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quarta-feira, 6 de abril de 2011



"O céu não está apenas sobre nossas cabeças, ele se estende até embaixo da Terra. Quando colocamos um pé no chão pra caminhar, estamos caminhando no céu." (Yoko Ono)


Jessica Lea Mayfield fez um dos discos mais bonitos de 2011 até agora, 'Tell me'. O estilo é contemporary folk.

terça-feira, 5 de abril de 2011



"O homem sábio toma partido de seus assaltantes. É mais seu interesse que o deles encontrar seu ponto fraco." (Ralph Waldo Emerson)
Contém pérolas azuis de vitamina E e micropartículas esfoliantes. O resultado é uma pele acetinada e radiante.


Lobão, sobre o Herbert Vianna:

Faço "Cena de Cinema" (1982), ele faz "Cinema Mudo" (1983), com a voz igual à minha. Tive que trocar de voz. Não é um plágio, mas é o conceito. Faço "Me Chama" (1984), ele faz "Me Liga" (1984). Chamo Elza Soares, o cara chama Elza Soares. Vou fazer um disco de samba para fugir dele, eles vêm com "Alagados" (1986) e se tornam pioneiros!

Vou fazer música eletrônica, vou fazer "Noite" (1998). Soube que eles iam fazer um disco de música eletrônica, era para "Hey Na Na" (1998) ser eletrônico.

Mas sabe como fecha essa história? Ele se recupera, volta do coma, fala uma coisa em espanhol, outra em inglês, outra em português e imediatamente pede um violão. A primeira coisa que cantou? "Chove lá fora e aqui..." (de "Me Chama")!

Ele institucionalizou jabás, de dar vinhos, passeio de asa-delta, cooptar a imprensa vizinha. Eu estava falando com João Gordo, e ele: "Não posso falar, porque ele me deu uma guitarra". Tá tudo dominado.

Tem um episódio maravilhoso do Gil. A gente tava quase amigo, aí um assessor me convidou para uma recepção no Palácio do Planalto: "Gil faz questão que você vá". Aceitei. No dia seguinte, liga alguém do ministério: "Gil pediu um favor do coração, dá para você pegar o violão dele e trazer? Ele não teve tempo". Achei esquisito. Fui lá com o violão, cara-de-tacho. Cheguei no aeroporto de Brasília, tá lá a Paula Lavigne: "Mas o que você tá fazendo com o violão de Gil?". "Como você sabe que é o violão do Gil?". "Ah... Você não tá indo pra lá?". Ih, achei esquisito. No dia seguinte, sai na coluna do Ancelmo Gois (colunista do jornal O Globo): "Lobão de roadie de Gil". Montaram um factoide. Esse tipo de pessoa é muito esquisito, muito traiçoeiro.

Lulu (Santos) chegou a fazer uma coisa, que um jornalista falou pra mim. Topou dar uma entrevista, mas tinha de ser na sala do presidente da Sony. O jornalista entrou na sala, Lulu estava na mesa do presidente: "Tá vendo que eu tô aqui, né? Onde tá o Lobão? Na banca de jornal, lugar dele. Vamos começar a entrevista".



QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Percepções sobre a mente humana – O experimento da conformidade de Solomon Asch
(Nilzo Andrade)




Todos sabemos que o ser humano segue tendências. Nós copiamos das pessoas o jeito de vestir, de andar, de falar, de comportar-se. Isso é muito acentuado na adolescência, quando a necessidade de ser aceito é mais intensa. Mas até que ponto esta tendência de ser igual nos afeta? Você acha que o ser humano é capaz de dar uma resposta errada, mesmo sabendo a correta, só para acompanhar os demais?

Na década de 50 do século passado, Solomon Asch conduziu uma série de experimentos que comprovariam a tendência humana de seguir a opinião dos outros.

Ele fez o seguinte: foram colocadas várias pessoas em uma sala com o objetivo de fazer um teste de visão. Variações da figura abaixo eram mostradas ao grupo e, após cada uma, perguntava-se qual das linhas (A, B ou C) era igual à da esquerda. O grupo era composto de 9 pessoas, sendo que 8 eram atores, ou seja, após algumas rodadas dando a resposta correta, eles começavam a dar a mesma resposta incorreta. Eles faziam parte do jogo sem a outra pessoa saber. Metade do tempo falavam que a linha era menor e a outra metade que a linha era maior do que a apresentada. O participante cobaia era sempre o sexto a responder.



Oberservando a figura acima, obviamente percebe-se que a resposta correta é C. Você só responderia errado se estivesse sob efeito de algum alucinógeno. Perceba que não estava sendo solicitado para observar um desenho complexo ou uma situação a ser interpretada.



Os resultados surpreenderam até mesmo Solomon Asch:

* 50% das pessoas deram a mesma resposta, seguindo o grupo, mesmo que ele estivesse errado.
* apenas 25% das pessoas negaram a dar as respostas erradas.
* no total, a taxa de conformidade foi de 33%.



Asch entrevistou as pessoas após o experimento. Os sentimentos relatados são bem parecidos com aqueles que já você já sentiu:

* todos sentiram ansiedade, com medo da reprovação pelos demais.
* a maioria disse que sabia qual era a linha correta, mas sentia que o grupo estava correto.
* alguns disseram que seguiram o grupo para não destoarem, mesmo sabendo que o grupo estava errado.
* um pequeno número disse que estava vendo a linha do mesmo tamanho apontado pelo grupo.




[Agora Douglas falando.]

Inacreditável. Dá uma olhada também no vídeo abaixo...

Isto é increíble.

svefn-g-englar 1999 demo by sigur rós
Seria este abaixo o Rafael Sóbis? E sua esposa?

domingo, 3 de abril de 2011



"Eu acho que, mesmo nas suas manifestações consideradas mais raivosas, você sempre foi amoroso." (Jô Soares para Lobão)


"Minha patente não é mais suja que a sua." (Fernanda Young)


Tudo na vida humana é feito pra agradar os carros. Se a cegueira é tão radical, que o antídoto também o seja. Ninguém observa o quanto esse autocentrismo é patético? I wish Nietzsche has a blog right now.
(Thich Nhât Hanh)

"A mente não possui um local, não está dentro ou fora. Uma folha verde também não é um local. Ela está em minha mente ou fora dela? Que pergunta! É uma pergunta muito simples, mas cuja resposta é muito difícil."

‎"Se tivéssemos nascido cupim, nós olharíamos para a mesa de forma diferente. Poderíamos ver a mesa como uma fonte de comida, suculenta, saborosa e nutritiva."

"Para muitos de nós, a ideia de fazer exercício sem esforço, de prazer relaxado em plena atenção, parece muito dfícil. Isto porque nós não caminhamos com nossos pés."
O ser humano empilha vícios; dentre eles, um arsenal de frases defensivas que não representam literalmente a ideia a comunicar. É necessária toda uma reeducação para nos manifestarmos de forma direta e verdadeira, afiando a reflexão e trabalhando a auto-aceitação. Uma ida na direção do animal e da criança, transparentes. Quem tem medo faz voltas, e o outro que tem medo vê essas voltas e faz de conta que não são voltas, para que ele próprio possa fazer as suas. Um acordo silencioso em nome do atolamento confortável.


"Maria é um fenômeno por seus próprios méritos, pessoais, intransferíveis e incomparáveis. Seu encanto não vem apenas de seus atributos físicos, sua graça, seu charme, seu sorriso luminoso. Maria é de verdade e se entregou totalmente à brincadeira, não ficou regulando. Esqueceu as câmeras e viveu, intensamente, a vida compactada em três meses que é o BBB." (Pedro Bial)
"Pensar sem um pensador. Sentir sem um alguém que sinta. O que é a nossa ira sem o nosso eu? Essa é a nossa meditação." (Thich Nhât Hanh)
Se o decurso da história humana fosse um jogo de xadrez, com previsão de consequências, seríamos o pior enxadrista da face da Terra.

Os esforços da ciência e da medicina de evitar e postergar mortes têm consequências nefastas para todas as áreas da vida humana.

"Com a morte, o homem se sujeitava a uma das grandes leis da espécie e não cogitava em evitá-la, nem em exaltá-la. Simplesmente a aceitava, apenas com a solenidade necessária para marcar a importância das grandes etapas que cada vida devia sempre transpor." (Walter Benjamin)

sábado, 2 de abril de 2011





"O número arábico 8 repete, na dimensão de encaixe, os dois pratos redondos da balança. Tanto o eixo celeste quanto o terreno estão claramente envolvidos na consecução do equilíbrio. Um significado da palavra 'inocente' é ignorante. Só a ignorância se imagina inocente. Daí que cada um de nós tenha um peso duplo para carregar: o fardo da ignorância inocente e a pesada culpa que vem inevitavelmente a cada nova mordida que damos na maçã do conhecimento. Os dois pratos da balança da Justiça permanecem vazios, prontos para aceitar e receber a dualidade humana. Só na medida em que também aceitamos a nossa natureza dupla seremos capazes de abordá-la e compreendê-la." (Sallie Nichols)


Falaram muito em Oscar e D'Alessandro na goleada de 3x0 sobre o Jorge Wilstermann que o Inter fez pela Libertadores na última quarta-feira. Mas, ao meu ver, quem fez praticamente todas as ligações para o ataque (pela esquerda, e fala-se nisso no vídeo abaixo) foi o lateral-esquerdo Kleber. O Inter está com pelo menos três jogadores de qualidade técnica excepcional, mais Zé Roberto, Bolatti e Damião, que têm também alta qualidade. E a mulher da Band disse que o Inter este ano não tem o mesmo poderio que em anos anteriores... Talvez tenha mais. Só falta o Nilmar, claro.