"Ortega y Gasset fala a respeito do ambiente e do herói em suas Meditações sobre o Quixote. Dom Quixote foi o último herói da Idade Média. Saiu pelo mundo à procura de gigantes mas, em vez de gigantes, o ambiente à sua volta lhe ofereceu moinhos de vento. Ortega assinala que a história se passa numa época em que surge uma interpretação mecanicista do mundo, de modo que o meio não fornecia mais respostas espirituais ao herói. O herói se vê lutando contra um mundo duro, que não corresponde mais às suas necessidades espirituais. (...) Atualmente, ele [o mundo] se tornou um mundo tão absolutamente mecanicista, tal como interpretado pelas ciências físicas, pela sociologia marxista e pela psicologia behaviorista, que não passamos de um padrão previsível de esquemas que reagem a estímulos. Essa interpretação, formulada no século XIX, baniu da vida moderna todo o livre-arbítrio." (CAMPBELL)
Eu e o Muriel mesmo tínhamos refletido sobre isso sábado passado. Por exemplo, a arquitetura atualmente é totalmente funcional, erguem-se paredes e pronto. Ele me perguntou por quê? Arrisquei que o motivo é a dominância da visão sociológica, que diz que é ruim tudo que não possa ser aproveitado para os pobres. O Muriel comentou que a visão sociológica não está e não pode estar dissociada da filosofia e das outras visões. Se a arquitetura de hoje tivesse a mesma função estética que a do século XIX tinha, até os pobres sentiriam-se melhor, com um ambiente melhor.
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