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sábado, 5 de março de 2016
"Em acordo com a teoria psicanalítica geral, Freud crê que o vínculo que integra os indivíduos em uma massa é de uma natureza libidinal. Psicólogos anteriores tocaram ocasionalmente neste aspecto da psicologia de massa. Na opinião de McDougall as emoções dos homens em um grupo são excitadas a um nível que raramente ou nunca atingem sob outras condições; e é uma experiência prazerosa para os participantes se render tão ilimitadamente às suas paixões e serem assim absorvidos no grupo e perder o senso dos limites de suas individualidades. Freud vai além de tais observações explicando a coerência das massas inteiramente nos termos do princípio de prazer, quer dizer, das gratificações reais ou vicárias que os indivíduos obtêm pela rendição a uma massa. Hitler, aliás, estava bastante atento à fonte libidinal da formação da massa por rendição quando atribuiu características especificamente femininas e passivas aos participantes de seus comícios, e apontou assim também para o papel da homossexualidade inconsciente na psicologia de massa. (...) Um dos princípio básicos da liderança fascista é manter energia libidinal primária em um nível inconsciente de modo a desviar suas manifestações numa forma adequada a fins políticos. (...) Além disso, o aspecto primitivamente narcisista da identificação como um ato de devorar, de tornar o objeto amado parte de si mesmo, pode nos fornecer uma pista para o fato de que a imagem do líder moderno às vezes parece ser mais a ampliação da própria personalidade do sujeito, uma projeção coletiva de si mesmo, do que a imagem de um pai cujo papel durante as fases tardias da infância do sujeito pode bem ter diminuído na sociedade atual." (Adorno e Horkheimer)
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