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segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Eu tinha medo de morar num apartamento de 25 m2, de ele ser opressor. Ainda mais que na primeira noite eu fui inventar de colocar o meu roupeiro separando a única peça da casa! Mas, nisso, no dia seguinte, arrastei-o para a parede e a cama, para a janela. E agora eu estou achando o meu novo apartamento o máximo: é mais fácil de limpar, de organizar, tudo está ao alcance das minhas mãos e das minhas vistas, é aconchegante, não distrai. Bem disse o Hermuche: "É bom para meditar, Dickel." E, ao contrário do que eu imaginava, tudo do que eu preciso cabe nele. Sim, e pela primeira vez na vida estou morando completamente sozinho, estou decidindo sozinho onde e como vai ficar cada coisa. Esse exercício tem uma parte individualista, mas é importante, ainda mais nessa fase de ressurreição, renascimento. Estarei melhor preparado para o próximo exercício em duplas. E prossigo centrado nos princípios do novo Douglas Dickel. Não lutar contra as próprias limitações. Eu já mudei bastante, está na hora de eu me firmar um pouco com os meus defeitos - e as minhas virtudes. Parar de analisar cada atitude minha e passar a acreditar mais na minha consciência. Eu estava ficando paranóico e perdendo a capacidade de sobrevivência ao pensar sempre que o outro poderia ter razão. O meu ídolo Lobão disse uma vez que teria enlouquecido se não continuasse acreditando incondicionalmente em si mesmo. E, talvez o princípio mais relevante de todos: NUNCA MAIS me arrepender de não ter feito algo; se for para eu me arrepender, que seja de algo que eu tenha feito. Apesar do inevitável sofrimento de um novo parto, a vida tem me sido boa, ótima até. Sigo um cara de muita sorte, cada vez mais sorte, talvez para compensar os momentos de muito azar. Enfim, quem vive uma vida autêntica, mantendo-se distante da Terra Devastada, como diria o Campbell, tem o seu graal.

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