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quarta-feira, 11 de abril de 2018

“O Brasil é um palco de ódio e de polarização, como em muitas partes do mundo. A diferença é que nosso imaginário era de paz e harmonia, concórdia e cordialidade. Removida a fina pátina social, encontramos dores agudas e muita raiva. O antídoto começa pela compaixão, pela capacidade de sentir com os outros e reconhecer todos como seres humanos. Além disso, o conhecimento de si ajuda a não transferir, automaticamente, minhas frustrações para outros campos, como trânsito e redes sociais. Por fim, o velho conselho medieval: odiar o pecado e amar o pecador. Odeio o crime, o tráfico de drogas e de pessoas e a corrupção. Porém, mesmo o criminoso continua sendo uma pessoa com direitos. / Em nome do bem, quase todos fazemos o mal; há também a imposição do ‘bem’ sobre os outros. Para evitar o mal maior, em primeiro lugar, não se deve, jamais, dividir o mundo entre o bem (meu lado) e o mal (outro lado). Dois judeus famosos advertiram sobre a ambiguidade das pessoas que se acham virtuosas, Jesus e Freud. O ódio em nome do bem é o pior de todos: ele destrói com mais ênfase porque se acredita protetor dos valores éticos mais elevados. O lema da Inquisição era Misericórdia e Justiça. Os campos de concentração nazistas exaltavam o trabalho no portão. O ódio virtuoso é muito perigoso, porque cega com mais facilidade. O mal maior é sempre tentar destruir a existência do outro, porque vida é o valor supremo.” (Leandro Karnal)

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