"Estamos hospedando a Minerva lá em casa. Ela é realmente um docinho (...). Ela ronrona bastante e continua afofando nossos casacos quando a pegamos no colo." (Manu)
O momento em que ela ficou mais feliz, com o rabo provocando quase um terremoto só de mexer no ar, foi quando eu a levei, no colo, até a janela. Fiquei muito triste em perceber isso. E depois entristeci mais, quando passei pelo lugarzinho onde ela morava, inclusive a árvore onde ela dormia e que ela arranhava, para afiar as unhas; até eu vou sentir saudades de visitá-la ali. Será que não somos todos egoístas achando que o jeito humano é o melhor também para os gatos, indivíduos de outra espécie e outra família? Será que carinho todos os dias - que talvez satisfaça mais a nós do que a eles - vale mais do que a liberdade de poderem ir aonde quiserem, quando quiserem, sentirem todos os cheiros do mundo, interagirem com o mundo que passa? Será que eles não sabem encontrar e escolher por si mesmos o lugar mais confortável para eles, para os gatos? Será que as nossas idéias não são todas distorções culturais humanas egoístas e umbiguistas? Fiquei pensando em tudo isso, pelo mais puro amor aos gatinhos.
Fiquei triste pelos gatinhos que moram em casas. Assim como os passarinhos que moram em gaiolas.

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