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terça-feira, 10 de janeiro de 2006

2005, pelo Senador.

"(...) E o que tá esse pop rock nacional? O pessoal tá realmente feliz com o que anda ouvindo? E o mais incrível é que a pasmaceira conseguiu chegar até no meio alternativo, onde deveria haver uma gurizada vindo com sangue novo e idéias diferentes pro cenário musical do país. Muito pelo contrário: tá todo mundo chupando descaradamente Los Hermanos / Cachorro Grande e achando que ninguém vai notar. (...) Já certas bandas que curto um monte lançaram trabalhos bem meia-boca, como The Fiery Furnaces (muita encheção de lingüiça e nunca chega a lugar algum com 'Rehearsing my choir'), Oranger ('New comes' mostra um pop rock competente, mas nada além disso. Vários chutes na trave), OK GO (o segundo lançamento dos caras deixou muito a desejar perto da obra-prima pop que foi o primeiro disco), Deerhoof (porra! a banda já lançou vários discos excelentes e aí, quando resolvem lançar um disco duplo, me aparecem com um pop-esquisitinho-capenga-qualquer-coisa??! Ah, qualé?!?!), Sugarplastic (conseguiram finalmente lançar um disco fraco. Parabéns!), Supergrass (ahn? É pra ser bom 'Road To Rouen'? Maduro? Sério mesmo? Isso pra mim tem outro nome: disco-pra-constar-no-contrato-pt-saudações. Encheção de lingüiça desgramada.), Super Furry Animals (tinha uma época em que eu me deprimia em ver uma banda tão legal indo mais e mais pro limo a cada disco lançado. Hoje em dia nem queimo mais neurônio com isso. Se querem fazer sonzinho meia-boca, o problema é todo deles). Tá, Velho Gagá Medina, e o que afinal tu escutou em 2005?? Ah, meu jovem indiezinho de cabelinho ensebado, eu me atraquei no seguinte:

"WFMU (www.wfmu.org) Coisa igual não há. Sou fã de carteirinha desta pérola nababesca em forma de rádio. A programação é uma incrível suruba de estilos, predominando um gosto berrante pelo pop rock experimental de todas as partes do mundo. O que conheci de coisa legal nessa rádio não tá no gibi, nem no mapa, nem na casa do cacete. Recomendo de peito estufado!

"Busdriver. Este rapper norte-americano lançou uma beleza de disco chamado 'Fear of a black tangent'. Nada dessa songamonguice sem sal de 50 Cent e cia. Bases criativas, letras muito legais sendo cuspidas pela goela-metralhadora do homem, samples divertidos e por aí vai.

"The New Pornographers também fizeram razoavelmente bonito com o pop gruda-gruda-delícia-no-timpaninho-do-tio de 'Twin cinema'. Mas o disco anterior, 'Electric version', é bem melhor.

"Petra Haden (ex-That Dog) encasquetou que legal mesmo seria regravar 'Sell out' do The Who só com vozes e até que não fez tão feio. O mais bonito do álbum é um certo clima lo-fi caseiro nas gravações, soando mais autêntico e nada firulento.

"Pra calar minha boca: ok, eu admito que escutei um monte o disco do Louis XIV, 'The best little secrets are kept'. Foi a única coisa dessa nova leva que me agradou. Pois é, a banda não tem nada de mais, chupa Bowie e T-Rex descaradamente (muito descaradamente!), faz um pop rock pra lá de batido. Mas sei lá porque cargas d'água curti a gurizada. Só não dá pra ver vídeo nenhum deles, porque daí tu pega um nojo incrível da molecada. Todos fazendo carinhas e boquinhas (ou melhor, biquinhos), maquiadinhos, se esforçando pra ser cool até o cool pedir arrego. Ia curtir mais se fossem uns fedorentos vestindo uns trapos surrados. Estaria mais de acordo com o som que fazem.

"Mestre Roger Joseph Manning Jr. (ex-Jellyfish, já foi tecladista do Beck, Air, etc) veio com um presentinho bacana pra quem ainda choraminga pelo final do Jellyfish. Solid State Warrior traz trocentas coisas que o JF fazia muito bem, como as harmonias nos vocais, os arranjos luxuosos, o sunshine pop faceiro. Mas não vão achando que SSW é brilhante como 'Spilt milk'. Tem uma senhora distância entre um e outro, mas vale a pena pra matar a saudade dos tempos em que existia coisa que prestava. SSW não foi lançado por gravadora nenhuma: Manning o disponibilizou pra download (pago) num site. Óbvio que acabou vazando nos Soulseeks da vida.

"Spoon mandou muito bem com 'Gimme fiction'. Outro álbum que ouvi pra caramba.

"A melhor supresa do ano fica por conta do sr. Devin Davis e seu 'Lonely people of the world, unite!'. Discão! Achava que o bom power pop (existe o ruim também...) tinha morrido pra nunca mais voltar, mas me aparece pela frente esse cara demolindo tudo com belas melodias, rockãos pra bater a cabeça enquanto trabalho com fones de ouvido, releituras dos anos 60 oferecendo algo mais, sensibilidade / tesão nos arranjos e nas vozes, etc. Muito muito bom!

"Só fui conhecer 'The folded palm' (2004), do Frog Eyes, neste ano, então vou meter no balaião junto. Uma mistura de Black Francis com Tom Waits (numa versão menos sombria), uns timbres diferentes pros instrumentos, uns momentos insanos. Legal.

"Pra não dizer que não falei de flores e do Patton: gostei bem mais do discaço dele com X-Ecutioners do que com o Fantômas. O Fantômas tá se emaranhando na própria fórmula e daquela moita não anda saindo muita coisa realmente nova, só requentam o próprio estilo. Já o disco com X-Ecutioners é uma aula de edição demente. Trocentos scratches esquizofrênicos com samples escolhidos a dedo, berraçada bem colocada, climões, estilos diferentes pulando de um pro outro sem pedir licença, zuretismo, etc, etc, etc. E transborda informação em cada faixa. Eu adoro isso." (Diego Medina)

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