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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O comportamento passivo-agressivo pode surgir como defesa por parte da criança em ambientes familiares nos quais não é muito seguro expressar frustração ou raiva. Quando se proíbe a expressão honesta dos sentimentos, a psique em formação da criança engendra formas de reprimir e canalizar a agressão valendo-se de formas indiretas. Crianças que reprimem profundamente sua agressividade podem nunca superar tal comportamento. Incapazes de desenvolver estratégias para se expressar, elas se tornam adultos que, debaixo de um verniz de doçura, ruminam intenções vingativas. Martin Kantor sugere três tipos de problemas que contribuem para constituição de estratégias passivo-agressivas nos indivíduos: conflitos sobre dependência, controle e competição.

Transtorno da Personalidade Passivo-Agressiva
ou Transtorno da Personalidade Negativista
(DSM IV/PsicNet)

A característica essencial é um padrão invasivo de atitudes negativistas e resistência passiva a exigências de desempenho adequado em situações sociais e ocupacionais, que começa no início da idade adulta e ocorre em uma variedade de contextos. (...) Esses indivíduos habitualmente ressentem, opõem-se e resistem a exigências de que funcionem em um nível esperado pelos outros. Esta oposição ocorre mais frequentemente em situações ocupacionais, mas também pode se manifestar no funcionamento social. A resistência é expressada por procrastinação, esquecimento, teimosia e ineficiência intencional, especialmente em resposta a tarefas designadas por figuras de autoridade. Esses indivíduos podem obstruir os esforços alheios por deixarem de cumprir sua parte nas tarefas. Por exemplo, quando um executivo dá a algum subordinado algum material a ser estudado para uma reunião na manhã seguinte, este pode extraviar o material ou arquivá-lo em local incorreto, ao invés de apontar a insuficiência de tempo para fazer o trabalho. Esses indivíduos sentem-se trapaceados, desconsiderados e incompreendidos e são cronicamente queixosos. Eles podem ser mal-humorados, irritáveis, impacientes, propensos a discussões, cínicos, céticos e "do contra". As figuras que representam autoridade (por ex., um superior no emprego, um professor na escola, um dos pais ou um cônjuge que representa o papel de pai/mãe) frequentemente se tornam o foco da insatisfação. Em vista de seu negativismo e tendência a externalizarem a culpa, esses indivíduos frequentemente criticam e verbalizam hostilidade para com figuras de autoridade, à menor provocação. Eles também sentem inveja e demonstram ressentimento com colegas que tiveram sucesso ou que são vistos de maneira positiva por figuras de autoridade. Esses indivíduos frequentemente se queixam acerca de seus infortúnios pessoais. Eles têm uma visão negativa do futuro e podem fazer comentários do tipo: "Fazer o bem não compensa" e "O que é bom dura pouco". Esses indivíduos podem oscilar entre a expressão de um desafio hostil a quem vêem como causadores de seus problemas e uma tentativa de apaziguar estas pessoas, pedindo perdão ou prometendo sair-se melhor no futuro.

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