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terça-feira, 28 de junho de 2011

RBS "escanteia" Ruy Ostermann [com 77 anos em 2011]
(Nelson Dutra)



Bem que o Nelson Sirotsky e a RBS tentaram. Mas ficou evidente o descontentamento do professor Ruy Carlos Ostermann ontem, durante a cerimônia de comemoração dos 40 anos do programa Sala da Redação, realizada no Bourbon Country. O presidente do grupo de comunicação, em meio a um discurso rebuscado, apelativo e cuidadosamente elaborado, simplesmente anunciou o “escanteamento” daquele que é uma das referências do jornalismo brasileiro.

Ruy, a partir de hoje, não figura mais no Sala de Redação, programa que ancorou e participou por longos 33 anos. Além disso, sua coluna em Zero Hora será publicada apenas nas quartas-feiras e domingos e sua participação nas jornadas esportivas se tornará esporádica. Em troca, a RBS “promove” o professor, ao anunciá-lo como líder de um projeto visando a Copa de 2014 (?) e comentarista em parcos dois ou três minutos dentro do programa Hoje nos Esportes.

Entrevistado ao final da cerimônia, Ruy foi cortês (como sempre), mas deixou transparecer sua inconformidade com o “pé na bunda”. Disse que estava acostumado com os desafios que a RBS sempre lhe ofereceu e que teria de se adaptar as imprevisibilidades da nova função. Seus companheiros de Sala, principalmente o Wianey Carlet, se mostraram surpresos com a notícia. “Ainda estou atordoado. Não consigo imaginar o Sala sem o Ruy”, disse Wianey em entrevista a Sérgio Boaz.

O fato é que o jornalismo perde com esse ato administrativo da RBS, que prova mais uma vez que o mercado está a frente da qualidade profissional. Tudo bem, o Ruy Ostermann já não é mais um menino, vem errando algumas locuções comerciais e tendo lapsos de memória. No entanto, esse Ruy, com as primeiras dificuldades geradas pelo avanço da idade, ainda está anos-luz a frente dos Nando Gross, Maurícios Saraivas, Carlos Guimarães e Vinicius Sinottis da vida. Aliás, esses que citei agora mostram o quanto o comentário esportivo involuiu e quanto o Ruy fará falta nas tardes de domingo no Beira-Rio e no Olímpico. Obrigado, professor!

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