu. Nós seremos mais uma história que ele contará à próxima vítima distorcendo tudo, pois é dessa forma que ele se vê." (asaudavelloucura.blogspot.com)
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domingo, 20 de março de 2016
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