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sábado, 31 de agosto de 2013

"O Um, (embora) imóvel, é mais rápido que a mente. Os deuses não conseguem alcançá-lo, (pois) ele partiu antes. Parado, ele ultrapassa os outros que correm. Mâtarishwâ sustenta as águas nele. Ele se move e não se move. Ele está longe e, mesmo assim, está perto. Ele está dentro de tudo isto e, mesmo assim, está fora de tudo isto. Na verdade, aquele que vê todos os seres no Eu e o Eu em todos os seres não se esconde." (Upanixades)


Siléste é a melhor banda surgida no Brasil nos últimos 10 anos, arrisco. E é de São Leopoldo, do amigo Éverton Cidade.

 

Alguns deles já começaram a cantar no dia 16 de agosto, domingo. No ano passado, percebi mais cedo, no dia 5 de agosto, domingo. Em 2011 e 2010, ouvi-os pela primeira vez em 18 de agosto; em 2009, no dia 10 de agosto; em 2007, no dia 30 de agosto.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"A prática de plena consciência ajuda-nos a construir um sistema imunológico saudável para a nossa família. Quando o vírus penetra no corpo de um organismo, o organismo toma conhecimento de que foi invadido e produz anticorpos, de modo a resistir ao invasor. O sistema imunológico é um agente de proteção. Se não há anticorpos suficientes para combater o vírus, o sistema imunológico os produz mais rapidamente, a fim de lidar com a invasão e se sustentar. Desta forma, podemos dizer que o sistema imunológico é um reflexo da consciência atenta do corpo. Da mesma forma, quanto mais atenção nós produzirmos, mais poderemos proteger e cuidar de nós mesmos. Sofrimento não resolvido pode afetar todo o grupo." (Thich Nhât Hanh)
"Não podemos dizer: 'Eu não tenho tempo para praticar.' Não. Temos tempo de sobra. Isto é muito importante perceber. Quando você pratica a atenção plena e gera paz e alegria, você se torna um instrumento de paz, trazendo paz e alegria para si mesmo e para os outros. Quando chegamos ao lar do momento presente, e deixamos ir pensamentos sobre o passado ou o futuro, isso é chamado de parar. Nós praticamos o parar, a fim de estar presentes para nós mesmos e para o mundo que nos rodeia. Quando aprendemos a parar, começamos a ver, e quando vemos, nós entendemos. Desta forma, podemos gerar compreensão, compaixão, paz e felicidade." (Thich Nhât Hanh)
A Banda Mais Bonita da Cidade - Assim assado (Secos e Molhados)

Doppelgänger.

Rooney Mara para Calvin Klein. E o David Fincher dirigiu um comercial da marca.



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O bebê de Bárbara Eugênia.



Areia dos gatos. Pipicat. Caixa.  Arena do Grêmio Foot-Ball Porto-alegrense.


Cubra seus olhos antes de ver esta imagem chocante de um casal fazendo sexo no meio do campo, depois de um jogo, na Dinamarca. Via G1.


"Se não há nada em você além de pensamentos, você sequer consegue saber o que você está pensando. Você é tipo alguém que sonha e não sabe que está sonhando. Quando você sabe que está sonhando, você está desperto dentro do sonho." (Eckhart Tolle)
De modo geral, não cabe o emprego da vírgula juntamente com a conjunção aditiva “e”, pois nesse caso ambos os elementos estarão funcionando como conetivos no mesmo lugar. Contudo, há casos em que é possível a presença da vírgula juntamente com o “e” e em outros ela não só é possível como necessária. Vejamos alguns deles:

• A vírgula indica que a palavra ou expressão que a segue, depois do "e", é sujeito de outra oração, distinto do da oração anterior – Exemplo: “Geralmente, já foram fixados os preços, e as tabelas não podem ser alteradas”. Repare que “os preços” e “as tabelas” são sujeitos de predicados diferentes (foram fixados e não podem ser alteradas). Sem a vírgula, na leitura rápida, pode parecer que se trata de sujeito composto (já foram fixados os preços e as tabelas). Outro exemplo: “Os executivos usam carros da empresa, e microônibus levam os demais empregados ao trabalho”. Neste caso, a ausência da vírgula propiciaria leitura tal que faria com que “microônibus”, sujeito de “levam”, fosse entendido como complemento de “usam”, juntamente com “carros da empresa”. Vírgula obrigatória.

• Há intenção de se enfatizarem componentes de série coordenada – Exemplo: “Houve muitos episódios notáveis na Guerra do Paraguai, como Humaitá, e Itororó, e Avaí, e Itá-Ibaté, e Angostura, e outros tão ou mais importantes”. Assim encadeada a série, ressalta-se cada elemento em particular. Vírgula facultativa, na dependência de se querer ou não produzir a ênfase mencionada.

• Destaque de oração ou expressão intercalada – Exemplos: “Esse eixo semântico, e trata-se exatamente disso, possui grande generalidade”, “O padre repreendeu, e era perfeitamente o caso, o comportamento impróprio de alguns paroquianos” e “O aluno foi chamado e, aparentando tranqüilidade, apresentou-se ao diretor”. Pode-se retirar a oração ou a expressão encaixadas sem prejuízo do sentido da oração principal. Observe que, como se trata de intercalação, há duas vírgulas, uma antes e outra depois do elemento intercalado. Vírgula facultativa.

• Separação de aposto do “e” – Este caso é semelhante ao anterior, mas a particularidade é que se trata de aposto, que nem sempre precisa estar entre vírgulas, como em “Nosso primeiro imperador foi D. Pedro I, o “Defensor Perpétuo do Brasil”. Na hipótese de o aposto ser “interno”, ou seja, não ser seguido por ponto, deve ser ladeado por vírgulas, mesmo que à segunda se siga a conjunção “e”. Exemplos: “Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente eleito, e sua equipe reúnem-se hoje” e “Karl Marx, autor de O Capital, e Friedrich Engels são ideólogos do marxismo”. Vírgula obrigatória.

• Vírgula antes do “e” quando a coordenação que o antecede é muito longa – Essa vírgula indica pausa respiratória. Exemplos: “Eliane, Afonso e Wagner fizeram longa viagem até Brasília, e decidiram descansar lá por uns dias” e “Vila Bela da Santíssima Trindade é município localizado no oeste de Mato Grosso, e é ponto de partida para muitas expedições de pesca”. Vírgula facultativa. (Paulo Hernandes)

Roamer of the Subterranean Forest


Roamer of the Subterranean Forest
Originally uploaded by andy kehoe.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Gloria Díaz (Filipinas), Miss Universo 1969
Regiane Andrade (SC), Miss Brasil World 2007


Norma Nolan (Argentina), Miss Universo 1962

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Busca, Feliciano!

TRUNGPA, Chögyam. Além do materialismo espiritual.

O percurso correto do caminho espiritual é um processo muito sutil e não alguma coisa a que possamos atirar-nos ingenuamente. Existem numerosos desvios que levam a uma distorção egocentrada da espiritualidade; podemos iludir-nos imaginando que estamos nos desenvolvendo espiritualmente quando, na verdade, não fazemos senão fortalecer nosso egocentrismo por meio de técnicas espirituais. A essa distorção básica pode dar-se o nome de materialismo espiritual. De acordo com a tradição budista, o caminho espiritual é o processo de atravessar e superar a nossa confusão, de descobrir o estado desperto da mente. Quando esse estado se encontra entulhado pelo ego e pela paranoia que o acompanha, assume o caráter de um instinto subliminar. Dessa forma, não se trata de construir o estado desperto da mente, e sim de queimar as confusões que o obstruem. No processo de consumir as confusões, descobrimos a iluminação. Se o processo fosse outro, o estado desperto da mente seria um produto dependente de causa e efeito e, assim, passível de dissolução. Tudo o que é criado, mais cedo ou mais tarde, tem de morrer. Se a iluminação fosse criada dessa maneira, haveria sempre a possibilidade de o ego reafirmar-se, provocando um retorno ao estado de confusão. A iluminação é permanente porque não a produzimos; apenas a descobrimos.

Uma interessante metáfora empregada no budismo tibetano para descrever o funcionamento do ego é a dos "Três Senhores do Materialismo": o "Senhor da Forma", o "Senhor da Fala" e o "Senhor da Mente". Na discussão que segue sobre os Três Senhores, as palavras materialismo e neurótico dizem respeito à ação do ego.

O Senhor da Forma refere-se à perseguição neurótica do conforto físico, da segurança e do prazer. Nossa sociedade altamente organizada e tecnológica reflete nossa preocupação em manipular o ambiente físico de modo a nos salvaguardar das irritações provenientes dos aspectos crus, rudes e imprevisíveis da vida. Elevadores acionados por botões de comando, carne empacotada, ar-condicionado, privadas com descarga de água, velórios particulares, planos de aposentadoria, produção em massa, satélites meteorológicos, máquinas de terraplenagem, luzes fluorescentes, empregos das nove às cinco, televisão — tudo são tentativas de criar um mundo controlável, seguro, previsível e prazeroso.

O Senhor da Mente refere-se ao esforço da consciência em conservar a percepção de si mesma. O Senhor da Mente impera quando usamos disciplinas espirituais ou psicológicas como meios de conservar a consciência que temos de nós mesmos, de nos agarrar ao senso de eu. Drogas, ioga, orações, meditação, transes, várias psicoterapias — tudo pode ser usado com essa finalidade.

O ego é capaz de converter tudo para seu uso próprio, inclusive a espiritualidade. Se aprendemos, por exemplo, uma técnica de meditação dentro de uma prática espiritual particularmente benéfica, o ego se põe, primeiro, a tratá-la como um objeto de fascinação e, depois, a examiná-la. Por fim, visto que o ego é sólido apenas na aparência e não pode, de fato, absorver coisa alguma, só é capaz de arremedar. Em tais circunstâncias, ele procura examinar e imitar a prática da meditação e o modo de vida meditativo. Depois de aprendermos todos os truques e todas as respostas do jogo espiritual, tentamos imitar automaticamente a espiritualidade, já que o envolvimento verdadeiro exigiria uma completa eliminação do ego, e a última coisa que desejamos fazer é renunciar completamente a ele. Entretanto, não podemos experimentar aquilo que estamos tentando imitar; podemos apenas encontrar alguma área dentro dos limites do ego que pareça ser a mesma coisa. O ego traduz tudo em termos do seu próprio estado de saúde, de suas qualidades intrínsecas. Experimenta um sentido de grande realização e excitação quando consegue criar um modelo desse tipo. Finalmente criou um feito tangível, uma confirmação de sua própria individualidade.

Se formos bem-sucedidos em manter a consciência que temos de nós mesmos através de técnicas espirituais, o desenvolvimento espiritual autêntico será altamente improvável. Nossos hábitos mentais se tornam tão fortes que fica difícil penetrá-los. Podemos até chegar ao desenvolvimento totalmente demoníaco da completa "Egoidade".

Embora o Senhor da Mente detenha o maior poder para subverter a espiritualidade, os outros dois Senhores podem também reger a prática espiritual. O retiro no seio da natureza, o isolamento, a gente simples, sossegada, digna — tudo pode ser meio para nos proteger da irritação, tudo pode ser expressão do Senhor da Forma. Ou talvez a religião nos forneça uma racionalização para criarmos um ninho seguro, um lar singelo mas confortável, para conseguirmos um companheiro afável e um emprego estável e fácil.

domingo, 25 de agosto de 2013

















'Upstream color' (2013, Shane Carruth): "Shot with the hazy shimmer of Terrence Malick and filled with the strange symbolism of David Lynch." (The Guardian) - Na foto, a protagonista Amy Seimetz.
Sasha Grey, por Mojo.

Fisicamente, ela é pequena. O corpo miúdo contrasta com os traços fortes do rosto, a cabeça parece um pouco maior do que deveria ser. Nascida Marina Ann Hantzis, ao completar 18 anos abandonou a faculdade na Califórnia, onde estudava cinema após completar o ensino médio um ano mais cedo. Em seguida adentrou a indústria pornô usando o nome Anna Karina, como homenagem à musa de Jean-Luc Godard, mas logo misturou KMFDM, Oscar Wilde e pequenas alterações de grafia para chegar ao pseudônimo sob o qual ganharia notoriedade: Sasha Grey. 
Logo no primeiro filme a postura deliberadamente desafiadora e casca-grossa – “a degradação parecia ser incapaz de degradá-la”, como bem definiu Daniel Galera – chegou a intimidar Rocco Siffredi, veterano macho alfa do pornô. Rocco se consagrou nos anos 1990, década de Sylvia Saint e Jenna Jameson, pornstars com personalidade de boneca inflável. Verdade que nessa época também havia Asia Carrera, integrante da Mensa (associação internacional de indivíduos com alto QI). Mas era uma curiosidade biográfica e nada mais: apesar de inteligente e autoproclamada nerd, Carrera não transferia essas características pessoais para seu trabalho na indústria pornográfica. 
“Quantas atrizes pornô são existencialistas?”, Sasha Grey perguntou retoricamente numa entrevista feita em algum ponto dos três anos de carreira como atriz (se parece pouco, cabe lembrar que foram 271 filmes). Ela entrou em cena em meio à ascensão no pornô de mulheres fortes e de postura mais assertiva, como Belladonna, uma influência confessa. Acabou se destacando pela combinação entre performances e persona: as referências intelectualizadas já bastariam para que chamasse a atenção em meio às colegas, mas Sasha tentava encarnar o próprio discurso, transformando suas atuações em intervenções performáticas e construindo aos poucos e em público uma persona artística bem delineada, uma (por mais que isso pareça estranho em se tratando de atrizes pornô) marca autoral. E nesse processo, ao mesmo tempo deixava transparecer uma honestidade quase perturbadora para quem estava prestando atenção. 
Com essas características e esse histórico de interesses e inquietações, parece natural que Sasha Grey não tenha ficado satisfeita apenas com a pornografia, que abandonou de vez em 2011 (...).