Voltando a pesquisar sobre o minimalismo.
"(...) O primeiro compositor a se dedicar exclusivamente à dissolução da tonalidade foi o austríaco Arnold Schoenberg. (...) Aos poucos, ele foi ampliando o cromatismo herdado de Wagner e introduziu a atonalidade, baseada no princípio de que todos os 12 semitons da escala cromática teriam o mesmo valor. Para Schoenberg, era o fim da música tonal [padrão de campo harmônico que pode ser percebido sobretudo no jazz] e o começo da era atonal.
DODECAFONISMO 1923 - 1960
Não demorou muito para que o próprio Schoenberg notasse que a atonalidade era tão anárquica que não parecia ser um sistema razoável. E tratou de construir um método de organizar os tais 12 tons "iguais". Em 1923, ele apresentou ao mundo o "sistema dos doze tons", ou, como ficou mais conhecido, o dodecafonismo serial.
As composições seriais são produzidas a partir de séries preestabelecidas de doze sons diferentes e independentes entre si. Nenhum dos doze sons pode ser ouvido novamente antes que os outro onze tenham sido executados. Afinal, Schoenberg queria que todos os tons tivessem direitos iguais, então todos deveriam ser igualmente escutados.
EXPERIMENTALISMO 1950 - 1970
(...) Uma das primeiras técnicas experimentais foi a música concreta, proposta pelo francês Pierre Schaeffer. Ela consiste em gravar ruídos da natureza ou da cidade e transformá-los por processos eletroacústicos. (...) John Cage foi mais longe ainda. Ele propôs a música aleatória, baseada em sons gravados arbitrariamente no rádio ou na rua, e depois selecionados ao acaso. Outra técnica era escrever partituras jogando dados ou consultando o I-Ching. Mas a maior contribuição de Cage foi sua discussão em torno do silêncio. Compondo músicas absolutamente silenciosas.
MINIMALISMO 1960 em diante
Na década de 50, os serialistas controlavam toda a música de vanguarda que era produzida. (...) Em reação a essa "máfia serialista", dois estudantes da Julliard School de Nova York, Philip Glass e Steve Reich, resolveram se aliar às idéias do compositor Terry Riley [que compôs a peça minimalista In C] e serem os embaixadores de um novo movimento: o minimalismo.
O minimalismo tem dois objetivos principais: reafirmar a tonalidade e diminuir o material para composição (daí o nome do estilo). Ele se baseia sobre a repetição constante e hipnótica de pequeninas células rítmicas e melódicas, quase sem modulação. (...)"
Duas características interessantes do minimalismo que eu extraí de um site:
- simplificação e o abstracionismo extremos
- simplicidade intensa
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