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sexta-feira, 22 de abril de 2005



A julgar pela reação que eu tive, o show do Placebo faz jus ao nome da banda: eu me diverti, mas não foi por causa do show em si, que é inútil. Semi-playback. Um show frio, como já havia me dito o Juliano Zappia em 2001. Profissional demais, ensaiado demais, o Brian Molko não usava a mesma guitarra em duas músicas seguidas (a mulher da foto ficava afinando guitarras non-stop). Igual ao CD. Se tivessem projetado o DVD deles ali daria no mesmo. As guitarras estavam quase inexistentes, de tão mudas. O baixista não tem a mínima noção e o único simpático fica atrás da bateria, surrando tudo aquilo - o cara é bom! A guitarra de Pure Morning, por exemplo, era playback. Até a barulheira do fim do show, durante a quebradeira, era gravada! Para mim isso tudo é uma ofensa ao rock.

A Manu me sugeriu abrir uma discussão sobre que banda daria uma surra no Placebo. Vale voto de banda que não existe mais porque o vocalista morreu?

Update:


Foto: Bruno Galera/Portal Terra

Para mim é bizarro a preferência sexual fazer diferença na apreciação do show do Placebo: eu não vi nenhum gay que não tenha adorado.

Se alguém for de carro no show de hoje no Dissonante (Deus E O Diabo, Irmãos Rocha!, Charles Pilger) e a casa dos Colla-Dickel for caminho, me avisa!

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