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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Segundo Drumond (não descobri quem é), são quatro os estágios do processo de aprendizagem: incompetência inconsciente, incompetência consciente, competência consciente e competência inconsciente (achei interessante).
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
FireFriend - Dubster (input_output remix)
FireFriend: "Daqui a alguns dias nós vamos lançar uma nova música, Dubster, e quatro remixes infernais, feitos por Daedelus, input_output, Macário da Manada, Cello Zero. Mas, antes, queremos que você veja, baixe e ouça tudo isso no nosso novo site."
Link alternativo para baixar os outros remixes e a original.
"(...) O FireFriend surgiu em 2005 de um projeto solo de Yury Hermuche (vocais, trompete e guitarra), que depois convocou Julia Grassetti para tocar o cello e comandar os vocais. O bateirista Pablo Orue entrou em 2006, quando a banda já tinha um CD. De origem barulhenta, a banda hoje bebe bebendo em fontes que vão de Sonic Youth ao britrock - sempre com letras em português, 'ácidas e brasileiras', como define Pablo. Em Safari, o terceiro álbum, os remixes surgiram da necessidade de criar 'sabores diferentes' na hora de divulgar a banda. 'Estávamos conversando uma forma de explorar mais as músicas que iamos lançar, aí veio a idéia de procurar alguns DJs legais para conversarmos. Fizemos uma listinha do MySpace e, depois de escolhidos, começamos a trocar mensagens com os caras', explica Pablo Orue, bateirista do FireFriend. 'Alguns falaram não, outros falaram sim.' Desses que falaram sim, o ótimo produtor americano de hip hop Daedelus, fera das colagens e samples, que fez uma versão desacelerada e líquida para 'Dubster'. Do Brasil, remixes do gaúcho Douglas Dickel aka input_output, do produtor de hip hop Macário da Manada e de Cello Zero, nome por trás do trio NRK. (...)" (Jade Augusto Gola/Rraurl)
FireFriend: "Daqui a alguns dias nós vamos lançar uma nova música, Dubster, e quatro remixes infernais, feitos por Daedelus, input_output, Macário da Manada, Cello Zero. Mas, antes, queremos que você veja, baixe e ouça tudo isso no nosso novo site."
Link alternativo para baixar os outros remixes e a original.
"(...) O FireFriend surgiu em 2005 de um projeto solo de Yury Hermuche (vocais, trompete e guitarra), que depois convocou Julia Grassetti para tocar o cello e comandar os vocais. O bateirista Pablo Orue entrou em 2006, quando a banda já tinha um CD. De origem barulhenta, a banda hoje bebe bebendo em fontes que vão de Sonic Youth ao britrock - sempre com letras em português, 'ácidas e brasileiras', como define Pablo. Em Safari, o terceiro álbum, os remixes surgiram da necessidade de criar 'sabores diferentes' na hora de divulgar a banda. 'Estávamos conversando uma forma de explorar mais as músicas que iamos lançar, aí veio a idéia de procurar alguns DJs legais para conversarmos. Fizemos uma listinha do MySpace e, depois de escolhidos, começamos a trocar mensagens com os caras', explica Pablo Orue, bateirista do FireFriend. 'Alguns falaram não, outros falaram sim.' Desses que falaram sim, o ótimo produtor americano de hip hop Daedelus, fera das colagens e samples, que fez uma versão desacelerada e líquida para 'Dubster'. Do Brasil, remixes do gaúcho Douglas Dickel aka input_output, do produtor de hip hop Macário da Manada e de Cello Zero, nome por trás do trio NRK. (...)" (Jade Augusto Gola/Rraurl)
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O Milan vai ser mesmo o Dream Team do futebol em 2008/2009. Depois de juntar Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato (ambos já se entrosando como titulares da Seleção Olímpica), levou o Kaká na transação mais cara da história e agora está chamando o ucraniano Shevchenko. Além disso, tem Pirlo, Maldini e os brasileiros Emerson e Dida.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
José Saramago, na Redenção, em 2005:
"Tenho uma má notícia para lhes dar. A má notícia que tenho a vos dar, sobretudo depois de ter escutado os nossos amigos que falaram antes de mim, é que eu não sou utopista. E a pior notícia ainda é que que considero a utopia, ou o conceito de utopia, não só inútil como também tão negativo como a idéia de que, quando morrermos, todos, vamos ao paraíso. (...) Há uma condição que é indissociável do pensamento utópico, o modo do ser humano de olhar a vida, e não só no sentido material, mas na dimensão espiritual, na dimensão ética, na dimensão plural, que é a reinvenção do desafio. (...) Para as 5 milhões de pessoas que vivem na miséria, a palavra utopia não significa rigorosamente nada. E também não significará muito depois de que tenham suas necessidades essenciais satisfeitas, que passem também a usar ou a divulgar ou a utilizar um discurso mais ou menos emotivo da palavra utopia, como se isso viesse a acrescentar algo àquilo que foi conquistado com trabalho, com luta. (...) Quixote não era utopista, mas um pragmático no melhor sentido da palavra. (Vivia um mundo do qual ele estava farto, enloqueceu e inventou uma paixão, depois voltou a ser Alonso Quija, e volta ao início da alma humana, com a qual temos que viver e aceitar). Quem nos garante que estaremos ainda cansados do que hoje estamos cansados no futuro? (...)
"As palavras são umas desgraçadas e podemos fazer delas tudo aquilo que queremos. Por isso, um político português que esteve aqui há poucos dias disse que política é a arte do possível. Pois eu disse há alguns anos que política é a arte de não se dizer a verdade. Sabemos que os políticos, em grande parte, mesmo quando não fazem um discurso para esconder, para não dizer a verdade, fazem um discurso que comumente falseia, deturpa, condiciona e manipula. (...) Quando eu vos digo que não sou um utopista e que até admiti, com toda franqueza, que me desagrada o discurso sobre a utopia, é porque o discurso sobre a utopia é o discurso do não-existente. Toda gente sabe que a utopia é um lugar que está em um lugar qualquer e que, portanto, não se sabe, não se conhece o destino, também não se sabe o caminho para lá chegar. (...) O grande equívoco que temos é imaginar que aquilo que nós precisamos hoje, mas que não podemos ter por faltar-nos meios de todo tipo, devemos colocar para ter em um futuro. Isso se esquece de um pormenor muito simples, vamos imaginar que aquilo que nós desejare-mos ou desejaríamos ou desejamos ou estamos desejando agora mesmo, seja talvez realizável no ano 2043. Vamos imaginar isso. Não, não, de 2043 estamos muito perto, vamos imaginar que precisamos de mais 100 ou 150 anos para que nosso desejo seja possível de realização. Quem é que nos garante que as pessoas que então estejam no mundo, os vivos de então, descendentes nossos, daqui a 150 anos, porque nenhum de nós estará vivo para ver, quem é que nos garante que eles estarão interessados naquilo a que nós agora estamos interessados? Quem é que nos garante isso? (...)
"Em vez de discutir a utopia, se há uma coisa que a esquerda está mais necessitada é de uma revisão rigorosa e criteriosa dos conceitos. Pois, como eu disse antes, as palavras são umas desgraçadas, não podem resistir. A palavra é uma coisa que está ali para ser utilizada quando nos parece. E o pior de tudo é que se pode usar a mesma palavra para dizer coisas não só diferentes, como muitas vezes frontalmente contrárias. Por isso é que eu digo que nós, a esquerda, deveríamos nos dedicar a rever o conceito de esquerda. Que é esquerda hoje? Donde está? Está aqui? Claro que sim, claro que sim que está aqui. Mas, na esfera política, muita gente fala da esquerda, como, para voltar a uma frase muita conhecida, invocar o santo nome de Deus em vão. (...) Eu tinha dito que iria propor tirar a palavra utopia do dicionário. Mas, enfim, não vou a tanto, deixe ela lá estar. Deixe ela estar, até porque ela está quieta. O que eu queria dizer, amigos, é que há uma outra questão que tem de ser urgentemente revista. Tudo se discute neste mundo, menos uma única coisa que não se discute. Não se discute a democracia. A democracia está aí, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas de quem está aí como uma referência. Uma referência é a democracia. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia seqüestrada, condicionada, amputada. Porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera pública, a tirar um governo de que não gosta e a pôr outro de que talvez venha a se gostar. Nada mais. Mas as grandes decisões são tomadas em uma outra grande esfera e todos sabemos qual é. As grandes organizações financeiras internacionais, os FMIs, a Organização Mundial do Comércio, os bancos mundiais, tudo isso. Nenhum desses organismos é democrático. E, portanto, como é que podemos falar em democracia se aqueles que efetivamente governam o mundo não são eleitos democraticamente pelo povo? Quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações? Os povos? Não. Donde está então a democracia?"
"Tenho uma má notícia para lhes dar. A má notícia que tenho a vos dar, sobretudo depois de ter escutado os nossos amigos que falaram antes de mim, é que eu não sou utopista. E a pior notícia ainda é que que considero a utopia, ou o conceito de utopia, não só inútil como também tão negativo como a idéia de que, quando morrermos, todos, vamos ao paraíso. (...) Há uma condição que é indissociável do pensamento utópico, o modo do ser humano de olhar a vida, e não só no sentido material, mas na dimensão espiritual, na dimensão ética, na dimensão plural, que é a reinvenção do desafio. (...) Para as 5 milhões de pessoas que vivem na miséria, a palavra utopia não significa rigorosamente nada. E também não significará muito depois de que tenham suas necessidades essenciais satisfeitas, que passem também a usar ou a divulgar ou a utilizar um discurso mais ou menos emotivo da palavra utopia, como se isso viesse a acrescentar algo àquilo que foi conquistado com trabalho, com luta. (...) Quixote não era utopista, mas um pragmático no melhor sentido da palavra. (Vivia um mundo do qual ele estava farto, enloqueceu e inventou uma paixão, depois voltou a ser Alonso Quija, e volta ao início da alma humana, com a qual temos que viver e aceitar). Quem nos garante que estaremos ainda cansados do que hoje estamos cansados no futuro? (...)
"As palavras são umas desgraçadas e podemos fazer delas tudo aquilo que queremos. Por isso, um político português que esteve aqui há poucos dias disse que política é a arte do possível. Pois eu disse há alguns anos que política é a arte de não se dizer a verdade. Sabemos que os políticos, em grande parte, mesmo quando não fazem um discurso para esconder, para não dizer a verdade, fazem um discurso que comumente falseia, deturpa, condiciona e manipula. (...) Quando eu vos digo que não sou um utopista e que até admiti, com toda franqueza, que me desagrada o discurso sobre a utopia, é porque o discurso sobre a utopia é o discurso do não-existente. Toda gente sabe que a utopia é um lugar que está em um lugar qualquer e que, portanto, não se sabe, não se conhece o destino, também não se sabe o caminho para lá chegar. (...) O grande equívoco que temos é imaginar que aquilo que nós precisamos hoje, mas que não podemos ter por faltar-nos meios de todo tipo, devemos colocar para ter em um futuro. Isso se esquece de um pormenor muito simples, vamos imaginar que aquilo que nós desejare-mos ou desejaríamos ou desejamos ou estamos desejando agora mesmo, seja talvez realizável no ano 2043. Vamos imaginar isso. Não, não, de 2043 estamos muito perto, vamos imaginar que precisamos de mais 100 ou 150 anos para que nosso desejo seja possível de realização. Quem é que nos garante que as pessoas que então estejam no mundo, os vivos de então, descendentes nossos, daqui a 150 anos, porque nenhum de nós estará vivo para ver, quem é que nos garante que eles estarão interessados naquilo a que nós agora estamos interessados? Quem é que nos garante isso? (...)
"Em vez de discutir a utopia, se há uma coisa que a esquerda está mais necessitada é de uma revisão rigorosa e criteriosa dos conceitos. Pois, como eu disse antes, as palavras são umas desgraçadas, não podem resistir. A palavra é uma coisa que está ali para ser utilizada quando nos parece. E o pior de tudo é que se pode usar a mesma palavra para dizer coisas não só diferentes, como muitas vezes frontalmente contrárias. Por isso é que eu digo que nós, a esquerda, deveríamos nos dedicar a rever o conceito de esquerda. Que é esquerda hoje? Donde está? Está aqui? Claro que sim, claro que sim que está aqui. Mas, na esfera política, muita gente fala da esquerda, como, para voltar a uma frase muita conhecida, invocar o santo nome de Deus em vão. (...) Eu tinha dito que iria propor tirar a palavra utopia do dicionário. Mas, enfim, não vou a tanto, deixe ela lá estar. Deixe ela estar, até porque ela está quieta. O que eu queria dizer, amigos, é que há uma outra questão que tem de ser urgentemente revista. Tudo se discute neste mundo, menos uma única coisa que não se discute. Não se discute a democracia. A democracia está aí, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas de quem está aí como uma referência. Uma referência é a democracia. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia seqüestrada, condicionada, amputada. Porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera pública, a tirar um governo de que não gosta e a pôr outro de que talvez venha a se gostar. Nada mais. Mas as grandes decisões são tomadas em uma outra grande esfera e todos sabemos qual é. As grandes organizações financeiras internacionais, os FMIs, a Organização Mundial do Comércio, os bancos mundiais, tudo isso. Nenhum desses organismos é democrático. E, portanto, como é que podemos falar em democracia se aqueles que efetivamente governam o mundo não são eleitos democraticamente pelo povo? Quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações? Os povos? Não. Donde está então a democracia?"
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Ontem foi uma das noites mais importantes do ano para mim - inesquecível. Além do aniversário de 5 meses de apaixonamento referido mais abaixo, eu e a minha parceira colorada, sócios do Inter, presenciamos o melhor jogo do nosso time em 2008 - o melhor jogo que eu vi pessoalmente do time que eu comecei a acompanhar em 1986, jogo a jogo, pelo radinho - também por eu ter começado a ir ao Beira-Rio, depois dessa minha relação histórico com o Internacional (que teve um hiato de mais de 10 anos), 2008 é, de fato, o ano. O estádio ontem estava lotado, e o Colorado venceu por 2x0 o São Paulo, equipe rival por tê-la enfrentado na decisão da Copa Libertadores da América em 2006 - e porque o São Paulo "se atravessa" em quase todas as tentativas de contração do Inter. O time paulista vinha de três vitórias consecutivas, e o nosso time gaúcho alcançou, com o três pontos em cima dele, a sexta posição no Campeonato Brasileiro, um ponto atrás do quinto colocado que é o próprio São Paulo. (Subir assim, aos poucos, é até mais emocionante do que algo como liderar de ponta-a-ponta, mas tem que subir até o topo!)
Se o Inter vencer o Ipatinga fora e o Santos em casa, e provavelmente vai, porque os dois são os últimos colocados na tabela, somará 28 pontos, superando o Flamengo de hoje, líder do Brasileirão. [Atualização: o Grêmio venceu o Figueirense por 7x1 e é o novo líder. Pena que o Brasileirão não tem final, senão iria dar Gre-Nal.] Isso não significa, a rigor, nada, mas é uma pespectiva interessante, ressaltada pelo gremista fanático lendário Paulo Sant'Ana, hoje de manhã, na Rádio Gaúcha. E ele disse mais: "Quando o Inter estava na zona de rebaixamento, os ouvintes do Sala de Redação tiveram o privilégio de saber de antemão quem seria o campeão brasileiro de 2008. E eu disse que o campeão seria o Sporto Club Internacional. Meu coração quer que o Grêmio seja o campeão, mas minha cabeça decidiu que o campeão será o Inter." Histórico.
Assim como histórico foi o jogo de ontem, voltando a ele. Dois jogadores estavam endiabrados: Andrezinho, ex-Flamengo, que pode ter crescido porque o jogo era contra um time do tamanho do time do Nando Reis; e Pablo Guiñazu. O argentino ressucitou com toda força e mostrou-se um míssil teleguiado com infravermelho aos meus olhos, quando a bola estava nos outros pés, os de meias pretas. Mas a grande emoção da noite, o grande fato isolado e isolável, foi o seguinte:

Guiñazu, sobre pedido da torcida: 'Foi a maior emoção da minha vida'
No jogo contra o São Paulo, 40 mil colorados, em uníssono, pediram para o argentino não deixar o clube colorado
Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM
Guiñazu diz que manifestação dos torcedores colorados terá peso em sua decisão A torcida colorada reduziu as chances de o argentino Guiñazu deixar o Inter. Com a iminência da chegada de uma proposta de US$ 4,5 milhões pelo jogador, vinda do Al-Jazira, dos Emirados Árabes, 40 mil colorados uniram-se em uma só voz para fazer um pedido: 'Fica, Guiñazu', gritou o Beira-Rio quando o jogo contra o São Paulo se aproximava do fim. Um dia depois, o jogador disse que a manifestação dos torcedores terá peso em sua decisão. E garantiu que aquele foi o momento mais emocionante de sua vida.
- A emoção foi muito grande, a maior da minha vida. Fico sem palavras. Estou muito agradecido - diz o meia, em entrevista para a Rádio Gaúcha.
Minutos antes de a bola rolar no Beira-Rio para o jogo contra o São Paulo, o pai do argentino, Juan Guiñazu, disse à reportagem do GLOBOESPORTE.COM que são grandes as chances de seu filho seguir no Beira-Rio.
- Sabemos que a torcida o ama, e ele também ama a torcida. Eu diria que, no momento, as chances de ele ficar são de 90%.
O presidente Vitório Piffero disse que só negocia Guiñazu se receber uma proposta irrecusável, que ainda não chegou.
- E espero que nunca chegue - resume Piffero.
***
Eu me emocionei ao gritar, junto com os outros 39.999 torcedores, "Fica, Guiñazu!", mas agora que sei que ele disse ter sido a maior emoção da vida dele, eu fico mais emocionado ainda - minha emoção recebe o reboco grosso e o reboco fino, alisado por aquela pazinha triangular.
Outra coisa emocionante do Inter atual é isto, que o mesmo Alexandre escreveu no site do Globo Esporte:
Dossiê Fernando Carvalho
A presença de Fernando Carvalho, o eterno presidente campeão do mundo, muda o ambiente no Beira-Rio. A remobilização do elenco, a escolha de Tite como técnico, a contratação de D'Alessandro, a inclusão de Taison entre os titulares, tudo passa pelo crivo do dirigente. Nesta quinta-feira, ele circulou pelo estádio com um calhamaço de papéis a tiracolo. Eram umas 20 páginas, talvez mais. Sorridente, com cara de quem vai aprontar em breve, o dirigente explicou o que era aquilo.
- Aqui está a relação de todos os jogadores do país com contrato encerrando - diz ele.
É daquelas páginas que sairão as novas contratações do Inter, após o habitual estudo de Fernando Carvalho, apontado pelos próprios jogadores como um especialista em contratações.
***
Emoções novas e intensas na minha vida. Torcer para futebol é irracional? Sim, cheguei a essa conclusão, por isso o hiato. Mas depois de toda antítese vem uma síntese. Como é bom ser irracional às vezes, para quem é tão "pensante" e "alternativo". E o amor é racional? Parte não, mas parte...
Se o Inter vencer o Ipatinga fora e o Santos em casa, e provavelmente vai, porque os dois são os últimos colocados na tabela, somará 28 pontos, superando o Flamengo de hoje, líder do Brasileirão. [Atualização: o Grêmio venceu o Figueirense por 7x1 e é o novo líder. Pena que o Brasileirão não tem final, senão iria dar Gre-Nal.] Isso não significa, a rigor, nada, mas é uma pespectiva interessante, ressaltada pelo gremista fanático lendário Paulo Sant'Ana, hoje de manhã, na Rádio Gaúcha. E ele disse mais: "Quando o Inter estava na zona de rebaixamento, os ouvintes do Sala de Redação tiveram o privilégio de saber de antemão quem seria o campeão brasileiro de 2008. E eu disse que o campeão seria o Sporto Club Internacional. Meu coração quer que o Grêmio seja o campeão, mas minha cabeça decidiu que o campeão será o Inter." Histórico.
Assim como histórico foi o jogo de ontem, voltando a ele. Dois jogadores estavam endiabrados: Andrezinho, ex-Flamengo, que pode ter crescido porque o jogo era contra um time do tamanho do time do Nando Reis; e Pablo Guiñazu. O argentino ressucitou com toda força e mostrou-se um míssil teleguiado com infravermelho aos meus olhos, quando a bola estava nos outros pés, os de meias pretas. Mas a grande emoção da noite, o grande fato isolado e isolável, foi o seguinte:
Guiñazu, sobre pedido da torcida: 'Foi a maior emoção da minha vida'
No jogo contra o São Paulo, 40 mil colorados, em uníssono, pediram para o argentino não deixar o clube colorado
Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM
Guiñazu diz que manifestação dos torcedores colorados terá peso em sua decisão A torcida colorada reduziu as chances de o argentino Guiñazu deixar o Inter. Com a iminência da chegada de uma proposta de US$ 4,5 milhões pelo jogador, vinda do Al-Jazira, dos Emirados Árabes, 40 mil colorados uniram-se em uma só voz para fazer um pedido: 'Fica, Guiñazu', gritou o Beira-Rio quando o jogo contra o São Paulo se aproximava do fim. Um dia depois, o jogador disse que a manifestação dos torcedores terá peso em sua decisão. E garantiu que aquele foi o momento mais emocionante de sua vida.
- A emoção foi muito grande, a maior da minha vida. Fico sem palavras. Estou muito agradecido - diz o meia, em entrevista para a Rádio Gaúcha.
Minutos antes de a bola rolar no Beira-Rio para o jogo contra o São Paulo, o pai do argentino, Juan Guiñazu, disse à reportagem do GLOBOESPORTE.COM que são grandes as chances de seu filho seguir no Beira-Rio.
- Sabemos que a torcida o ama, e ele também ama a torcida. Eu diria que, no momento, as chances de ele ficar são de 90%.
O presidente Vitório Piffero disse que só negocia Guiñazu se receber uma proposta irrecusável, que ainda não chegou.
- E espero que nunca chegue - resume Piffero.
***
Eu me emocionei ao gritar, junto com os outros 39.999 torcedores, "Fica, Guiñazu!", mas agora que sei que ele disse ter sido a maior emoção da vida dele, eu fico mais emocionado ainda - minha emoção recebe o reboco grosso e o reboco fino, alisado por aquela pazinha triangular.
Outra coisa emocionante do Inter atual é isto, que o mesmo Alexandre escreveu no site do Globo Esporte:
Dossiê Fernando Carvalho
A presença de Fernando Carvalho, o eterno presidente campeão do mundo, muda o ambiente no Beira-Rio. A remobilização do elenco, a escolha de Tite como técnico, a contratação de D'Alessandro, a inclusão de Taison entre os titulares, tudo passa pelo crivo do dirigente. Nesta quinta-feira, ele circulou pelo estádio com um calhamaço de papéis a tiracolo. Eram umas 20 páginas, talvez mais. Sorridente, com cara de quem vai aprontar em breve, o dirigente explicou o que era aquilo.
- Aqui está a relação de todos os jogadores do país com contrato encerrando - diz ele.
É daquelas páginas que sairão as novas contratações do Inter, após o habitual estudo de Fernando Carvalho, apontado pelos próprios jogadores como um especialista em contratações.
***
Emoções novas e intensas na minha vida. Torcer para futebol é irracional? Sim, cheguei a essa conclusão, por isso o hiato. Mas depois de toda antítese vem uma síntese. Como é bom ser irracional às vezes, para quem é tão "pensante" e "alternativo". E o amor é racional? Parte não, mas parte...
"Separados no nascimento."
SERÁ QUE JÁ FOI MAIS FÁCIL?
Por Dulce Magalhães
É muito comum ouvir que no passado a vida era mais fácil, mais tranqüila, mais próspera, era mais simples de se conseguir as coisas. Será mesmo? As frases costumam começar assim: 'No meu tempo...' e por aí vão desfiando uma infinidade de qualidades sobre o passado. Alguns balançam a cabeça desconsolados e comentam: 'Os jovens de hoje não têm jeito', ou então, 'bom mesmo foi a minha infância, em que as crianças costumavam subir em árvores'. É um fato da vida que as mudanças trazem, bem... mudanças. Não se pode esperar que algo fique igual 'para sempre'. Pode até haver perdas nisso, afinal tudo tem vantagens e desvantagens. A questão é que não dá para entrar em conflito com a realidade – ao contrário, precisamos nos aliar a ela para poder modelá-la.
A questão essencial aqui é que o passado muitas vezes parece não ter defeitos ou dificuldades quando comparado com o presente. Será um simples caso de perda de memória ou algum outro mecanismo nos impede de perceber a vida de uma forma mais ampla? Na medida em que é superada, qualquer dificuldade do passado parece menor do que aquelas do presente. Isso é natural. De fato, quanto mais avançamos na vida, mais encontramos elementos desafiadores. E superar um a um faz parte da caminhada. Não podemos julgar o passado com o nível de consciência que temos hoje. Afinal, a pessoa que fomos no passado vivia outra realidade, outras possibilidades e vivia num outro nível de consciência. Nem deveríamos tratar o passado como 'nosso', pois é um mecanismo da mente que faz com que percebamos a vida como uma história linear. Mas a vida é a múltipla soma dos instantes e, por isso, deveríamos ver cada instante como único e impossível de ser comparado com qualquer outro.
Ao falarmos de nosso passado, em vez de dizer 'eu fiz tal coisa', seria mais correto dizer 'aquela pessoa fez tal coisa', 'aquela mulher...', 'aquele homem...', 'aquela criança...'. Seria uma forma saudável de perceber a passagem do tempo, compreendendo que somos diferentes a cada instante. Como a história é fruto do instante e da capacidade que temos para lidar com ele, é preciso desenvolver a capacidade de se tornar observador de si mesmo, sem se identificar com a história. Assim, não haverá mágoas, arrependimentos ou insatisfações - tanto em relação ao passado quanto em relação ao agora.
Precisamos deixar de ser quem 'fomos' para nos tornarmos, verdadeiramente, quem 'somos'. O passado não é melhor nem pior do que o agora, é apenas diferente, outra coisa, outra história e não pode servir de medida para julgar o momento. No máximo, poderá servir de referência para balizar as oportunidades e vocações. Contudo, nem mesmo os erros do passado poderão servir de medida para os desafios do presente. Se usássemos isso como medida de nossas decisões, ao cair de bicicleta uma vez deixaríamos de tentar aprender a andar de bicicleta. Precisamos cometer alguns erros para chegarmos aos acertos.
O que fundamenta a experiência não é a história, mas a consciência que ganhamos sobre nós mesmos e sobre nossas escolhas. Isso faz com que ativemos a coragem, acionemos a audácia, empreendamos com ousadia e criemos o novo, que precisa ser diferente do antigo. Só assim, o passado pode nos mostrar o quão novo é o presente – ou não. Nada se repete. Os erros podem ser parecidos, mas não são os mesmos. São outros erros, baseados na mesma estratégia, pensamento e valores. Nossas células são outras, nossas histórias são outras, os momentos também são diferentes e as pessoas não se congelam num mesmo rótulo – por mais que a gente insista em mantê-las na restrita área do nosso julgamento.
A vida pode ser uma aventura perene se formos capazes de nos transformar em uma nova pessoa e nos libertar do casco criado pelo passado. O agora é o espaço da reinvenção. Então, recrie a si mesmo, componha sua versão para este tempo, este instante. Que seja sempre a melhor de todas. (Fonte: Revista Amanhã, nº 243, Ano 22, junho de 2008.)
PS (nota minha): Até porque o presente também ele vai virar um passado saudoso para quem tem esse tipo de pensamento.
Por Dulce Magalhães
É muito comum ouvir que no passado a vida era mais fácil, mais tranqüila, mais próspera, era mais simples de se conseguir as coisas. Será mesmo? As frases costumam começar assim: 'No meu tempo...' e por aí vão desfiando uma infinidade de qualidades sobre o passado. Alguns balançam a cabeça desconsolados e comentam: 'Os jovens de hoje não têm jeito', ou então, 'bom mesmo foi a minha infância, em que as crianças costumavam subir em árvores'. É um fato da vida que as mudanças trazem, bem... mudanças. Não se pode esperar que algo fique igual 'para sempre'. Pode até haver perdas nisso, afinal tudo tem vantagens e desvantagens. A questão é que não dá para entrar em conflito com a realidade – ao contrário, precisamos nos aliar a ela para poder modelá-la.
A questão essencial aqui é que o passado muitas vezes parece não ter defeitos ou dificuldades quando comparado com o presente. Será um simples caso de perda de memória ou algum outro mecanismo nos impede de perceber a vida de uma forma mais ampla? Na medida em que é superada, qualquer dificuldade do passado parece menor do que aquelas do presente. Isso é natural. De fato, quanto mais avançamos na vida, mais encontramos elementos desafiadores. E superar um a um faz parte da caminhada. Não podemos julgar o passado com o nível de consciência que temos hoje. Afinal, a pessoa que fomos no passado vivia outra realidade, outras possibilidades e vivia num outro nível de consciência. Nem deveríamos tratar o passado como 'nosso', pois é um mecanismo da mente que faz com que percebamos a vida como uma história linear. Mas a vida é a múltipla soma dos instantes e, por isso, deveríamos ver cada instante como único e impossível de ser comparado com qualquer outro.
Ao falarmos de nosso passado, em vez de dizer 'eu fiz tal coisa', seria mais correto dizer 'aquela pessoa fez tal coisa', 'aquela mulher...', 'aquele homem...', 'aquela criança...'. Seria uma forma saudável de perceber a passagem do tempo, compreendendo que somos diferentes a cada instante. Como a história é fruto do instante e da capacidade que temos para lidar com ele, é preciso desenvolver a capacidade de se tornar observador de si mesmo, sem se identificar com a história. Assim, não haverá mágoas, arrependimentos ou insatisfações - tanto em relação ao passado quanto em relação ao agora.
Precisamos deixar de ser quem 'fomos' para nos tornarmos, verdadeiramente, quem 'somos'. O passado não é melhor nem pior do que o agora, é apenas diferente, outra coisa, outra história e não pode servir de medida para julgar o momento. No máximo, poderá servir de referência para balizar as oportunidades e vocações. Contudo, nem mesmo os erros do passado poderão servir de medida para os desafios do presente. Se usássemos isso como medida de nossas decisões, ao cair de bicicleta uma vez deixaríamos de tentar aprender a andar de bicicleta. Precisamos cometer alguns erros para chegarmos aos acertos.
O que fundamenta a experiência não é a história, mas a consciência que ganhamos sobre nós mesmos e sobre nossas escolhas. Isso faz com que ativemos a coragem, acionemos a audácia, empreendamos com ousadia e criemos o novo, que precisa ser diferente do antigo. Só assim, o passado pode nos mostrar o quão novo é o presente – ou não. Nada se repete. Os erros podem ser parecidos, mas não são os mesmos. São outros erros, baseados na mesma estratégia, pensamento e valores. Nossas células são outras, nossas histórias são outras, os momentos também são diferentes e as pessoas não se congelam num mesmo rótulo – por mais que a gente insista em mantê-las na restrita área do nosso julgamento.
A vida pode ser uma aventura perene se formos capazes de nos transformar em uma nova pessoa e nos libertar do casco criado pelo passado. O agora é o espaço da reinvenção. Então, recrie a si mesmo, componha sua versão para este tempo, este instante. Que seja sempre a melhor de todas. (Fonte: Revista Amanhã, nº 243, Ano 22, junho de 2008.)
PS (nota minha): Até porque o presente também ele vai virar um passado saudoso para quem tem esse tipo de pensamento.
Desculpa, Yury, por publicar mais trechos, mas é que são muito bons.
Yury Hermuche diz:
acredito tanto na minha banda que não consigo me dedicar a outra coisa sem pensar que estou perdendo um tempo imenso
(...)
Yury Hermuche diz:
ah, e não esquece de jogar alguns numeros esquisitos na megasena antes de sábado
Yury Hermuche diz:
please, pelo futuro da música feita no brasil
Yury Hermuche diz:
acredito tanto na minha banda que não consigo me dedicar a outra coisa sem pensar que estou perdendo um tempo imenso
(...)
Yury Hermuche diz:
ah, e não esquece de jogar alguns numeros esquisitos na megasena antes de sábado
Yury Hermuche diz:
please, pelo futuro da música feita no brasil
terça-feira, 22 de julho de 2008
José Saramago disse que Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos e que dá vontade de bater nele. Disso isso ao entregar-lhe o Prémio José Saramago 2005. Alguns trechos do escritor português que pesquisei agora:
"O senhor Juarroz pensou num Deus que, em vez de nunca aparecer, aparecesse, pelo contrário, todos os dias, a toda a hora, a tocar à campainha."
O Senhor Calvino é uma personagem que gosta de dar longos passeios e coloca constantemente desafios existenciais a si próprio, tais como transportar pelo bairro uma barra metálica paralela ao solo, ou levar 10 kg de terra de um local para outro, utilizando uma colher de chá – para treinar a paciência.
"Do alto de mais de trinta andares, alguém atira da janela abaixo os sapatos de Calvino e a sua gravata (quem?). Calvino não tem tempo para pensar, está atrasado, atira-se também da janela, como que em perseguição. Ainda no ar alcança os sapatos. Primeiro, o direito: calça-o; depois, o esquerdo. No ar enquanto cai, tenta encontrar a melhor posição para apertar os atacadores. Com o sapato esquerdo falha uma vez, mas volta a repetir, e consegue. Olha para baixo, já se vê o chão. Antes, porém, a gravata; Calvino está de cabeça para baixo e com um puxão brusco a sua mão direita apanha-a no ar e, depois, com os seus dedos apressados, mas certeiros, dá as voltas necessários para o nó: a gravata está posta. Os sapatos, olha de novo para eles: os atacadores bem apertados; dá o último jeito no nó da gravata, bem a tempo, é o momento: chega ao chão, impecável."
"O senhor Juarroz pensou num Deus que, em vez de nunca aparecer, aparecesse, pelo contrário, todos os dias, a toda a hora, a tocar à campainha."
O Senhor Calvino é uma personagem que gosta de dar longos passeios e coloca constantemente desafios existenciais a si próprio, tais como transportar pelo bairro uma barra metálica paralela ao solo, ou levar 10 kg de terra de um local para outro, utilizando uma colher de chá – para treinar a paciência.
"Do alto de mais de trinta andares, alguém atira da janela abaixo os sapatos de Calvino e a sua gravata (quem?). Calvino não tem tempo para pensar, está atrasado, atira-se também da janela, como que em perseguição. Ainda no ar alcança os sapatos. Primeiro, o direito: calça-o; depois, o esquerdo. No ar enquanto cai, tenta encontrar a melhor posição para apertar os atacadores. Com o sapato esquerdo falha uma vez, mas volta a repetir, e consegue. Olha para baixo, já se vê o chão. Antes, porém, a gravata; Calvino está de cabeça para baixo e com um puxão brusco a sua mão direita apanha-a no ar e, depois, com os seus dedos apressados, mas certeiros, dá as voltas necessários para o nó: a gravata está posta. Os sapatos, olha de novo para eles: os atacadores bem apertados; dá o último jeito no nó da gravata, bem a tempo, é o momento: chega ao chão, impecável."
... e a esposa do Lou Reed, a artista perfomrática/multimídia Laurie Anderson, dia 2 de setembro, no 15º Porto Alegre Em Cena.
Resenha/entrevista informal sobre o meu conto baseado em 'NYC ghosts & flowers', do Sonic Youth. (Enquanto o seu Mojo não o coloca nem na lista dos próximos textos a serem analisados para publicação.)
Douglas Dickel ah, quero saber das tuas impressões sobre o conto
Maya Redin então. eu achei absurdamente bem escrito. me lembrou algo de "eternal sunshine of a spotless mind", mas tem uma mistura com um realismo fantástico, quase um cortázar, que vomitava coelhinhos, saca?
MR me passa muito que isso possa vir a ser um filme, é muito imagética a narrativa, por mais que seja absurda
DD não sei do vômito, mas "eternal" é um dos meus filmes número 1, gosto do cortázar e freqüentemente se fala que a minha música e o meu texto são imagéticos
MR eu não sei, nao sou uma crítica, mas li com bastante "debruçamento" se é que existe essa palavra
DD pensei que talvez eu possa tentar fazer um conto para cada disco do sonic youth e reunir isso num livro
DD tentei, depois daquele ali, escrever um a partir do zero e não consegui
DD o impulso da base foi imprescindível
MR o massa do cortázar é o humor frio que ele tem, e a narrativa da realidade que possui elementos fantásticos, mas que não é sobrenatural. algo como a realidade como fantasia. e teu conto me passou um pouco isso. uma loucura mundana, real. me fala sobre como a música te levou a esse conto?
DD a primeira música foi essencial
DD os sons e a letra me deram a idéia da piscina
DD eu queria retratar os ghosts passing time
DD e depois burn to shine
DD aí eu segui mais ou menos sozinho, só recorrendo ao disco em impasses
DD colocando uma ou outra referência aqui e ali
DD a data do evento é a data de lançamento do disco
DD obrigado por ter se debruçado
MR muito massa, isso. me lembra muito a idéia de "detour", algo como "desvio", que uns artistas da década de 50 60 tinham, sobre o desvio de elementos artísticos já existentes, para a criação de novos. é a idéia da colagem, p.ex., e do uso escancarado das referências para outros sentidos. me passou isso pela cabeça, pensando na tua "técnica".
Douglas Dickel ah, quero saber das tuas impressões sobre o conto
Maya Redin então. eu achei absurdamente bem escrito. me lembrou algo de "eternal sunshine of a spotless mind", mas tem uma mistura com um realismo fantástico, quase um cortázar, que vomitava coelhinhos, saca?
MR me passa muito que isso possa vir a ser um filme, é muito imagética a narrativa, por mais que seja absurda
DD não sei do vômito, mas "eternal" é um dos meus filmes número 1, gosto do cortázar e freqüentemente se fala que a minha música e o meu texto são imagéticos
MR eu não sei, nao sou uma crítica, mas li com bastante "debruçamento" se é que existe essa palavra
DD pensei que talvez eu possa tentar fazer um conto para cada disco do sonic youth e reunir isso num livro
DD tentei, depois daquele ali, escrever um a partir do zero e não consegui
DD o impulso da base foi imprescindível
MR o massa do cortázar é o humor frio que ele tem, e a narrativa da realidade que possui elementos fantásticos, mas que não é sobrenatural. algo como a realidade como fantasia. e teu conto me passou um pouco isso. uma loucura mundana, real. me fala sobre como a música te levou a esse conto?
DD a primeira música foi essencial
DD os sons e a letra me deram a idéia da piscina
DD eu queria retratar os ghosts passing time
DD e depois burn to shine
DD aí eu segui mais ou menos sozinho, só recorrendo ao disco em impasses
DD colocando uma ou outra referência aqui e ali
DD a data do evento é a data de lançamento do disco
DD obrigado por ter se debruçado
MR muito massa, isso. me lembra muito a idéia de "detour", algo como "desvio", que uns artistas da década de 50 60 tinham, sobre o desvio de elementos artísticos já existentes, para a criação de novos. é a idéia da colagem, p.ex., e do uso escancarado das referências para outros sentidos. me passou isso pela cabeça, pensando na tua "técnica".
Segundo o Camilo Rocha, não vem o Kraftwerk, e sim o ex-integrante Karl Bartos com seu projeto solo AudioVision. Vêm seu engenheiro e diretor técnico Mathias Black e seu diretor de arte Karsten Binar, além de um estúdio móvel de TV. Karl: "Nossos shows são experiências multi-sensoriais. Mas, se você fechar os olhos, poderá ver seu próprio filme. Enquanto gravações invariavelmente definem uma 'ida', há uma comunicação natural, dos dois lados, criando uma interação público-show."
Sensacional esta resenha da Pitchfork (eu soube que, de manhã, a nota estava 0.0 e o texto dizia apenas "Everybody makes mistakes").
Estou sujo. Roído de piolhos. Os porcos, quando olham para mim, vomitam.

Se o Brasil tivesse uma banda como os Mão Morta, de Portugal... (nem sei o que dizer).
"Reza a lenda que Joaquim Pinto se encontrou com Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana na cidade de Berlim, em outubro de 1984. 'Tens cara de baixista', terá dito Crosby a Joaquim Pinto. No mês seguinte, Joaquim Pinto comprou um baixo e fundou, em conjunto com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta." (Vítor Junqueira)
Depois de dez discos lançados em 24 anos de carreira, eles vêm com um disco que é resultado de um espectáculo que mistura música, teatro, declamação e vídeo - e essa música, ouvida em separado, é a mesma música genial encontrada em qualquer dos discos dessa banda da cidade de Braga. 'Maldoror' é um dos melhores discos de 2008 até agora na minha opinião.
"A partir de 'Os cantos de Maldoror', a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação. Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação. Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação. Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem trégua... Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!" (Mão Morta)

Se o Brasil tivesse uma banda como os Mão Morta, de Portugal... (nem sei o que dizer).
"Reza a lenda que Joaquim Pinto se encontrou com Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana na cidade de Berlim, em outubro de 1984. 'Tens cara de baixista', terá dito Crosby a Joaquim Pinto. No mês seguinte, Joaquim Pinto comprou um baixo e fundou, em conjunto com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta." (Vítor Junqueira)
Depois de dez discos lançados em 24 anos de carreira, eles vêm com um disco que é resultado de um espectáculo que mistura música, teatro, declamação e vídeo - e essa música, ouvida em separado, é a mesma música genial encontrada em qualquer dos discos dessa banda da cidade de Braga. 'Maldoror' é um dos melhores discos de 2008 até agora na minha opinião.
"A partir de 'Os cantos de Maldoror', a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação. Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação. Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação. Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem trégua... Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!" (Mão Morta)
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Eis um cover de 'Nude', do Radiohead ('In rainbows'), em que a música é tocada apenas por HDs (!!!). A indicação é cortesia do amigo Eduardo Bichinho.
domingo, 20 de julho de 2008
Tem show do Conor Oberst no Santander às 19h hoje e eu só fiquei sabendo agora, em duas matérias de dois dias consecutivos no Correio do Povo, ambas dizendo que os ingressos já estavam esgotados desde quarta-feira. Vou me oferecer para assessor de imprensa do Santander, porque pelo jeito eles não têm um.
sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Ronaldinho Gaúcho foi para o Milan jogar com o Alexandre Pato. Meu Deus. Esses dois jogadores são as maiores revelações do Internacional e do Grêmio desde Taffarel e Renato. E Lúcio e Márcio Santos. Talvez dê para dizer desde Falcão.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Da Ilustrada: "O cineasta norte-americano David Lynch, 62, virá ao Brasil para lançar livro, realizar palestras e conversar com fãs. O livro 'Águas profundas: criatividade e meditação' será lançado em São Paulo, no próximo dia 7 de agosto. Lynch, antes de autografar a publicação, receberá o público no teatro Eva Herz, na livraria Cultura, no Conjunto Nacional, na av. Paulista. O evento terá início às 15h. Em seu novo livro, ele fala das influências da prática da meditação transcendental aplicada a sua vida e obra. O diretor conheceu essa prática na década de 70, ao se aproximar do movimento espiritual criado pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. A primeira onda de popularidade desse movimento nos anos 60 ocorreu graças à divulgação de simpatizantes célebres como os Beatles, Mia Farrow e Donovan. O cineasta chega a São Paulo acompanhado do músico inglês Donovan Philips Leitch e passará também por Belo Horizonte e Rio, onde dará palestras. É a primeira vez que o criador de 'Twin Peaks' [é outro filme na reportagem - intervenção do editor...] vem ao Brasil."
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Ai, meu Deus... Dia 8 de novembro. São Paulo. Animal Collective e Spoon no festival Planeta Terra. Também: Mallu Magalhães, The Jesus And Mary Chain, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Racounters, Foals. Vôo agora ali no site da Gol.
"Os Novos Homens são muitas vezes um pouco frágeis e, além disso, Vincent trabalha como diretor de arte, e isso é muito Novo Homem. Ele me disso isso um dia quando nós dois saímos do prédio ao mesmo tempo. Ele é diretor de arte de uma revista chamada Punt. Essa é uma coincidência estranha, porque eu sou supervisora de seção numa gráfica, e nós às vezes imprimimos revistas. Não imprimimos Punt, mas imprimimos uma revista com um nome parecido, Positive. Na verdade, ela é mais uma espécie de jornal; é para quem é soropositivo." (JULY, Miranda. É claro que você sabe do que estou falando.)
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Oito de setembro: disco novo dos New Kids On The Block, aêê!!!!
Goethe confirmou: "Carsten Nicolai (Alva Noto) estará em Porto Alegre, com show em nosso auditório no dia 19/10/2008 e workshop no dia 18/10/2008." E workshop!
Outubro porto-alegrense, então:
09 - Nine Inch Nails
12 - Kraftwerk
17 - KT Tunstall
19 - Alva Noto
Quatro shows internacionais que (valem a pena) me interessam em onze dias!!
Outubro porto-alegrense, então:
09 - Nine Inch Nails
12 - Kraftwerk
17 - KT Tunstall
19 - Alva Noto
Quatro shows internacionais que (valem a pena) me interessam em onze dias!!
domingo, 13 de julho de 2008
50 melhores músicas dos anos 60
01. The Beach Boys - God only knows (1966)
02. The Velvet Underground - Heroin (1967)
03. Bob Dylan - It's all right ma (I'm only bleeding) (1965)
04. Leonard Cohen - Avalanche (1968)
05. Pink Floyd - Astronomy domine (1967)
06. Louis Armstrong - What a wonderful world (1967)
07. The Zombies - Care of cell 44 (1968)
08. Bob Dylan - Like a rolling stone (1965)
09. Leonard Cohen - Suzanne (1968)
10. The Beatles - She's leaving home (1967)
11. Bob Dylan - Subterranean homesick blues (1965)
12. Syd Barrett - Dark globe (1969)
13. The Zombies - Brief candles (1968)
14. The Beatles - Something (1969)
15. Bob Dylan - Rainy day women #12 & 35 (1966)
16. The Beach Boys - Wouldn't it be nice (1966)
17. Neil Young - Cinnamon girl (1969)
18. Pink Floyd - Set the controls for the heart of the sun (1968)
19. Silver Apples - Oscillations (1968)
20. Krzysztof Komeda & Mia Farrow - Rosemary's baby main title (1968)
21. Procol Harum - A whiter shade of pale (1967)
22. The Stooges - I wanna be your dog (1969)
23. The Rolling Stones - Paint it black (1966)
24. Pink Floyd - See Emily play (1967)
25. Led Zeppelin - Dazed and confused (1969)
26. The Ronettes - Be my baby (1963)
27. The Beach Boys - You still believe in me (1966)
28. The Beatles - Strawberry Fields forever (1967)
29. Johnny Cash - Ring of fire (1963)
30. David Bowie - Space oddity (1969)
31. The Beatles - I'm so tired (1968)
32. Pink Floyd - Arnold Layne (1967)
33. Led Zeppelin - Whole lotta love (1969)
34. The Mamas and the Papas - California dreamin' (1965)
35. The Rolling Stones - Sympathy for the Devil (1968)
36. The Beatles - A day in the life (1967)
37. The Who - My Generation (1965)
38. The Beatles - Penny Lane (1967)
39. The Beatles - Because (1969)
40. Roy Orbison - Oh, Pretty Woman (1964)
41. Marvin Gaye - I heard it through the grapevine (1968)
42. The Zombies - Time of the season (1968)
43. Neil Young - Everybody knows this is nowhere (1969)
44. The Beach Boys - Good vibrations (1966)
45. Pink Floyd - The gnome (1967)
46. Neil Young - Down by the river (1969)
47. White Noise - Love without sound (1969)
48. The Beatles - Helter skelter (1968)
49. Os Mutantes - O relógio (1968)
50. Johnny Cash - Cocaine blues (1968)
01. The Beach Boys - God only knows (1966)
02. The Velvet Underground - Heroin (1967)
03. Bob Dylan - It's all right ma (I'm only bleeding) (1965)
04. Leonard Cohen - Avalanche (1968)
05. Pink Floyd - Astronomy domine (1967)
06. Louis Armstrong - What a wonderful world (1967)
07. The Zombies - Care of cell 44 (1968)
08. Bob Dylan - Like a rolling stone (1965)
09. Leonard Cohen - Suzanne (1968)
10. The Beatles - She's leaving home (1967)
11. Bob Dylan - Subterranean homesick blues (1965)
12. Syd Barrett - Dark globe (1969)
13. The Zombies - Brief candles (1968)
14. The Beatles - Something (1969)
15. Bob Dylan - Rainy day women #12 & 35 (1966)
16. The Beach Boys - Wouldn't it be nice (1966)
17. Neil Young - Cinnamon girl (1969)
18. Pink Floyd - Set the controls for the heart of the sun (1968)
19. Silver Apples - Oscillations (1968)
20. Krzysztof Komeda & Mia Farrow - Rosemary's baby main title (1968)
21. Procol Harum - A whiter shade of pale (1967)
22. The Stooges - I wanna be your dog (1969)
23. The Rolling Stones - Paint it black (1966)
24. Pink Floyd - See Emily play (1967)
25. Led Zeppelin - Dazed and confused (1969)
26. The Ronettes - Be my baby (1963)
27. The Beach Boys - You still believe in me (1966)
28. The Beatles - Strawberry Fields forever (1967)
29. Johnny Cash - Ring of fire (1963)
30. David Bowie - Space oddity (1969)
31. The Beatles - I'm so tired (1968)
32. Pink Floyd - Arnold Layne (1967)
33. Led Zeppelin - Whole lotta love (1969)
34. The Mamas and the Papas - California dreamin' (1965)
35. The Rolling Stones - Sympathy for the Devil (1968)
36. The Beatles - A day in the life (1967)
37. The Who - My Generation (1965)
38. The Beatles - Penny Lane (1967)
39. The Beatles - Because (1969)
40. Roy Orbison - Oh, Pretty Woman (1964)
41. Marvin Gaye - I heard it through the grapevine (1968)
42. The Zombies - Time of the season (1968)
43. Neil Young - Everybody knows this is nowhere (1969)
44. The Beach Boys - Good vibrations (1966)
45. Pink Floyd - The gnome (1967)
46. Neil Young - Down by the river (1969)
47. White Noise - Love without sound (1969)
48. The Beatles - Helter skelter (1968)
49. Os Mutantes - O relógio (1968)
50. Johnny Cash - Cocaine blues (1968)
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A improvisação é ferramenta fundamental tanto para artistas de música contemporânea e experimental, quanto para músicos mais tradicionais querendo ampliar seu repertório e possibilidades de atuação.
Através da improvisação pode-se descobrir novos gestos musicais, sons e maneiras de articulação de música. Também aprende-se a lidar com o presente, o momentâneo, e o inesperado. Improvisando, desenvolve-se a habilidade de reagir e pensar musicalmente de forma rápida, e a buscar as soluções possíveis para as situações criadas, estimulando a imaginação e criatividade, além da percepção e sensibilidade musical. Amplia-se a escuta. Da necessidade de tomar decisões, fortalece certas concepções artísticas, ao mesmo tempo que promove a reavaliação de outras.
Como um acontecimento artístico autônomo, a improvisação produz resultados ímpares e únicos. Promove o encontro & interação entre diferentes pessoas, com experiências musicais diversas, sem a necessidade de convenções prévias, ajudando, com isso, a cultivar o respeito por diferentes formas de expressão.
A estruturação de improvisos procura aliar a vivacidade, a gestualidade, a concentração no presente & o inesperado da prática improvisativa, a um pensamento musical que consegue lidar com aspectos tais como:
. a organização de grandes extensões de tempo;
. a criação de texturas e tipos musicais bem definidos, aprofundados;
. a manutenção de uma atuação musical consistente e constante;
. a possibilidade de lidar com certas articulações musicais precisas e identificáveis;
. a formulação de intenções e problematizações prévias, com os quais os músicos devem lidar.
Além disso, como a improvisação costuma trazer consigo hábitos e vícios musicais e corpóreos (relacionados à técnica adquirida pelo instrumentista praticante), consideramos estimulante a busca de formas de renovar-se e liberar-se. Essa busca leva a necessidade do estabelecimento de estruturas e modos de atuação, que serão abordados nesse workshop.
Workshop de Improvisação e Procedimentos de Estruturação
ministrantes: Henrique Iwao e Mário Del Nunzio
21 à 25 de julho
15h às 19h30min
16h/aula
08 vagas
I. Introdução. Por que improvisar; por que estruturar ou não a improvisação.
II. Exemplos históricos de estruturação de improvisação (partituras
gráficas; partituras de instruções; música intuitiva; peças de música improvisada).
III. Escuta & reflexão sobre exemplos de improvisação (incluindo
seções de Derek Bailey; Joelle Leandre; Karlheinz Stockhausen; entre outros exemplos).
IV. Pratica de improvisação, seguida de discussão e escuta de gravação
da seção.
V. Improvisação como ferramenta para composições não-escritas. Exercícios de estruturação e composição.
VI. Jogos musicais: foco nos diferentes tipos de interações entre os músicos, geradas por diretrizes prévias.
VII. Improvisação livre (reflexão sobre modos de interação & reação em situações improvisatórias).
VIII. Concerto festivo com os alunos do curso (opcional - apenas para os participantes interessados).
Público alvo: músicos interessados em improvisação, música contemporânea ou música experimental, que toquem com alguma fluência um instrumento; compositores instrumentistas; músicos em busca de novas formas de expressão e fazer musical.
Investimento: R$ 140,00.
Pré-requisito e equipamento necessário para os inscritos: tocar um instrumento com familiaridade e fluência. Levar seu instrumento para o workshop. Caso necessite de amplificação, levar amplificador ou caixa de som. No caso disso não ser possível, comunicar a organização, que tentará prover essa necessidade.
Informações e inscrições: Cristiano Rosa
Fone: (51) 81176118
panetone@panetone.net
Henrique Iwao nasceu em 1983, em Botucatu. Graduou-se em composição musical pela UNICAMP, em 2006. Atua como compositor de música instrumental e eletroacústica, com peças executadas no Brasil (São Paulo, Curitiba, Campinas, Rio de Janeiro, Belém) - incluindo na Bienal de Música Contemporânea Brasileira 2007 & Encontros de Compositores Universitários - e no exterior: Sonorities Festival 2007 - Belfast;
Encuentro de Arte Sonoro Tsonami 2007 - Viña del Mar; Re:New Festival 2008 - Copenhague. Trabalha também fazendo trilhas para dança contemporânea; toca teclado
e piano no duo com Mário Del Nunzio, além de em seções de música improvisada e como intérprete de música experimental. Ministrou o curso de Jogos Musicais, em 2006, no IV ENCUN, em Belém. Faz parte do Trio Marco04, com Del Nunzio & Lucas Araújo, além do grupo de música pop experimental O "Mundo" Entre Aspas, desde 2004, tendo lançado dois CDs independentes com o mesmo.
Mário Del Nunzio nasceu em 1983, em São Paulo. Desde jovem estudou guitarra elétrica; na atualidade dedica-se com especial afinco ao desenvolvimento de técnicas extendidas e ao estudo do repertório contemporâneo para o instrumento. Graduou-se em composição musical pela UNICAMP, em 2006. Participou dos festivais de Darmstadt (Alemanha) e Acanthes (França). Atua como compositor de música instrumental e eletroacústica, com peças executadas no Brasil (São Paulo, Curitiba, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc) e no exterior (Birmingham, Inglaterra, em concerto com o BEAST - Birmingham ElectroAcoustic Sound Theatre; Belgrado, Sérvia, no 13th International Review of Composers; Viña del Mar, Chile, em concerto no festival
Tsonami; Copenhague, no Re:New Festival 2008). Atua também na área de improvisação / música não-escrita, tanto em grupos (especialmente o duo Cyclone, com Bernardo Barros, e o duo com Henrique Iwao), como sozinho. Faz parte do Trio Marco04, com Iwao & Lucas Araújo, além do grupo de música pop experimental O "mundo" entre aspas.
Através da improvisação pode-se descobrir novos gestos musicais, sons e maneiras de articulação de música. Também aprende-se a lidar com o presente, o momentâneo, e o inesperado. Improvisando, desenvolve-se a habilidade de reagir e pensar musicalmente de forma rápida, e a buscar as soluções possíveis para as situações criadas, estimulando a imaginação e criatividade, além da percepção e sensibilidade musical. Amplia-se a escuta. Da necessidade de tomar decisões, fortalece certas concepções artísticas, ao mesmo tempo que promove a reavaliação de outras.
Como um acontecimento artístico autônomo, a improvisação produz resultados ímpares e únicos. Promove o encontro & interação entre diferentes pessoas, com experiências musicais diversas, sem a necessidade de convenções prévias, ajudando, com isso, a cultivar o respeito por diferentes formas de expressão.
A estruturação de improvisos procura aliar a vivacidade, a gestualidade, a concentração no presente & o inesperado da prática improvisativa, a um pensamento musical que consegue lidar com aspectos tais como:
. a organização de grandes extensões de tempo;
. a criação de texturas e tipos musicais bem definidos, aprofundados;
. a manutenção de uma atuação musical consistente e constante;
. a possibilidade de lidar com certas articulações musicais precisas e identificáveis;
. a formulação de intenções e problematizações prévias, com os quais os músicos devem lidar.
Além disso, como a improvisação costuma trazer consigo hábitos e vícios musicais e corpóreos (relacionados à técnica adquirida pelo instrumentista praticante), consideramos estimulante a busca de formas de renovar-se e liberar-se. Essa busca leva a necessidade do estabelecimento de estruturas e modos de atuação, que serão abordados nesse workshop.
Workshop de Improvisação e Procedimentos de Estruturação
ministrantes: Henrique Iwao e Mário Del Nunzio
21 à 25 de julho
15h às 19h30min
16h/aula
08 vagas
I. Introdução. Por que improvisar; por que estruturar ou não a improvisação.
II. Exemplos históricos de estruturação de improvisação (partituras
gráficas; partituras de instruções; música intuitiva; peças de música improvisada).
III. Escuta & reflexão sobre exemplos de improvisação (incluindo
seções de Derek Bailey; Joelle Leandre; Karlheinz Stockhausen; entre outros exemplos).
IV. Pratica de improvisação, seguida de discussão e escuta de gravação
da seção.
V. Improvisação como ferramenta para composições não-escritas. Exercícios de estruturação e composição.
VI. Jogos musicais: foco nos diferentes tipos de interações entre os músicos, geradas por diretrizes prévias.
VII. Improvisação livre (reflexão sobre modos de interação & reação em situações improvisatórias).
VIII. Concerto festivo com os alunos do curso (opcional - apenas para os participantes interessados).
Público alvo: músicos interessados em improvisação, música contemporânea ou música experimental, que toquem com alguma fluência um instrumento; compositores instrumentistas; músicos em busca de novas formas de expressão e fazer musical.
Investimento: R$ 140,00.
Pré-requisito e equipamento necessário para os inscritos: tocar um instrumento com familiaridade e fluência. Levar seu instrumento para o workshop. Caso necessite de amplificação, levar amplificador ou caixa de som. No caso disso não ser possível, comunicar a organização, que tentará prover essa necessidade.
Informações e inscrições: Cristiano Rosa
Fone: (51) 81176118
panetone@panetone.net
Henrique Iwao nasceu em 1983, em Botucatu. Graduou-se em composição musical pela UNICAMP, em 2006. Atua como compositor de música instrumental e eletroacústica, com peças executadas no Brasil (São Paulo, Curitiba, Campinas, Rio de Janeiro, Belém) - incluindo na Bienal de Música Contemporânea Brasileira 2007 & Encontros de Compositores Universitários - e no exterior: Sonorities Festival 2007 - Belfast;
Encuentro de Arte Sonoro Tsonami 2007 - Viña del Mar; Re:New Festival 2008 - Copenhague. Trabalha também fazendo trilhas para dança contemporânea; toca teclado
e piano no duo com Mário Del Nunzio, além de em seções de música improvisada e como intérprete de música experimental. Ministrou o curso de Jogos Musicais, em 2006, no IV ENCUN, em Belém. Faz parte do Trio Marco04, com Del Nunzio & Lucas Araújo, além do grupo de música pop experimental O "Mundo" Entre Aspas, desde 2004, tendo lançado dois CDs independentes com o mesmo.
Mário Del Nunzio nasceu em 1983, em São Paulo. Desde jovem estudou guitarra elétrica; na atualidade dedica-se com especial afinco ao desenvolvimento de técnicas extendidas e ao estudo do repertório contemporâneo para o instrumento. Graduou-se em composição musical pela UNICAMP, em 2006. Participou dos festivais de Darmstadt (Alemanha) e Acanthes (França). Atua como compositor de música instrumental e eletroacústica, com peças executadas no Brasil (São Paulo, Curitiba, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc) e no exterior (Birmingham, Inglaterra, em concerto com o BEAST - Birmingham ElectroAcoustic Sound Theatre; Belgrado, Sérvia, no 13th International Review of Composers; Viña del Mar, Chile, em concerto no festival
Tsonami; Copenhague, no Re:New Festival 2008). Atua também na área de improvisação / música não-escrita, tanto em grupos (especialmente o duo Cyclone, com Bernardo Barros, e o duo com Henrique Iwao), como sozinho. Faz parte do Trio Marco04, com Iwao & Lucas Araújo, além do grupo de música pop experimental O "mundo" entre aspas.
sábado, 12 de julho de 2008
Broken Social Scene (Canadá), Futureheads (Inglaterra) e Dandy Warhols (EUA) virão ao Brasil para tocar no Indie Rock Festival - dias 28 e 29 de agosto no Canecão, Rio de Janeiro, e dias 29 e 30 no Citibank Hall, São Paulo. Para quem não conhece eu recomendo ouvir 'Almost crimes' ou 'Stars and sons', do Broken Social Scene, e 'Bohemian like you', dos Dandy Warhols. Futureheads é um punk/post-punk revisitado.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Do blog da Maya Redin:

(aqueles animais que hibernam produzem tudo o que precisam neste período)
"Um bicho conhece a sua floresta; e, mesmo que se perca, perder-se também é um caminho." (Clarice Lispector)

(aqueles animais que hibernam produzem tudo o que precisam neste período)
"Um bicho conhece a sua floresta; e, mesmo que se perca, perder-se também é um caminho." (Clarice Lispector)
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Porto Alegre não estava recebendo mais nada além de umas cantoras sozinhas no átrio do Santander. De repente, marcaram para o mesmo mês, outubro de 2008, para acontecerem aqui os shows de Nine Inch Nails, Alva Noto (sim, deve ser outubro de 2008, não faz sentido anunciarem uma turnê de outubro de 2009) e... Kraftwerk - Pepsi On Stage (dia 9), Goethe Institut (data ainda não divulgada) e Bar Opinião (dia 12), respectivamente. Esse jogo vai ser teste pra cardíaco.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Os ingressos para o show dos Nine Inch Nails no Pepsi On Stage já estão à venda na internet por cartão de crédito e nos postos Ipiranga AM/PM. Os preços são R$ 80 (pista) a R$ 150 (mezanino). Possível setlist para o show:
HYPERPOWER!
Beginning of the End
Echoplex
March of the Pigs
Piggy
Ghosts 19
Last
Corona Radiata
Head Down
We're in this Together
Gave Up
Ghosts 7
Ghosts 8
Ghosts 9
The Warning
Starfuckers, INC.
The Day The World Went Away
Hurt
Only
Head Like a Hole
HYPERPOWER!
Beginning of the End
Echoplex
March of the Pigs
Piggy
Ghosts 19
Last
Corona Radiata
Head Down
We're in this Together
Gave Up
Ghosts 7
Ghosts 8
Ghosts 9
The Warning
Starfuckers, INC.
The Day The World Went Away
Hurt
Only
Head Like a Hole
"As palavras por uma porta e a vida por outra." (Chico Science)
terça-feira, 8 de julho de 2008
Já está também na página do Bill Callahan a data em que ele tocará no Brasil. Mudando de saco para mala... REABRIU O ACABIT, AÊÊ!!!! Está volta o maravilhoso bifê de sopas como opção para as madrugadas - o restaurante continua sendo 24-horas. O novo endereço é Venâncio Aires, entre o Colégio Militar e o HPS, no lado de quem está indo da João Pessoa para a Osvaldo Aranha.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
A Pitchfork publicou hoje o guia de lançamentos para o verão do hemisfério norte nete ano de 2008. Destaco os seguintes discos:
Tricky - Knowle west boy
Architecture in Helsinki - Like it or not EP
Patti Smith & Kevin Shields - The coral sea
Black Kids - Partie traumatic
Sonic Youth - SYR8: Andre sider af Sonic Youth
Brazilian Girls - New York City
Conor Oberst - Conor Oberst
The Fiery Furnaces - Remember
Emiliana Torrini - Me and Armini
Kimya Dawson - Alphabutt
Fujiya & Miyagi - Lightbulbs
Já estavam no meu caderninho estes:
CSS - Donkey
Islands - Arm's way
Jenny Lewis - Further north
Mark Linkous + Christian Fennesz - In the fishtank
Massive Attack - Weather underground
Mogwai - The hawk is howling
Mogwai - Batcat EP
My Morning Jacket - Evil urges
Nine Inch Nails - Year zero part 2
Original Silence - The Second Original Silence
Postal Service - Cribs
Walkmen - You & me
Wire - Object 47
E estes (ainda sem título divulgado):
Blur -
Built To Spill -
Dangerhorse -
M. Ward -
Mercury Rev -
My Bloody Valentine -
New Order -
Noel Gallagher -
Patti Smith -
Paul McCartney -
Roxy Music -
Scott Weiland -
Shirley Manson -
Tortoise -
Já estão lançados ou disponíveis para download e são bons os seguintes discos:
A Silver Mt. Zion - 13 Blues for Thirteen Moons
B-52s - Funplex
Cheveu - Cheveu
Clinic - Do it
Destroyer - Trouble in dreams
dEUS - Vantage point
Devastations - Yes, U
Disfear - Live the storm
Earth - The bees made honey in the lion's skull
Elbow - The seldom seen kid
Fleet Foxes - Sun giant EP
Gas - Nah und fern
Kills - Midnight boom
Lisa Li-Lund - 12,000 waves
Lykke Li - Youth novels
Mike Patton - A perfect place
Mt. Eerie - Black wooden celling opening EP
Neptune - Gong lake
Nick Cave & The Bad Seeds - Dig, Lazarus, dig!
Nine Inch Nails - Ghosts I-IV
Nine Inch Nails - The slip
No Age - Nouns
One Day As A Lion - One Day As A Lion EP
Raconteurs - Consolers of the lonely
Scarlett Johansson - Anywhere I lay my head
Sian Alice Group - 59.59
Sigur Rós - Með suð í eyrum við spilum
Sonic Youth - SYR7
Thurston Moore - Sensitive/lethal
Mas os melhores discos lançados este ano até agora na minha opinião são estes:
Portishead - Third
Evangelicals - The evening descends
Crystal Antlers - Crystal antlers
Matmos - Supreme balloon
Mão Morta - Maldoror
Wye Oak - If children
Tindersticks - The hungry saw
Bonnie Prince Billy - Lie down in the light
Neon Neon - Stainless style
Karl Blau - AM
Yellow Swans - At all ends
Frightened Rabbit - Midnight organ fight
Cavalera Conspiracy - Inflikted
Titus Andronicus - The Airing of Grievances
Tricky - Knowle west boy
Architecture in Helsinki - Like it or not EP
Patti Smith & Kevin Shields - The coral sea
Black Kids - Partie traumatic
Sonic Youth - SYR8: Andre sider af Sonic Youth
Brazilian Girls - New York City
Conor Oberst - Conor Oberst
The Fiery Furnaces - Remember
Emiliana Torrini - Me and Armini
Kimya Dawson - Alphabutt
Fujiya & Miyagi - Lightbulbs
Já estavam no meu caderninho estes:
CSS - Donkey
Islands - Arm's way
Jenny Lewis - Further north
Mark Linkous + Christian Fennesz - In the fishtank
Massive Attack - Weather underground
Mogwai - The hawk is howling
Mogwai - Batcat EP
My Morning Jacket - Evil urges
Nine Inch Nails - Year zero part 2
Original Silence - The Second Original Silence
Postal Service - Cribs
Walkmen - You & me
Wire - Object 47
E estes (ainda sem título divulgado):
Blur -
Built To Spill -
Dangerhorse -
M. Ward -
Mercury Rev -
My Bloody Valentine -
New Order -
Noel Gallagher -
Patti Smith -
Paul McCartney -
Roxy Music -
Scott Weiland -
Shirley Manson -
Tortoise -
Já estão lançados ou disponíveis para download e são bons os seguintes discos:
A Silver Mt. Zion - 13 Blues for Thirteen Moons
B-52s - Funplex
Cheveu - Cheveu
Clinic - Do it
Destroyer - Trouble in dreams
dEUS - Vantage point
Devastations - Yes, U
Disfear - Live the storm
Earth - The bees made honey in the lion's skull
Elbow - The seldom seen kid
Fleet Foxes - Sun giant EP
Gas - Nah und fern
Kills - Midnight boom
Lisa Li-Lund - 12,000 waves
Lykke Li - Youth novels
Mike Patton - A perfect place
Mt. Eerie - Black wooden celling opening EP
Neptune - Gong lake
Nick Cave & The Bad Seeds - Dig, Lazarus, dig!
Nine Inch Nails - Ghosts I-IV
Nine Inch Nails - The slip
No Age - Nouns
One Day As A Lion - One Day As A Lion EP
Raconteurs - Consolers of the lonely
Scarlett Johansson - Anywhere I lay my head
Sian Alice Group - 59.59
Sigur Rós - Með suð í eyrum við spilum
Sonic Youth - SYR7
Thurston Moore - Sensitive/lethal
Mas os melhores discos lançados este ano até agora na minha opinião são estes:
Portishead - Third
Evangelicals - The evening descends
Crystal Antlers - Crystal antlers
Matmos - Supreme balloon
Mão Morta - Maldoror
Wye Oak - If children
Tindersticks - The hungry saw
Bonnie Prince Billy - Lie down in the light
Neon Neon - Stainless style
Karl Blau - AM
Yellow Swans - At all ends
Frightened Rabbit - Midnight organ fight
Cavalera Conspiracy - Inflikted
Titus Andronicus - The Airing of Grievances
sábado, 5 de julho de 2008
Programação do cinema do Santander Cultural para fins de semana:
Não estou lá
19/7 (sáb) - 16:30
20/7 (dom) - 14:30
26/7 (sáb) - 19:00
27/7 (dom) - 16:30
Sangue negro
20/7 (dom) - 19:00
27/7 (dom) - 19:00
A vida dos outros
26/7 (sáb) - 14:30
27/7 (dom) - 14:00
Não estou lá
19/7 (sáb) - 16:30
20/7 (dom) - 14:30
26/7 (sáb) - 19:00
27/7 (dom) - 16:30
Sangue negro
20/7 (dom) - 19:00
27/7 (dom) - 19:00
A vida dos outros
26/7 (sáb) - 14:30
27/7 (dom) - 14:00
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Puta que pariu, olha com o que eu me deparei no MySpace do Alva Noto (a.k.a. Carsten Nicolai, alemão que é um dos maiores gênios da eletrônica experimental, principalmente em parceria com o pianista japonês Ryuichi Sakamoto)!
raster-noton south/middle america tour, october 2009
alva noto & byetone
sao paulo - brasil...porto alegre - brasil ...buenos aires - argentina ...la habana - cuba ...montevideo - uruguay ...santiago - chile ...mexico city - mexico ...supported by goethe institut & mutek/mexico
raster-noton south/middle america tour, october 2009
alva noto & byetone
sao paulo - brasil...porto alegre - brasil ...buenos aires - argentina ...la habana - cuba ...montevideo - uruguay ...santiago - chile ...mexico city - mexico ...supported by goethe institut & mutek/mexico
quarta-feira, 2 de julho de 2008
"Enfim, eu sou uma espantada com as coincidências, e costumo chamar isso de encontro. Nada a ver com o seu post, mas achei legal comentar um 'espanto' recente. Fui no sábado passado no projeto Popular Ruído e Literatura (no Ocidente) e, de repente, vejo no palco alguém fazendo algo lindo, misturando música e poesia e ruído... Anunciaram que era 'um tal de' Douglas Dickel, e eu reconheci esse nome, mas não sabia de onde. Logo depois, um amigo que estava comigo disse 'ah, esse cara lançou um livro de poesias na Feira do Livro, junto com um cara chamado Muriel-alguma-coisa' (espanto). Daí me caíram as fichas que aquele que estava no palco e fazia o ruído era o 'comentador' dos posts do insidethetimemachine e era por isso que reconhecia o nome. E que então o tal Muriel-alguma-coisa só poderia ser o mesmo Muriel dono do blog. Estou certa? Não sei o motivo, mas isso me espantou mesmo. Uma circularidade." (Maya Redin)
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