Ganhei o melhor presente de amigo secreto na oficina de improvisação teatral, da colega Jauadir:
[poema do não] ou [não te conheço]
peço desculpas.
não sei escrever poemas.
pois é, não sou poeta,
não sou atriz;
sou no entanto uma aprendiz.
pensei,
covardemente,
em não vir à aula,
me ausentar.
depois, refleti:
como deixar um amigo
tão tristonho, a me esperar?
não tenho caneta, não tenho papel.
não tenho fim, não tenho começo.
como falar de alguém que não conheço?
ah, a tecnologia, o computador!
google? orkut?
não, vou direto:
"localiza servidor"!
dois números repetidos, seráo o da sorte?
é o oito, vou investigar...
mas, no local de trabalho, sinto um corte,
não conheço os colegas
e o trabalho não quero atrapalhar.
então a quem vou perguntar?
às 13h em ponto vejo-o o ponto bater.
observo-o. sem ele perceber.
seu eu pudesse entrar nessa mente,
para em um dia somente,
poder te compreender!
ao longe, vejo teu rosto simpático,
teu jeito tímido, mas carismático.
busco teu perfil para te homenagear,
mas, que bobagem, afinal,
somos colegas de teatro e de tribunal.
só colegas?
pouco pode parecer!
mas, deixando de ser secreto,
como amigo, eu quero te conhecer!
e, para a amizade começar,
uma lembrança vou deixar:
a caneta que me ajudou a escrever,
para, juntos, para o nosso time torcer.
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domingo, 14 de dezembro de 2008
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