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terça-feira, 13 de abril de 2010
"O corpo como significante flutuante pode significar muitas coisas (...) a zona onde se gera o sentido convoca um domínio que ultrapassa o campo semântico: é o corpo, enquanto infralíngua, que o fornecerá. Para reduzir a polissemia dos gestos (… é necessária) a ação de um fator que intervém fora de qualquer estrutura: o afeto. A 'infra-estrutura' que a afetividade forma não será nunca sistemática, nem nunca se constituirá de linguagem; pelo contrário, sempre pronta a ultrapassar os signos, deslizando sempre para as fronteiras entre os códigos, esta matéria afetiva, estreitamente ligada ao gesto, faz por vezes o que muito bem entende, ora fundindo-se no Mesmo ora dispersando-se em mil sensações diversas; no entanto, sem as suas intensidades, sem a variabilidade e a singularidade dos seus elementos, os signos nunca carregariam sentido. O essencial do significante flutuante é manifestar a vida no que ela tem de imprevisível, de variado e de espontâneo. Deste modo, toda a cultura impõe espaços implícitos onde se desenvolvem a criatividade e a expressão individuais. Estas zonas ficam sujeitas ao significante flutuante: não é ele o testemunho de toda a arte, toda a poesia, toda a invenção mítica e estética? Assim, nas sociedades primitivas, as energias circulam e estão presentes em todo o lado. É surpreendente como um autor como Lévi-Strauss tenha quase totalmente abolido da sua obra esse aspecto do pensamento Hoje, no limiar de uma nova perspectiva em que de novo se centrou a atenção sobre os problemas do corpo – a etnologia estruturalista parece ter atingido um tal ponto de abstração que só contam as relações, as complementaridade, as redes de significantes, a lógicas dos códigos." (GIL, José. Metamorfoses do Corpo)
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