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sexta-feira, 2 de setembro de 2005

bird in sand
bird in sand,
originally uploaded by add+e.
Esses dias fui comparado ao Wayne Coyne, principalmente quanto à energia e à hiperatividade. O Wayne diz, no documentário Fearless Freaks, que herdou isso do pai dele. Fiquei pensando no que ele falou e cheguei à conclusão de que eu, também, herdei isso do meu pai, e da minha mãe, mas é do meu pai que eu vou falar agora.

Ele nunca parou, em casa. Ele já chegava tarde, porque tinha cargos de gerência, e continuava a trabalhar, no lar - e isso enfurecia a minha mãe, que o esperava com o chimarrão e as pipocas e as novelas. A casa foi ele que fez. Ele e os pedreiros. Ele projetou a casa, como arquiteto autodidata, e comandou também a execução das instalações hidráulica e elétrica. Há poucos anos os Couros Parobé estavam para falir, e ele vendeu a parte dele na sociedade a fim de cessar a incomodação - empregados que ele acolhera (apesar de "empresário" ele sempre foi bondoso) já ameaçavam surrá-lo pela falta de pagamento. Então transformou o sítio onde morava desde a separação da minha mãe, lá por 1994, 1995, numa nova empresa, onde ele voltou a trabalhar sem parar, novamente. Piscicultura, pesque-e-pague, suínos, bovinos: e ele é o principal peão do sítio.

***

"'As verdades contidas nas doutrinas religiosas são, afinal de contas, tão deformadas e sistematicamente disfarçadas', escreve Sigmund Freud, 'que a massa da humanidade não pode identificá-las como verdade. O caso é semelhante ao que acontece quando contamos a uma criança que os recém-nascidos são trazidos pela cegonha. Neste caso, também estamos dizendo a verdade através de uma expressão simbólica, pois sabemos o que essa grande ave significa. Mas a criança não sabe. Escuta apenas a parte deformada do que dizemos e sente que foi enganada (...).' O propósito deste livro [O herói de mil faces] é desvelar algumas verdades que nos são apresentadas sob o disfarce das figuras religiosas e mitológicas, mediante a reunião de uma multiplicidade de exemplos não muito difíceis (...)" (Joseph Campbell, no prefácio do seu mais aclamado livro)

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Sempre confundo com outro cara
Por Bruno Galera, em 31.08.05, às 09:16

[Se é com o Liam Neeson, eu também.]

Ralph Fiennes has a peculiar kind of negative charisma. In his best performances, he commands the screen by deflecting attention, as though he wished the camera could hide him from our scrutiny rather than exposing him to us. It is hard to think of another movie actor who can be so convincingly shy, so protective of the psychological privacy of his characters.

Essa descrição precisa das pecualiaridades interpretativas do ator Ralph Fiennes abre o texto do NY Times sobre o novo filme do Fernando Meirelles.

Não assisti muitos longas em que ele estava presente, mas lembro bem dos personagens encarnados. Mesmo no dispensável "Dragão Vermelho", Fiennes incomodava com esse dom de ocultar boa parte das contradições que gostaríamos de ver expostas.

O ápice dessa experiência pode ser encontrado em "Spider", dirigido por David Cronemberg. A ânsia de conhecer o passado e os segredos terríveis do atormentado Dennis torna-se quase intolerável durante a projeção. Muito devendo-se à sua atuação, tímida, perturbada e grandiosa.

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E o Bruno ainda escreve que "Prairie Wind", o novo do Neil Young, está programado para ser lançado no dia 27. É o primeiro trabalho dele depois do aneurisma.

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E o Pearl Jam toca em Porto Alegre no dia 28 de novembro, no Gigantinho.

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