_______________________________________________________________"Nosso trabalho pode ser o de abrir um espaço de tempo utópico/distópico, uma zona desmilitarizada (...). Nessa zona imaginária, artista e público tem permissão para assumir múltiplas e mutantes posições e identidades. Nessa zona de fronteira, a distância entre 'nós' e 'eles', eu e o outro, arte e vida, torna-se borrada e não-específica. Nós não procuramos respostas; apenas levantamos questões impertinentes. (...) Outros que são mais bem treinados - os ativistas e os acadêmicos - vão ter que lidar com elas, lutar com elas, domesticá-las ou tentar explicá-las. Uma vez que a performance termina e as pessoas saem andando, nossa esperança é que um processo de reflexão seja engatilhado em suas perplexas psiquês. Se a performance é eficaz (eu não disse 'boa', mas EFICAZ), esse processo pode durar por semanas, ou quem sabe meses, e as questões e os dilemas incorporados nas imagens e nos rituais que nós apresentamos podem continuar a assombrar os sonhos do espectador, suas memórias e suas conversas. O objetivo não é 'gostar' ou mesmo 'entender' a performance art; mas criar um sedimento na psiquê do público." (Guillermo Gómez-Peña)
Guillermo Gómez-Peña nasceu na Cidade do México e mudou-se para os Estados Unidos em 1978, onde ele se estabeleceu como artista de performance, escritor, ativista e educador. Foi pioneiro da multimídia, reunindo performance art, rádio experimental, vídeo, fotografia e instalação. Escreveu oito livros que incluem ensaios, poesia experimental e crônicas em inglês, espanhol e espanglês.

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