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sexta-feira, 1 de agosto de 2003

"Não tive nenhuma restrição quanto a droga pesada. No meu modo de ver, era simplesmente o estado ideal. Não apenas fazia vocês se sentir fisicamente tão bem quanto é possível - no fim das contas, é um analgésico -, como também parecia ser a realização de todas as minhas fantasias, no sentido de que você sonha, mas dirige seus sonhos como um diretor de filme. Só apagar e sonhar. E algum tipo de cenário surgia e você estaria vivendo nele de verdade - quer dizer, quando está sonhando, você de fato está tendo uma experiência, está realmente passando pelo que está sonhando, só percebe que era um sonho quando acorda. E, quando está viajando, você não fica apenas assistindo, você pode mudar as coisas - dar uma empurradinha para cá e para lá -, como se pudesse fazer acontecer qualquer coisa que quisesse." (Richard Hell, abaixo)



"Nada dava errado. Eu era uma daquelas pessoas nas quais a heroína tem o efeito oposto. Em vez de dormir, ficava acordado como que por meses - entrando nas mais profundas, em altos pensamentos . . . " (Richard Lloyd, abaixo)



"Tom Verlaine era muito puritano; não fumava maconha, não injetava heroína e nem mesmo bebia muito. Acho que Verlaine tinha pavor de qualquer desregramento dos sentidos, e Hell era justamente o oposto. Ele se deleitava com isso. Tom Verlaine era um garoto muito culto, mas no íntimo era um tanto rígido. Ele era muito amarrado. Estava sempre preocupado que os homens fossem dar em cima dele. Quer dizer, ele era encantador, mas acho que não sabia nada da vida. Tinha acumulado experiência dos livros - era tudo lido, e não vivido. Ele era muito ingênuo em muitos aspectos." (Terry Ork)



Tom Verlaine (acima), Richard Hell e Richard Lloyd formavam o Television, banda empresariada pelo Terry Ork. (Textos retirados do livro Please Kill Me - cujo título foi inspirado na camiseta feita pelo Richard Hell e que o Richard Lloyd está usando na foto constante acima.)

Meu amigo Luís Roberto Pacheco, embora tenha mudado a minha vida, é como o Tom Verlaine, o que fez com que nossa amizade não continue em exercício. (Eu sou - ou era - como os Richards quanto ao fenômeno do efeito oposto e à exploração intensa dos efeitos.) E acabei de lembrar que eu e o Luís tivemos uma vez a idéia de fazer uma camiseta GO TO HELL. As inter-relações são fascinantes. Kurt Vonnegut que o diga.

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