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sexta-feira, 12 de junho de 2015

"Nem todos os artistas terão, porventura, essa sabedoria: alguns hipostasiam o sentido. Essa operação terrorista chama-se geralmente realismo. Assim, ao declarar (numa entrevista com Godard): «sinto a necessidade de exprimir a realidade em termos que não sejam de todo realistas», você testemunhava ter um sentmento exacto do sentido: não o impunha, nem o abolia. Tal dialéctica dá aos seus filmes (vou empregar de novo a mesma palavra) uma grande subtileza: a sua arte consiste em deixar sempre aberta a via do sentido, e até certo ponto indecisa, por escrúpulo. É nisto que você cumpre com precisão a tarefa do artista de que o nosso tempo tem necessidade: nem dogmático, nem insignificante. (...) Essa vacilação - preferiria dizer com mais exactidão: essa síncope do sentido, (...) torna subtil o sentido do que o homem diz, conta, vê ou sente, e essa subtileza do sentido, essa convicção de que o sentido não se detém grosseiramente na coisa dita, mas se desloca sempre para
mais longe, fascinado pelo fora-do-sentido, é, creio, a convicção de todos os artistas, cujo objecto não é esta ou aquela técnica, mas esse fenómeno estranho, a vibração. O objecto representado vibra, em detrimento do dogma." (Roland Barthes para Michelangelo Antonioni)

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