Acabei de sair do consultório do psicanalista. Nova tentativa: psicanálise. Primeira sessão. Sobre eu falar tudo para todo mundo e escrever tudo aqui para todo mundo, ele apenas me perguntou "Tu tem a fantasia de ser transparente?". O cara é genial. Eu o admiro desde que tive aula com ele em 1995 na Unisinos. Na análise, ele fica sentado longe, lá no fundo, fora da linha direta de visão do 'paciente', e manda falar, e ouve, e diz "Continua", e pergunta coisas na hora certa tão penetrantes reais desconcertantes que qualquer pessoa mais frufru sairia correndo e chorando e amaldiçoaria o cara. Perguntas de lascar, eu repito. Ele fala pouco, e imagino que o objetivo com as poucas e fortes frases é fazer o 'paciente' pensar por si mesmo. Dando meia hora, ele encerra e até a próxima, segunda-feira no mesmo horário, sem nenhum rodeio de despedida ou comentário engraçadinho.
- E quanto ao pagamento?
- Não te preocupa que eu não esqueço essas coisas.
Mas agora chega de contar que eu tenho que pensar na minha fantasia. E superá-la. Não só essa.
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