Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

terça-feira, 19 de abril de 2016

"Segundo a medicina tibetana, a origem das doenças é a nossa ignorância. Não saber que não sabe. Não ver com clareza. Quando vemos com clareza, não temos que pensar. Quando não vemos claramente, colocamos o pensamento para funcionar. E, quanto mais pensamos, mais ignorantes somos, mais confusão criamos. (...) O maior problema no Ocidente é o medo. O medo é o assassino do coração humano. Com medo, é impossível ser feliz e fazer felizes os outros. A maneira de enfrentar o medo é com aceitação. O medo é resistência ao desconhecido. (...) Acreditamos ter muitos problemas, mas, na realidade, nosso problema é que não os temos. Nos acostumamos a ter nossas necessidades básicas satisfeitas, de modo que qualquer pequena contrariedade nos parece um problema. Então, ativamos a mente e começamos a dar voltas e mais voltas sem conseguir solucioná-la. Se o problema tem solução, já não é um problema. Se não tem, também não." (Lama Tulku Lobsang Rinpoche)
Juventude de artistas do indie: Frankie Cosmos (22), Grimes (28), Haim (24, 27 e 30), Lady Lamb The Beekeeper (26), Best Coast (29), Empress Of (26), Courtney Barnett (28), Arca (26), Chelsea Wolfe (32), Waxahatchee (27), Natalie Prass (30), Deep Sea Diver (32), Marika Hackman (24), FKA twigs (28), Wye Oak (29), Laura Marling (26), Julia Holter (31), Kimbra (26), Keaton Henson (28).
"Les Brésiliens le connaissent à peine. Discret, élégant, un brin glacial, Michel Temer fait partie de ces aristocrates qui s’adossent rarement à leur chaise. C’est cet homme de l’ombre, fils d’immigrés libanais, professionnel de la politique et des intrigues parlementaires qui, demain, pourrait gouverner le Brésil. Presque par accident. « Si le destin m’y conduit, je serai prêt à assumer la fonction », a-t-il assuré au quotidien O Estado de Sao Paulo, mercredi 13 avril." (Le Monde)


Precisamos falar sobre Temer
"Pelo meu país"


Palavra do Senhor:


A votação do impeachment na Câmara em 15 gráficos
APENAS 36 DOS DEPUTADOS SE ELEGERAM COM SEUS PRÓPRIOS VOTOS - Os outros 477 eleitos foram "puxados" por votos dados à legenda ou a outros deputados de seu partido ou coligação. Em 2010 apenas 33 deputados se elegeram com seus próprios votos. (Câmara Legislativa Federal)
“Tchau, querida”: atitudes machistas e sutis que ainda diminuem as mulheres


"Não, querida, você não entendeu o que eu estava dizendo”

“Querida, deixe-me explicar melhor para você”

“Tchau, querida”


As placas levantadas em verde e amarelo na Câmara dos Deputados nesse domingo, 17, e a despedida cínica de alguns deputados ao manifestar apoio ao processo de impeachment de Dilma Rousseff foram sentidas como uma dose cavalar de silenciamento por mulheres que também já foram essas “queridas”, um dia; nada mais é do que um tratamento irônico e condescendente, questionador. Dilma não era querida pelos 367 deputados que votaram a favor do impeachment, e sim mais uma mulher incapaz de compreender e assumir o governo federal. A palavra “Querida”, nesse caso, traz uma carga sexista e incapacitante por trás.

Desconsiderar o posicionamento de uma mulher, relevar seus sentimentos e opiniões, apropriar-se de ideias e promover interrupções constantes e desnecessárias são demonstrações de machismo bem comuns e, muitas vezes, invisíveis. Durante a votação do impeachment, por exemplo, mulheres foram interrompidas diversas vezes pelos gritos dos deputados na hora de declarar o voto, fosse ele favorável ou não ao processo. Em casos de deputadas do PT ou da base aliada, a situação era ainda mais grave.

Essa interrupção é chamada de “manterrupting”, junção de “man” (homem) e “interrupting” (interrupção). Além dela, existem outras palavrinhas em inglês que conseguem traduzir comportamentos de caráter sexista aproveitados para silenciar, subtrair e deslegitimar a argumentação das mulheres. A gente explica alguns logo a seguir:

GASLIGHTING

Exagero, loucura, alucinação… Quantas vezes, numa discussão, o posicionamento feminino é simplificado a esse ponto? Gaslighting não passa de uma prática manipulativa que tenta desmerecer a mulher, de modo que ela questione a própria sanidade, memória, percecpção ou coerência. Trata-se de uma violência emocional muito comum em relacionamentos abusivos, como no caso do filme “Gaslight”, de 1944, que originou o termo. Na trama, o personagem Gregory Anton tenta enlouquecer a esposa Paula, brincando com as luzes de casa para que a própria perca a percepção da realidade. As expressões mais comuns, nesse caso, são: “Você está louca”, “para de surtar”, “que exagero”, “como você é dramática” e por aí vai.

MANTERRUPTING

Como a gente disse ali em cima, manterrupting é a interrupção repentina e desnecessária da fala de uma mulher. Uma pesquisa da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que senadores do sexo masculino são tidos como mais competentes devido à habilidade de discursar com entusiasmo para os eleitores. O mesmo não vale para as senadoras, porém; enquanto os homens são ovacionados pelos discursos, elas são são tidas como menos competentes ou agressivas demais na oratória. Para dar uma “segurada” na onda das mulheres, portanto, é necessário interrompê-las diversas vezes, embora essa seja uma atitude deselegante e condenada entre os homens.

MANSPLAINING

Além da interrupção, existe a tentativa de explicar o óbvio a uma mulher, mesmo que ela esteja certa ou coerente em sua argumentação. Novamente, é como se os homens precisassem validar o que a colega ou parceira está dizendo, dando a última palavra, ou apenas desmerecendo o que ela tem a dizer. Não faz sentido, mas é uma prática atrelada à interrupção masculina. “Não, querida, você não está entendendo” é um exemplo bem recorrente nesses momentos. Soraya L. Chemaly, especialista em teorias de gênero, feminismo e cultura afirma que a resposta das mulheres, nesses casos, deve reforçar a obviedade da argumentação masculina, como quem diz: “pois é, exatamente o que eu acabei de dizer”.

BROPRIATING

Já que as mulheres são interrompidas e corrigidas com mais frequência, apropriar-se de suas ideias é tarefa simples e corriqueira. É isso que significa a junção de “bro” (mano, cara) e “apropriating” (apropriação): quando um homem se aproveita das ideias ou argumentos de uma mulher sem lhe dar os devidos créditos, como se fosse o autor daquele pensamento.
"Eduardo Cunha pode ter um milhão de defeitos, mas ele é um gênio, é um jogador de xadrez. Ele é frio, e todo gênio é frio." (Pastor Marco Feliciano)

No Brasil é exatamente igual.


"Pela minha família"...

Michel Temer e a Indireta Já
(Fernando Molica)

<< Mais do que o impeachment de Dilma, o que está em jogo é a volta, ainda que provisória, da eleição indireta para presidente da República. Em 1992, buscava-se retirar Fernando Collor de Mello do poder — a ascensão do vice, Itamar Franco, não era o objetivo principal de daquele processo.

Agora, o jogo é claro. Em busca de sua eleição e de carona na impopularidade de Dilma, Michel Temer faz campanha, negocia cargos, aprontou discurso de posse e divulgou, em outubro, seu programa de governo. Batizado de ‘Uma ponte para o futuro’ e chamado de “Plano Temer” por Moreira Franco — um dos principais aliados do vice —, o texto traduz anseios do empresariado e ajuda a explicar a articulação que, ao gritar “Indireta já!”, quer fazer do vice o novo presidente.

As propostas, que tentam organizar a economia, dificilmente seriam vitoriosas numa eleição direta. Assim, o atalho escolhido para eleger Temer representa uma oportunidade única de defender o ajuste como parte de um plano de salvação nacional. Como o atual vice não seria candidato à reeleição, ele poderia arcar com o ônus da impopularidade trazida pela adoção de medidas duras: no esboço de seu discurso, Temer alertou que haverá necessidade de “sacrifícios”.

O plano defende o fim “de todas as indexações, seja para salários ou benefícios previdenciários”. Reajustes, entre eles o do salário mínimo, seriam negociados com o Congresso, e não haveria garantia de reposição da inflação. Aposentados também perderiam direito ao salário mínimo dos trabalhadores ativos: “(...) é indispensável que se elimine a indexação de qualquer benefício ao valor do salário mínimo”, diz a proposta. O programa também prevê idades mínimas para a aposentadoria, 65 anos para homens e 60 anos para mulheres.

O documento quer flexibilizar a aplicação das leis trabalhistas — defende que “convenções coletivas prevaleçam sobre as normais legais, salvo quanto aos direitos básicos”. O Plano Temer pretende acabar com a obrigatoriedade constitucional de se gastar com Educação 18% da receita resultante de impostos.

O governo também deixaria de ter que aplicar na Saúde 15% de sua receita corrente líquida.
A eleição de Temer, se vingar, será indireta, mas seu programa não poderia ser mais direto. >>

Golpe.


As dinastias da Câmara
(El País)

<< O professor de ciência política da UnB Luis Felipe Miguel observa que em diversas áreas é comum que os filhos sigam a carreira dos pais. O problema no caso da política é que ela não deveria ser considerada uma profissão. “Na política, isso é mais sério, pois ela deveria ser uma atividade aberta a todos os cidadãos”, diz. Diferentemente de outras áreas, continua o professor, nem sempre há isso de os filhos se aproximarem pela familiaridade com as profissões dos pais. “Há, sim, estratégias das próprias famílias para manter os espaços de poder, com filhos ou parentes que são muitas vezes empurrados para ocupar essas posições, quem sabe até contra as próprias inclinações. Isso é sim ruim pra democracia.”

Para Miguel, as estratégias de manutenção dos clãs no poder acabam por torná-los uma espécie de empreendimento – uma vez que a política também é vista em muitos casos como forma de enriquecimento pessoal –, com projetos bem definidos para a ocupação até mesmo de espaços que credenciam para a disputa eleitoral.

Para o professor da UnB, como o processo eleitoral brasileiro é marcado pela desinformação e despolitização, pontos como o discurso e as propostas dos candidatos e mesmo a reputação ou a probidade do familiar que pede os votos não fazem diferença. “O que as famílias políticas controlam e legam na verdade são os contatos com financiadores, com controladores de currais eleitorais, com uma teia de apoiadores que disputam outros cargos, esse savoir-faire e esses recursos que dão aos herdeiros uma série de vantagens nas disputas eleitorais”, explica Miguel.

Para Ricardo Costa Oliveira, cientista político e sociólogo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os elos de parentesco “são um fenômeno social e político do atraso” e estão intimamente ligados ao conservadorismo. “É uma relação direta. A maioria dos deputados federais com menos de 40 anos é de família política. Eles herdam não só o capital, mas a visão de mundo e as pautas conservadoras. Assim, temos jovens que defendem o que os avôs já defendiam”, explica.

“Historicamente essas dinastias políticas tendem a se formar mais à direita do que à esquerda. Aqueles que ocupam posições na elite política pertencem aos segmentos privilegiados da sociedade, estão numa posição de elite, com as vantagens materiais e simbólicas associadas a isso, e quem ocupa essas posições tem mais incentivos para ser conservador”, analisa Miguel. Quando as novas gerações tentam se adaptar aos novos tempos, em geral não fazem nada mais do que modernizar velhos discursos. >>

Eduardo Cunha Presidente - "Que Deus abençoe a todos vocês."

‪"#‎CamaraIndependente‬ ‪#‎DemocraciaForte‬"
Quem apoia diminuição de liberdades (em 64 ou 16) age assim por recalque, porque essas pessoas não vão precisar dessas liberdades extintas, porque elas não utilizam a vida a tal ponto de precisar de liberdades. Dessa forma, fica todo mundo meio nivelado no amorfismo; todo mundo em casa, com "bons costumes", na frente do JN. "Já que eu não faço nada, vocês também não vão fazer, seus vagabundos!"

Euclides Bitelo: "Brasil: um país onde piás com menos de 30 dizem que bom mesmo era nos tempos da ditadura e velhos com mais de 60 querem limitar a internet."
O Congresso representa a quem, mesmo?


sexta-feira, 15 de abril de 2016

ASSINTONIA
(Michel Temer)

Falta-me tristeza.
Instrumento mobilizador
Dos meus escritos.
Não há tragédia
À vista.
Nem lembranças
De tragédias passadas.
Nem dores no presente.
Lamentavelmente
Tudo anda bem.
Por isso
Andam mal
Os meus escritos.
LFV — Foi o fim da ilusão petista de mudar o Brasil?

Dona História — Mais, mais. Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima. Era isso que estava acontecendo.