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sábado, 11 de junho de 2016

Não é assim, homens passarão a respeitar mulheres, e pronto. Esses homens não respeitam ninguém, a começar por si mesmos. São pessoas que foram mal formadas, e por isso sofrem muito, e por ignorância repassam o sofrimento, "melhor" ainda se amplificado. Eles têm esse comportamento nocivo, que pode ser ainda mais nocivo com quem eles podem dominar fisicamente: uma criança, uma mulher, um velho, um mendigo e, se eles estiverem em grupo, qualquer pessoa sozinha. O que é muito comum em gente assim é que não teve pai, ou teve pai abusador. Não aprendeu limites, seja por ensinamento, seja por exemplo. Tem muito caminho pela frente para essas pessoas entenderem o que é respeito, o que é o outro, o que é a mulher - e o homem. O primeiro passo é saber e assumir que é doente e querer mudar. Qual a probabilidade disso acontecer? Mínima. Enquanto isso, nos resta inibição policial, campanhas (públicas e pessoais), campanhas de amor e a educação amorosa dos próximos seres humanos.

Qual é a primeira coisa que perguntam pro menininho quando ele entra na escolinha? "Já tem namoradinha? Quantas?" É automático, os papais e titios e mamães e titias nem pensam antes de fazer a pergunta, é tão automático quanto falar do clima. Fiquem quietos, então; não perguntem nada, se falta inteligência e criatividade. Depois, na adolescência, na escola, quem não é comedor é viado, e as gurias só falam com os comedores. Daqui a pouco os adolescentes nem sabem por que estão fazendo sexo, ou nem estão propriamente gostando de fazer. Como desvincular essa importância da dominação sexual como afirmação da identidade social? Por que isso é assim? A reprodução e a perpetuação da espécie são tão importantes, num planeta superpopuloso?

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