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quarta-feira, 2 de março de 2011

Estou lendo esse livro, estava caminhando com ele e encontrei essa carta.



O 8 de Espadas é o Arcano da dúvida. Sempre mostra alguém vendado, cercado de espadas. Na maioria das vezes as espadas nem tocam a pessoa ou nem se apresentam de uma forma ameaçadora. Elas estão só ali, mostrando que o pensamento pode não ser uma manifestação concreta, mas é capaz de influenciar as atitudes de todos nós. Estar em 8 de Espadas é estar paralisado diante da dúvida de qual caminho seguir. E se não tomamos uma atitude em relação a isso, a tendência é que se siga a próxima carta do Reino de Espadas: o 9 de Espadas, o pesadelo. Para não entrar no pesadelo, portanto, a solução é decidir, andar, ir adiante, a despeito das possíveis dúvidas e da sensação de estarmos vendados e amarrados. Talvez o caminho não seja mesmo através do pensamento retilínio, linear. Acho que por aí não encontraremos respostas. A solução está mais ligada à capacidade de percepção, à sensibilidade corporal e à fuga das explicações racionais e lógicas. Não pense, sinta... busque "farejar" o caminho... Eu diria que diante de tantos dados, opiniões, influências e falação mental, a melhor coisa a fazer é fechar os olhos, entrar em processo de interiorização, silenciar a mente e buscar a resposta final através do coração, da intuição, da percepção corporal. Tentar contabilizar idéias e alternativas como se fosse um processo puramente matemático não será a melhor saída. (daqui)



Quando, numa jogada, o 8 de Espadas sai bem localizado, ou bem dignificado, como se usa dizer, podemos perceber que o Consultante está apto para viver a sua própria liberdade. Que o caminho à sua frente está menos acidentado. Que a sua forma de pensar está mais clara. Que há um súbito desaparecimento dos problemas que pareciam persistirem. Pode, sob determinadas circunstâncias, significar que o Consultante está com um novo projeto de vida. Alegria, felicidade. Retorno ao convívio social. Comportamento mais liberal. As coisas se movem, caminham, ainda que muito trabalho e empenho pessoal sejam necessários. Significa, também, a solução de um problema pois o Consultante encontrou "a chave" do mistério. As recompensas ainda estão bastante distantes e ainda resta muito a caminhar, mas há uma sensação de que alguns obstáculos já foram ultrapassados e as pessoas que poderiam estar impedindo o caminhar, afastam-se, abrindo passagem. O Consultante começa a olhar a vida sem ter “areia” para lhe embaçar a visão. Depois de muito quebrar a cabeça, de muito raciocinar, de muito pensar em busca de soluções, a mente parece clarear-se, iluminar-se. A verdade triunfa. (dali)

terça-feira, 1 de março de 2011

Políbio Braga:

72% dos leitores desta página acham que os ciclistas que interromperam o trânsito na Cidade Baixa, Porto Alegre, sexta-feira, não poderiam ter feito isto. Eles não pediram autorização para ninguém para levar adiante seu protesto contra a existência de carros na face da terra. Este tipo de manifestação deve ser comunicado à EPTC e Brigada Militar, já que vai atrapalhar o trânsito. Além disto, até o gandula do Inter sabe de que modo comportam-se multidões em caso de confronto iminente.

É o que também acha o editor. O editor não teme patrulha e convida os leitores a fazer o mesmo, saindo imediatamente do armário. A lei deve ser cumprida e vale para todos, o que não parece o caso.

Embora considere que o episódio trabalha contra o motorista Ricardo Neis, o homem que atropelou duas dezenas de ciclistas que interromperam o trânsito e entraram em confronto com ele, o editor nem de longe aprova o pedido de prisão preventiva elaborado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual. Trata-se de um evidente exagero. É possível que o juiz do caso ilumine-se no que diz a lei e trate de repelir essa concessão a grupos que se intitulam politicamente corretos e para os quais as regras valem apenas para os outros.

Não existe uma só roda de portoalegrenses bem informados que aprova o que fez o motorista Ricardo Neis, mas em nenhuma delas não existe uma só posição majoritária que lhe atribua responsabilidade exclusiva pelo que aconteceu.


31 comentários:

Aquiles disse: Devem ser ciclistas vegetarianos de esquerda, simpatizantes do movimento gay e da liberação das drogas pesadas.

Anônimo disse: A questão de prender é o seguinte, na Austrália e Alemanha este sujeito já estaria preso e nem preventiva era, seria definitiva. É claro que nestes paises estas passeatas tem que ser autorizadas e pela educação do povo nem seria necessária fazê-las.

Anônimo disse: Automóvel, caneta e a língua também são armas. Sou vegetariano por amor à vida. Sou tb ciclista e corredor. Tem mais psicopatas soltos que ainda aprovam a barbaridade.

Gustavo disse: Aliás, acabei de ler no Correio do Povo o detalhe abaixo, ou seja, o sujeito já batia na mulher e sempre foi um perigo no trânsito: "Outra questão que contribuiu para o pedido de prisão preventiva é o fato de Neis já ter antecedentes por agressão contra a ex-companheira, registrada na Delegacia da Mulher, entre 2009 e 2010. No trânsito, seu histórico de multas inclui infração por excesso de velocidade, trânsito na calçada, na contramão, em marcha ré e por conversão proibida, segundo o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul."

Anônimo disse: Hoje, li no jornal que o atropelador tem o seguinte currículo: tem um histórico de infrações GRAVES no trânsito; infrações por dirigir na calçada e na contramão; tem processos por AMEAÇA; já correu atrás de uma namorada com uma MACHADINHA na mão.

Tiago Vieira disse: Chega de generalizar! Por causa de uma minoria todos os motoristas são bandidos. Quem procurar ler as estatísticas no site da EPTC vai verificar que metade das mortes no trânsito de POA são por atropelamentos e 90% desses são pedestres que atravessaram fora da faixa de segurança. Então quem é o culpado pelo massacre no trânsito de POA?

Mordaz disse: Informa o BBC BRASIL que este movimento vindo de fora causa problemas em todos os locais da qual existe justamente pela vontade em provocar atritos e agressões no trânsito, desrespeitar as normas de tráfego, negarem-se a pedir permissão as autoridades e falta de uso de proteção. Na maioria dos casos é sempre caso de polícia e acaba na justiça! O que vimos neste caso na hora do pique das 19 horas de sexta-feira que foi para provocar tumulto mesmo! Apenas acharam aqui um motorista destrambelhado para se passarem de mártires. Hoje fizeram nova manifestação para agredirem os que não tem nada com o que eles criaram.

C. Hugo disse: Aquiles, sou ciclista de longa distância, já competi em competições nacionais e sul-americanas e hoje pedalo por prazer. Não sou gay, não sou vegetariano, não uso droga alguma nem sequer sou eleitor do PT. Ah, e adoro uma cerveja no fim da tarde. Já que tu é tão homem, e tem uma necessidade inexplicável de te afirmar com tal, te desafio. Pego uma bicileta qualquer, e te cedo minha Trek Lance Armstrong. Te deixo escolher o trajeto. Se tu chegar a menos de 15 minutos de mim, boto 5.000 reais, cash, na tua mão. Se tu perder, tua humilhação já será o suficiente. Topa? Se topar, bota teu email aí para combinarmos os detalhes. Conrad Hugo/Porto Alegre-RS



Douglas Dickel disse:


Abaixo os automóveis.

Ninguém se deu conta ainda do transtorno que eles causam ao planeta e aos próprios motoristas?

Um deles é o ruído que atrapalha as pessoas que querem descansar e contribui para o stress e a dor de cabeça dos acordados. Já parou para ouvir os sons ao seu redor? Já estamos acostumados aos carros e às construções, mas pelo menos quando vai acampar, ou à praia no inverno, a pessoa se dá conta de como no meio do absurdo. Nós vivemos pelas máquinas. Os automóveis são a espécie dominante. A prioridade é das máquinas maiores; seres humanos por último.

Outro transtorno é causar falta de paciência. Participei do protesto de hoje a pé e não senti pressa, não senti vontade de me movimentar o mais rápido possível. Dentro do carro todo mundo tem pressa. Inclusive você. E eu. A Terra está sendo soterrada (soasfaltada?) pelo asfalto. Os motoristas estão deixando de experimentar a vida, acoplando à sua volta essa prótese de aço, esse robô que anda em quatro rodas. Não sentem o sol, a brisa, a garoa; não têm tempo para observar as folhas, as árvores, as garças de Porto Alegre; não têm tempo de olhar para o lado e sorrir para um estranho. Os seres humanos estão cada vez mais deprimidos (e enriquecendo a indústria farmacêutica) porque já não pisam na terra, já não têm contato com o mundo do qual fazem (?) parte. Todos com pressa e com medo do sol e com medo da chuva. E os aterros de lixo já estão se esgotando, com não sei quantos metros de lixo abaixo da terra. Fora o lixo que está no mar ou na órbita do planeta.

Não é radicalismo. É urgência de transformação. O progresso deve ser parado. Estamos nos encaminhando ao nosso próprio fim.

Reflitamos.

our cat friend


our cat friend
Originally uploaded by rootcrop54.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O novo filme da Sofia Coppola vale por apenas duas coisas (imagens abaixo): uma cena e uma atriz - conheci a irmã da Dakota, Elle Fanning, e gostei dela.


sábado, 26 de fevereiro de 2011



Digamos que o automóvel não tivesse sido inventado; só a bicicleta. Digamos que o glorioso motorista andasse a pé, por não possuir bicileta. Ele sequer conseguiria alcançar os ciclistas. Puxando pro oposto, um carro de F1 acharia um pega de... carros normais algo um tanto lerdo, que estaria atrapalhando a pista, e então o F1 passaria por cima dos pegantes. É tudo questão de ponto de vista, de tempo psicológico. Que nem um internauta de hoje aguardar o carregamento das figuras na internet dos anos 90: entraria em convulsão. E NÃO DEVERIA SER ASSIM. Quem tem espiritualidade ou sabe pensar bem pode eliminar a pressa da sua vida.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mais uma contribuição musical minha com Mr. Sparrow!

É proibido sofrer
(Arnaldo Jabor)

(...) Hoje em dia é proibido sofrer. Temos de "funcionar", temos de rir, de gozar, de ser belos, magros, chiques, tesudos, em suma, temos de ter "qualidade total", como os produtos. Para isso, há o Prozac, o Viagra, os "uppers", os "downers", senão nos encostam como mercadorias depreciadas.

No entanto, a depressão tem grande importância para a sabedoria; sem algum desencanto com a vida, sem um ceticismo crítico, ninguém chega a uma reflexão decente. O bobo alegre não filosofa pois, mesmo para louvar a alegria, é preciso incluir o gosto da tragédia. No pós-guerra, tivemos o existencialismo, o suicídio da literatura com gênios como Beckett e Camus ou o teatro do absurdo, o homem entre o sim e o não, entre a vida e o nada.

(...) A interatividade é uma falsificação da liberdade, pois ignora meu direito de nada querer. Eu não quero nada. Não quero comprar nada, não quero saber nada (...).

Estava neste ponto do artigo quando um Ananda Rubinstein, cientista político, me enviou um texto chamado 'Elogio da melancolia', de Eric G. Wilson, da Universidade de Wake Forest. Veio a calhar. Com destreza acadêmica, ele aprofunda meus conceitos. Ele escreve:

"A melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza. Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte. Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida. A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender o status quo banal e imaginar inéditas possibilidades de existência. Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo, previsível como metal. Deste modo, o mundo se torna desinteressante e morre. (...) Por que não aceitamos isso e continuamos a desejar o inferno da satisfação total, a felicidade plena? A resposta é simples: por medo. A maioria se esconde atrás de sorrisos tensos porque tem medo de encarar a complexidade do mundo, seu mistério impreciso, suas terríveis belezas. Para fugir desta contemplação atemorizante, nos perdemos em distrações vãs e em um bom humor programado. Somos de uma natureza incompleta, somos de vagas potencialidades, e isto faz da vida uma luta constante em face do desconhecido. Usamos uma máscara falsa, sorridente, um disfarce para nos proteger do abismo. Mas, este abismo é também nossa salvação. Ser contra a felicidade é abraçar o êxtase. A aceitação do incompleto é um chamado à vida. A fragmentação é liberdade." É isso aí.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Volátil!



Conhece o Mario Bolatti? Aquele que atrás do armário de chocolate.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Natalie Herschlag treinou balé por 2, por 5 e depois por 8 horas ao dia. E eram 15 horas de filmagem por dia. E ela deslocou uma costela. Por fim, disse ela, assemelhando-se ao seu personagem em Cisne Negro: "I'm a soldier."

"Eu sou mais do tipo obediente do que rebelde."

*

"O mundo do balé não estava nem um pouco interessado em nos receber, então levamos um bom tempo para conseguir as informações e montar tudo." (Darren Aronofsky)

"Este foi um filme bem difícil de se fazer. Não tínhamos muito dinheiro e tivemos que atrasá-lo algumas vezes."
Crianças revoltadas com o grammy do Arcade Flyer (sic).
"O corpo resolve o problema sozinho, independentemente da consciência que às vezes deixa aparecer os efeito do tormento que se efetua na carne, por meio de uma artimanha cujo segredo, às vezes, os órgãos detêm. O organismo armazena os conflitos, dá-lhes um espaço, um lugar, depois, um dia, quando chega o momento propício, ele sente a necessidade imperiosa de permitir sua dissolução sob uma forma brutal, espontânea, imediata e radicalmente fisiológica. Daí os transes, os êxtases e o conhecimento pelos abismos." (Michel Onfray)
Tá chegando a hora do carnaval noise.