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domingo, 14 de junho de 2015

ROGER WATERS – Assim, Caetano e Gil, os meninos Jawhar e Halabiya não estarão presentes no show de vocês em Tel Aviv. No entanto, os homens que os balearam estão livres para comparecer, se desejarem.

GILBERTO GIL – Nós fomos contratados, e espero que os shows sejam mantidos. Foram duas cartas do Roger, eu li e não vou responder, porque acho que não carece de uma resposta pessoal. Foi uma coisa colocada ao nível da dimensão pública. É uma carta pública. Mantendo a minha ida [a Israel], que também é pública, acho que isso já suficiente como resposta.


“Waters é hoje o último roqueiro ativista importante numa turma dominada por gatos gordos e ex-alcoólatras com implantes de cabelo fazendo turnês para sustentar filhos ilegítimos. Já se referiu aos muros dos assentamentos de colonos como ‘obscenidades que deviam ser derrubadas’. Chegou a usar uma estrela de Davi, junto com símbolos de regimes totalitários à direita e à esquerda, estampada num boneco inflável de um porco numa apresentação. 'Pedimos para as bandas que pretendem tocar em Israel que reconsiderem. É o equivalente moral a se apresentar em Sun City no auge do apartheid sul-africano. Os shows, afirma, são usados para encobrir um regime injusto e racista', disse Roger. 'Estamos nos aproximando do ponto de inflexão na consciência global em que a negação dos direitos dos palestinos terá um impacto devastador sobre gerações e eles precisam do nosso apoio agora mais do que nunca.' Waters postou no Facebook uma carta para Neil Young pedindo que reconsiderasse sua decisão de tocar em Tel Aviv. Neil desistiu, mas por razões de segurança e não ideológicas. Os Rolling Stones confirmaram as datas, Caetano e Gil também. Pouquíssimos grupos e cantores se solidarizaram com a causa de Waters. Apenas Lauryn Hill. Mas não faz muita diferença. A briga é justa e a indústria da música precisa de um chato talentoso para lembrar os velhotes que dinheiro já foi uma parte do negócio, mas não a alma.” (Kiko Nogueira/DCM)

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